A grupanálise foi introduzida em Portugal em 1956 por E. L. Cortesão, que trabalhou com Foulkes em Londres e foi seu discípulo. Cortesão fez a leitura da grupanálise, que mais a aproximava das concepções da teoria e da teoria da técnica psicanalítica. Pelo contrário M. R. Leal manteve-se mais próxima das concepções foulksianas ainda que admitindo que a regressão em grupanálise pudesse atingir níveis proverbais. Concebeu ainda o conceito de matriz relacional interna (que Foulkes preferiu chamar matriz pessoal do grupo) e que lhe valeu o prémio Foulkes, ainda em vida deste.Com ele parecia completar as concepções teóricas, que servem de base à grupanálise segundo Foulkes. Por outro lado a difusão da grupanálise veio permitir entre nós o desenvolvimento de outras técnicas de psicoterapia de grupo (apoio, casais, famílias), assim como o uso e desenvolvimento de abordagens institucionais (como o próprio Foulkes aliás já fizera com o uso das comunidades terapêuticas) e comunitárias, são dados fundamentais para a organização das terapêuticas psiquiátricas. Exemplos de acções deste tipo, entre as quais as desenvolvidas pelo autor.