PUBLICIDAD
Última actualización web: 12/08/2022

MANEJO DE INSTRUMENTOS POR PSICÓLOGOS NA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA

Autor/autores: Adriana Coura Feitosa Lopes , Joao Carlos Alchieri
Fecha Publicación: 30/03/2014
Área temática: Psicología general .
Tipo de trabajo:  Conferencia

RESUMEN

La evaluación psicológica es un procedimiento que se incrusta en todas las áreas de los profesionales
de psicología. Al iniciar cualquier intervención psicológica, se hace necesario examinar el funcionamiento de lo(s) individuos(s) para cumplir adecuadamente sus demandas. Es importante estudiar
esta práctica, ya que el uso inadecuado de herramientas y técnicas influyen en la imagen de la profesión en la sociedad, lo que refleja también en la comunidad científica. En este trabajo tuvo como objectivo identificar el perfil de los psicólogos en el manejo de las pruebas spicológicas. El instrumento
utilizado fue una encuesta en línea, administrado a profesionales de la psicología registrados en los
consejos regionales de psicología de los nueve estados del Noreste de Brasil. El contacto con los participantes se llevó a cabo a través del asesoramiento de los propios consejos por correo electrónico

Palabras clave: psicología, evaluación

-----
Para más contenido siga a psiquiatria.com en: Twitter, Facebook y Linkedl.

VOLVER AL INDICE

Url corta de esta página: http://psiqu.com/1-8189

Contenido completo: Texto generado a partir de PDf original o archivos en html procedentes de compilaciones, puede contener errores de maquetación/interlineado, y omitir imágenes/tablas.

MANEJO DE INSTRUMENTOS POR PSICÓLOGOS NA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA
MANEJO DE INSTRUMENTOS DE EVALUACIÓN PSICOLÓGICA POR LOS
PSICÓLOGOS
MANAGEMENT OF INSTRUMENTS BY PSYCHOLOGISTS IN PSYCHOLOGICAL
ASSESSMENT
Adriana Coura Feitosa Lopes(1); João Carlos Alchieri(2);
(1) Mestranda em Psicologia pelo Programa de Pós Graduação em Psicologia da Universidade Federal
do Rio Grande do Norte (UFRN)
(2) Professor Doutor do Programa de Pós Graduação em Psicologia da UFRN
adri. feitosa@hotmail. com

RESUMO:
A avaliação psicológica é um procedimento que está inserido em todas as áreas de atuação profissional do psicólogo. Ao se iniciar qualquer intervenção psicológica, é necessário fazer a análise do
funcionamento do(s) indivíduo(s) para atender adequadamente suas demandas. Importa estudar
essa prática, pois, o uso inadequado de instrumentos e técnicas influencia a imagem da profissão na
sociedade em geral, repercutindo também na comunidade científica. Objetivou-se identificar o perfil
do psicólogo no manejo de testes. O instrumento utilizado foi um questionário online, administrado
em profissionais de psicologia cadastrados nos respectivos conselhos de classe, situados nos nove
estados da Região Nordeste. O contato com os participantes foi realizado através dos próprios Conselhos por correio eletrônico e através das redes sociais. Participaram do estudo 106 psicólogos, sendo
87, 6% mulheres e 12, 4% homens com idades variando de 23 até 65 anos. O tempo de graduado
variou de 1 até 41 anos e a maioria (48, 2%) tem Especialização. Atuam na área clínica 32, 1% dos
participantes, seguidos de 20, 5% da área organizacional e 12, 5% no trânsito. Os resultados apontam
que ao escolher o(s) teste(s) para utilizar numa avaliação Psicológica 53, 6% analisa sempre os testes mais adequados ao contexto (idade, indivíduos ou grupos, âmbito clínico, organizacional etc. ),
39, 3% às vezes pede a indicação de um teste a outro profissional, e, 35, 7% muitas vezes escolhe o
teste mais utilizado pela comunidade profissional. Verificou-se uma preocupação dos profissionais em
aplicar o teste mais adequado a sua demanda.

RESUMEN:
La evaluación psicológica es un procedimiento que se incrusta en todas las áreas de los profesionales
de psicología. Al iniciar cualquier intervención psicológica, se hace necesario examinar el funcionamiento de lo(s) individuos(s) para cumplir adecuadamente sus demandas. Es importante estudiar
esta práctica, ya que el uso inadecuado de herramientas y técnicas influyen en la imagen de la profesión en la sociedad, lo que refleja también en la comunidad científica. En este trabajo tuvo como objectivo identificar el perfil de los psicólogos en el manejo de las pruebas spicológicas. El instrumento
utilizado fue una encuesta en línea, administrado a profesionales de la psicología registrados en los
consejos regionales de psicología de los nueve estados del Noreste de Brasil. El contacto con los participantes se llevó a cabo a través del asesoramiento de los propios consejos por correo electrónico
y a través de las redes sociales. Los participantes del estudio fueron 106 psicólogos, con el 87, 6% de
mujeres y 12, 4% de hombres con edad entre 23 y 65 años. El tiempo desde la graduación varío de 1 a


41 años y la mayoría (48, 2%) tenían Especialidad. Trabajan en el área clínica 32, 1% de los participantes, seguiéndose de 20, 5% del área organizacional y el 12, 5% en el tránsito. Los resultados muestran
que al elegir la(s) prueba(s) para utilizar en una evaluación psicológica, el 53. 6% siempre analizan
las pruebas más adecuadas al contexto (edad, individuos o grupos, el campo clínico, organizacional,
etc. ). El 39. 3% a veces pide la indicación de una prueba a otro profesional, y el 35. 7% elige a menudo
la prueba más utilizada por la comunidad profesional. Se puede notar que hay una preocupación de
los profesionales para aplicarse la prueba más adecuada a su demanda.

ABSTRACT:
Psychological assessment is a procedure that is embedded in all areas of professional psychology.
When starting any psychological intervention, it is necessary to review the operation of individual(s)
to adequately meet their demands. It is important to study this practice because the improper use
of instruments and techniques will affect the image of the profession in society, reflecting also in the
scientific community. This study aimed to identify the profile of psychologists in handling tests. The
instrument used was an online survey, administered to psychology professionals registered in the
regional associations, located in the 9 states of Brazil's Northeastern region. The contact with participants was conducted through the associations by email and through social networks. Participants
consisted of 106 psychologists, with 87. 6% of women and 12. 4% of men aged 23 to 65 years old.
Time since graduation ranged from 1 to 41 years and most of them (48. 2%) have graduate studies.
There are 32. 1% of participants working in the clinical area, followed by 20. 5% in the organizational
area and 12. 5% in traffic. The results show that when choosing test(s) to use in a psychological assessment, 53. 6% always analyzes the tests that are most appropriate to the context (age, individuals or groups, clinical, organizational, etc. ), 39. 3% sometimes ask for the suggestion of a test from
another professional, and 35. 7% often choose the most frequently used test by the professional community. It was noted that there was a concern of professionals to apply the most appropriate test to
the right demand.

INTRODUÇÃO:
A avaliação psicológica é um procedimento inserido em todas as áreas de atuação profissional
do psicólogo, pois, ao se iniciar qualquer intervenção psicológica, é necessário fazer a análise do
funcionamento do(s) indivíduo(s) para atender adequadamente suas demandas.
Os testes psicológicos são um dos instrumentos de avaliação que tem como objetivo obter, num
(1).

mínimo de tempo, um máximo de informações sobre o examinado

É um processo de medida de diferenças e semelhanças entre indivíduos. Segundo Cronbach (1996), é um procedimento sistemático
para observar o comportamento e descrevê-lo com ajuda de escalas numéricas ou categorias fixas
(2).

Também pode ser definido como um instrumento auxiliar no processo de Avaliação Psicológica,  e seu uso, em conjunto com outros recursos avaliativos, tende a colaborar para a compreensão da
queixa e do indivíduo, com vistas à apropriada tomada de decisões

(3). Pasquali (1999) argumenta que avaliar é algo inevitável ao ser humano na relação com o meio
ambiente físico e social. Sua concepção é de que os instrumentos são expressões mais sofisticadas
que servem para tomada de decisões, como forma de sobrevivência do próprio organismo

(4). Urbina

(2007) destaca que dentre as diversas possibilidades, os testes têm sido empregados na tomada de
decisões sobre pessoas, na pesquisa científica acerca de fenômenos psicológicos/diferenças individuais
e em processos terapêuticos de promoção ou autoconhecimento e do ajustamento psicológico

(5). Os testes psicológicos, porém, já foram alvo de diversas críticas, especialmente pelo fato de
que muitos deles eram apenas traduções de testes construídos em outros países e vários deles não
apresentavam evidências de validade para a população brasileira. Para tentar resolver esta questão
surgiu no Brasil, o Sistema de Avaliação Psicológica (SATEPSI), implantado em 2003 e proposto com
o objetivo de qualificar os instrumentos usados pelos psicólogos

(6).  Dessa forma, uma comissão de especialistas passou a analisar sistematicamente se os testes usados para fins diagnósticos
permitiam que as interpretações dos resultados obtidos a partir do seu uso fossem respaldadas
teórica e empiricamente. Essa foi uma forma de fornecer elementos externos para nortear o trabalho
dos psicólogos para que não fossem seduzidos por uma apresentação mais bonita ou um preço mais
atraente oferecido pelas casas editoras

(7).  -se que, cada psicólogo é responsável por determinar por si próprio qual é o melhor
instrumento para ser usado em um dado contexto e para um determinado propósito sem que tenha
que consultar uma lista de testes com parecer favorável ou desfavorável; e que, antes de iniciar o
processo avaliativo realize um planejamento que leve em conta tais considerações. Autores apregoam
a tese de que, tendo em vista a história recente da avaliação psicológica no Brasil, é bastante
difícil para o psicólogo assumir seu fazer profissional, especialmente quando ele envolve atividades
avaliativas

(7).  Ocorre que, quando um psicólogo decide pela administração de um teste psicológico deve,
inicialmente, verificar se este teste que será empregado é adequado ao indivíduo, ou seja, se é validado
e padronizado para um grupo de pessoas (amostra) que apresenta determinadas características que
sejam semelhantes às apresentadas pelo cliente. Essas características podem ser, por exemplo,
a faixa etária, o grau de escolaridade, o sexo, etc. (8). A utilização de um teste inadequado para
o cliente que vai ser examinado leva a um resultado sem nenhum significado ou, pelo menos, de
confiabilidade altamente questionável. Não se pode, nesses casos, inferir significados psicométricos
nem clínicos para a medida efetuada.
Lamentavelmente, a dificuldade de compreensão dos parâmetros de avaliação de um teste é
evidenciada na pesquisa desenvolvida por Vendramini e Lopes (2008), que indica que informações
sobre evidências de validade e evidências de precisão contidas nos manuais dos testes, são geralmente
lidas por menos da metade dos psicólogos e menos de metade dos estudantes investigados em
seu estudo(9). Questionados sobre a importância dessa leitura, apenas 29, 2% dos profissionais
estudados consideram-no importantes para atualização profissional. Entre os estudantes, somente
39, 1% considera tal leitura útil para a utilização segura dos testes e 30, 4% dos discentes afirmaram
não ter interesse nessas informações. Pesquisas anteriores já haviam sido suscitadas em função de
problemas éticos, questionamentos sistemáticos quanto à fidedignidade e a validade dos testes e
interpretações mal feitas dos resultados e concepções erradas de sua natureza e seu objetivo

(10-11-

12).

Uma questão levantada por Leite (2011) é o fato de que o psicólogo precisa estar atento
quanto à aplicação propriamente do teste. Para que um escore encontrado em um teste psicológico
tenha confiabilidade é fundamental que as instruções dadas pelo autor do instrumento tenham
sido fielmente cumpridas. Qualquer alteração feita sem a devida verificação das consequências
experimentais de tal procedimento e a consequente revisão da padronização tira a credibilidade do
instrumento, quando não o torna inválido. Também é fundamental verificar e avaliar a pertinência
ou expressão de condições da pessoa que vai se submeter ao teste psicológico. O examinando deve
estar em normais condições físicas e com as habituais condições emocionais

(8). Observa-se que, existem avanços, atualmente, na produção científica em AP principalmente
relacionada aos testes psicológicos ­ outras ferramentas, como técnicas de entrevista e observação,
por exemplo, não recebem o mesmo destaque

(13).  Talvez este fato se dê por estar relacionado a um empenho em combater uma crítica de muitos anos, relacionada à escassez de estudos fundamentandesses instrumentais para o contexto brasileiro

(14).  O presente trabalho torna-se relevante, pois, sabe-se que, que o simples credenciamento
dos instrumentos não garante uma prática em AP eficaz embora seja uma medida necessária. O
ponto central situa-se na competência profissional para o uso adequado de tais informações e para o
oferecimento de uma ajuda eficaz, a partir do emprego do conhecimento psicológico disponível

(15). Significa dizer que, o que irá fazer a diferença entre uma prática na qual o psicólogo acaba fazendo
uma discriminação social inadequada a partir do resultado de um teste e outra, na qual o psicólogo
tem uma compreensão com discernimento das diferenças individuais, as quais são relevantes para
a formação da opinião profissional, será sem dúvida a competência do profissional para o uso dos
instrumentos na avaliação psicológica.
Além disso, importa avaliar essa prática, pois, o uso inadequado de instrumentos e técnicas
influencia a imagem da profissão na sociedade em geral, repercutindo também na comunidade
científica. Assim, o objetivo deste estudo foi identificar o perfil do psicólogo no manejo de testes a
fim de verificar se a prática realizada nesse manejo de testes tem sido coerente ou aleatória.

1. MÉTODO:
---- PARTICIPANTES
Participaram da pesquisa 106 psicólogos com cadastro ativo nos Conselhos Regionais de
Psicologia (CRP) situados na Região Nordeste. É válido destacar que, a amostra foi de conveniência,
ou seja, foi de livre adesão em. técnica de snowboll.
---- INSTRUMENTO
Para atingir os objetivos propostos a presente pesquisa utilizou como instrumento de coleta de
dados questionários online, através de um site comercial, o survey monkey, onde foram administrados
a profissionais de Psicologia nos nove estados da Região Nordeste do Brasil. O instrumento foi
construído com base nos objetivos da pesquisa e na literatura específica da área O questionário
com uma breve apresentação da pesquisa solicitava e-mail e número do Registro Profissional para
garantir que apenas profissionais de psicologia o respondessem. O questionário tem questões acerca
dos dados sócios demográficos e da profissão, tempo de formado, pós-graduação. Também constam
questões sobre quais os procedimentos utilizados no manejo e escolhas dos testes psicológicos.

---- PROCEDIMENTOS
Enviou-se para os Conselhos Regionais de Psicologia o convite e o link de acesso ao questionário
para os profissionais cadastrados e ativos. A estratégia de divulgação também utilizou as redes
sociais, buscando especificamente os contatos dos Conselhos Regionais e os grupos de psicólogos do
Nordeste.
Ao acessarem o link da pesquisa os participantes deveriam antes de responder o questionário
ler e consentir o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). A pesquisa foi aprovada pelo
comitê de Ética da Universidade Federal do Rio Grande do Norte sob o parecer de número 184. 344/13.
A coleta de dados ocorreu durante cinco meses, sendo de abril a agosto de 2013. Durante a
coleta foi criada uma base de dados para armazenamento dos resultados, os quais eram migrados
para uma planilha eletrônica para avaliação e correção informatizada, útil aos procedimentos de
análise que foram representados em termos de análises descritiva e inferencial, com auxílio do
programa Statistical Package for Social Science ­ SPSS versão 20.. RESULTADOS E DISCUSSÃO:
Participaram do estudo 106 psicólogos, 87, 6% mulheres e 12, 4% homens, salientando-se que,
a predominância do sexo feminino também aparece em outras pesquisas realizadas com psicólogos
no Brasil, nas quais o percentual de mulheres varia de 88% a 92, 2%. 16-17-18 As idades variaram
de 22 até 65 anos, sendo a maioria, 41, 2%, com faixa etária de 30 a 39 anos, seguidos de 35, 3%
com idade de 20 a 29 anos, 11, 5% com 40 a 49 anos, 7, 8% 50 a 59 anos e 5 pessoas (4, 8%) com
faixa etária de 60 a 69 anos de idade. Percebe-se que poucos participantes encontram-se na faixa
etária mais elevada, o que pode significar que, o envelhecimento da população brasileira ainda não
se reflete na profissão, pois o censo de 2010 (IBGE) apontou que 10, 8% da população feminina no
Brasil têm 60 anos ou mais

(19). O tempo de graduado variou de 1 até 41 anos sendo 46, 2% formado há até 5 anos, 24, 5%
formado de 6 a 10 anos, 17% de 11 a 20 anos, 8, 5% de 21 a 30 anos e apenas 3, 8% de 31 a 40 anos
de graduado.
A maioria dos participantes (48, 2%) tem Especialização, 23, 2% apenas graduou-se, 17, 9%
tem Mestrado, 4, 5% possui o título de Doutor. O ano de obtenção da titulação máxima foi obtido pela
maioria em 2012 com 24, 2%, outros 15, 2% obtiveram em 2011 e 12, 1% conseguiu sua titulação
máxima em 2013, o que demonstra que os profissionais estão estudando, buscando se atualizar e é
corroborado por uma pesquisa a nível nacional, na qual essa preocupação em manter-se atualizado
na profissão levou 53. 8% dos participantes da pesquisa a investir em uma formação complementar
após sua graduação. 46. 5% fizeram especializações, 5. 2% mestrado e, apenas 3. 2% fizeram um
doutorado

(17). A área de atuação dos participantes encontra-se distribuída por frequência de aparição na
Tabela I, mas, vale ressaltar que a maioria trabalha na área clínica, o que também condiz com o perfil
de outra pesquisa realizada no Brasil na qual os resultados revelam que a Psicologia Clínica continua
sendo a principal área de atuação da maioria dos profissionais em 54. 9% dos casos

(17).

Área de atuação

Frequência

%

Clínica

36

34

Organizacional/Trabalho

23

21, 7

Trânsito/CNH

14

13, 20

Saúde/Hospitalar

10

9, 4

Forense/Jurídico

6

5, 7

Escolar/Educacinal

5

4, 7

Social/Comunitário

5

4, 7

Vocacional/Profissional

4

3, 8

Porte de Armas

3

2, 8

Tabela I ­ Distribuição dos participantes por área de atuação.
O estado com maior número de participantes foi o Rio Grande Norte com 28, 7%, seguido
de Pernambuco com 15, 8%, Piauí com 12, 9%, Paraíba 10, 9%, Ceará e Bahia ambos com 9, 9% de
participantes, Maranhão com 6, 9%, Alagoas e Sergipe com 3% e 2% respectivamente. É possível que
o número maior de participantes tenha sido no estado do Rio Grande do Norte em virtude de ser onde
a pesquisa foi divulgada presencialmente pelos autores, além dos meios eletrônicos.
Observando o contexto de atuação em relação a titulação máxima verificou-se que 33, 3% dos
participantes que atuam na clínica são Mestres, 25% tem Especialização e 13, 8% são Doutores, o
que significa que do total de participantes da pesquisa todos os Doutores atuam na área Clínica; já
quem atua no âmbito Trabalho/Organizacional tem sua maioria de Especialistas com 65, 2% assim
como na área do Trânsito com 64, 2% de participantes com o título de Especialista. A área de Saúde/
Hospitalar e Forense, bem como a Clínica, tem um percentual razoável de Mestres com 30% e
28, 5%, respectivamente. E a área Social/Comunitária destaca-se por ser a única que sua maioria é
constituída de graduados (60%).
Ao verificar a área principal de atuação com a frequência do uso da avaliação Psicológica,
incluindo o uso de testes, constatou-se que, quem mais utiliza a AP são os participantes que
trabalham na área do Trânsito, pois 78, 5% usam toda semana, seguidos da área Porte de Armas com
66, 6% de uso toda semana e Trabalho/Organizacional com 47, 8%. Ressalta-se ainda que, 20% dos
participantes que atuam na área Escolar/Educacional raramente utilizam a AP, 11, 1% da área Clínica
também usa raramente e nas demais áreas nenhum participante mencionou utilizar raramente, mas
ficaram distribuídos na frequência de uso semanal, mensal ou eventual.
Relacionado o âmbito de atuação dos profissionais por tempo de graduado verificou-se quem
em todos os âmbitos a maioria graduou-se em Psicologia de 0 a 5 anos, exceto nos âmbitos de Porte
de Armas, o qual 33, 3% tem de 0 a 5 anos de graduado assim como 33, 3% tem de 11 a 20 anos
e 33, 3% de 21 a 30 anos de graduado. Também quem atua no âmbito da Saúde/Hospitalar tem
40% de participantes que graduou-se de 0 a 5 anos, 40% de 6 a 10 anos e 20% de 11 a 20 anos
de graduados. Destaca-se que, apenas nos âmbitos Forense e Clínico existem participantes que
graduaram-se de 31 a 41 anos.

No que diz respeito sobre a escolha dos testes os resultados apontam que 53, 6% sempre
analisam os testes mais adequados ao contexto (idade, indivíduos ou grupos, âmbito clínico,
organizacional etc. ), enquanto 24, 1% analisa com frequência, 3, 6% às vezes analisa e 18, 8% não
respondeu a questão. O resultado aponta para o fato de que existe um cuidado nessa escolha pela
maioria dos profissionais. É importante que, quando um psicólogo decida pela administração de
um teste psicológico deve, inicialmente, verificar se o teste que será empregado é adequado ao
indivíduo, ou seja, se é validado e padronizado para um grupo de pessoas (amostra) que apresenta
determinadas características que sejam semelhantes às apresentadas pelo cliente. Afinal, a utilização
de um teste inadequado para o cliente que vai ser examinado leva a um resultado sem nenhum
significado ou, pelo menos, de confiabilidade altamente questionável. Não se pode, nesses casos,
inferir significados psicométricos nem clínicos para a medida efetuada

(8). Na atuação em Avaliação Psicológica a maioria, 48, 4%, afirmou que às vezes pedem indicação
de testes a outro profissional, enquanto 28, 6% pedem com frequência, 16, 5% raramente pede e 15
pessoas não responderam.
Em relação a questão se na escolha dos testes o profissional opta pelo mais utilizado pela
comunidade profissional 16 participantes deixaram a questão em branco, as respostas foram bem
variadas e encontram-se dispostas na Tabela a seguir:


Opções de resposta

Frequência

Percentual Válido

Nunca

1

1, 1

Raramente

6

6, 7

Às vezes

37

41, 1

Muito

40

44, 4

Sempre

6

6, 7

Relacionando o âmbito de atuação com a frequência com que os participantes analisam o teste
mais adequado ao contexto (idade, indivíduo ou grupo) exceto no Porte de Armas, os profissionais que
atuam nos demais âmbitos tem em sua maioria o fato de sempre escolher o teste mais adequado ao
contexto. E apenas no âmbito Clínico, do Trabalho/Organizacional e do Trânsito existe um percentual
de participantes que às vezes faz a escolha do teste adequando ao contexto, portanto, nos demais
âmbitos os participantes se dividem entre a frequência sempre ou muito.
A utilização de um teste requer deste teste propriedades psicométricas pertinentes, por um
lado, e, por outro lado, que seja utilizado de forma adequada. Como em qualquer outra área, a métrica
de qualidade de um instrumento de medição é uma condição necessária para alcançar resultados
rigorosos, mas não é suficiente, porque o uso inadequado de um instrumento pode arruinar um
excelente teste

(20).

3. CONSIDERAÇÕES FINAIS:
O perfil dos profissionais encontrados nesta pesquisa condiz com estudos anteriores realizados
em outras regiões do Brasil e em nível nacional. As atitudes dos profissionais em relação aos testes
psicológicos demonstrou um cuidado não acertado, devido a formação brasileira ficar definida somente
no processo de graduação sem que a formação continuada seja uma necessidade percebida.

4. REFERÊNCIAS:
(1). Werlang BSG, Vilemor-Amaral AE, Nascimento RSGF. Avaliação Psicológica, testes e
possibilidades de uso. Conselho Federal de Psicologia Avaliação psicológica: diretrizes na
regulamentação da profissão / Conselho Federal de Psicologia. - Brasília: CFP; 2010.

(2). Cronbach LJ. Fundamentos da testagem psicológica. Porto Alegre: Artes Médicas; 1996.

(3). Noronha APP. Testes Psicológicos: conceito, uso e formação do psicólogo. In Hutz CS (org. ).
Avanços e polêmicas em avaliação psicológica (pp. 71-91). São Paulo: Casa do psicólogo;
2009.

(4). Pasquali L. Instrumentos Psicológicos: manual prático de elaboração. Brasília: LabPAM/IBAP;
1999.

(5). Urbina S. Fundamentos da testagem moderna. Porto Alegre: Artmed; 2007.

(6). Reppold CT, Serafini A J. Avaliação Psicológica, ética e direitos humanos. In Conselho Federal
de Psicologia. Relatório do Ano Temático da Avaliação Psicológica. Brasília, DF: CFP; 2013,
pp. 25-29.


(7). Santos AAA dos. O possível e o necessário no processo de avaliação psicológica. In Grupo
de Trabalho do Ano Temático da Avaliação Psicológica (Org. ), Ano da Avaliação Psicológica ­
Textos Geradores (pp. 13-16). Brasília: Conselho Federal de Psicologia; 2011.

(8). Leite OA. A medida no exame psicológico: reflexões sobre o significado clínico da medida.
In grupo de Trabalho do Ano Temático da Avaliação Psicológica (Org. ), Ano da Avaliação
Psicológica ­ Textos Geradores (pp. 29-36). Brasília: Conselho Federal de Psicologia; 2011.

(9). Vendramini C, Lopes F. Leitura de manuais de testes psicológicos por estudantes profissionais
de psicologia. Avaliação psicológica, 7, 93-105; 2008.

(10). Catão MFM, Coutinho MPLD, Jacquemin A. Avaliação psicológica: do quantitativismo à
participação. In Sociedade Brasileira de Rorschach (Ed. ) Anais do I Congresso da SBRO, 162166, São Paulo, Brasil: SBRO; 1997.
(11). Hutz CS, Bandeira DR. Avaliação psicológica no Brasil: situação atual e desafios para o futuro.
In Yamamoto, O. H. & Gouveia, V. V. Construindo a psicologia brasileira: desafios da ciência e
prática psicológica, 261-277. São Paulo, Brasil: Casa do psicólogo; 2003.
(12). Pasquali L, Alchieri JC. Os testes psicológicos no Brasil. In Pasquali, L. Técnicas de Exame
Psicológico ­ TEP. Volume I: Fundamentos das técnicas psicológicas, 195-221, São Paulo:
Casa do psicólogo; 2001.
(13). Joly MCAR, Berberian AA, Andrade RG, Teixeira TC. Análise de teses e dissertações em
avaliação psicológica disponíveis na BVS-PSI Brasil. Psicologia Ciência e Profissão, 30(1), 174187; 2010.
(14). Chiodi MG, Weschler SM. Avaliação psicológica: contribuições brasileiras. Boletim Academia
Paulista de Psicologia, (02/08), 197-210; 2008.
(15). Primi R. Responsabilidade e ética no uso de padrões de qualidade profissional na avaliação
psicológica. In grupo de Trabalho do Ano Temático da Avaliação Psicológica (Org. ), Ano da
Avaliação Psicológica ­ Textos Geradores (pp. 53-57). Brasília: Conselho Federal de Psicologia;
2011.
(16). Noronha APP. Os problemas mais graves e mais frequentes no uso dos testes psicológicos.
Psicol Reflexão e Crítica [periódico na internet] 2002. [acesso em 2013 outubro 12]; 15(1):
[aproximadamente 13 p. ] Disponível em: http://www. scielo. br/pdf/prc/v15n1/a15v15n1. pdf
(17). Conselho Federal de Psicologia. Pesquisa feita junto aos associados do Conselho Federal de
Psicologia ­ Relatório Final, 2001. [aproximadamente 18 p. ] {acesso em 2013 setembro 5]:
Disponível em http://www. pol. org. br/publicacoes/pdf/Pesquisa_WHO. pdf
(18). Lhullier LA (org). Quem é a psicóloga brasileira? Mulher, psicologia e trabalho. Conselho Federal
de Psicologia, Brasília, 2013. [acesso 2013 em novembro 12] Disponível em : http://site. cfp.
org. br/cfp-lanca-publicacao-quem-e-a-psicologa-brasileira-mulher-psicologia-e-trabalho/
(19). IBGE. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios. Síntese de indicadores 2009. Rio de
Janeiro: Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. 2010. [aproximadamente 300 pp. ]
[acesso em 2013 setembro 24]: Disponível em: <http://www. ibge. gov. br/home/estatistica/-915º Congreso Virtual de Psiquiatria. com. Interpsiquis 

populacao/trabalhoerendimento/pnad2009/pnad_sintese_2009. pdf>.
(20). Evers, A. ; Muniz, J. ; Hagemeister, C. ; Hstmælingen, C. ; Lindley, P. ; Sjöberg, A. ; Bartram, D.
(2013). Assessing the quality of tests: Revision of the EFPA review model. Psicothema, 25(3),
283-291.

-1015º Congreso Virtual de Psiquiatria. com. Interpsiquis 2014
www. interpsiquis. com - Febrero 2014
Psiquiatria. com

Comentarios de los usuarios



No hay ningun comentario, se el primero en comentar