A plasticidade do ethos é um tema interdisciplinar que, sob o prisma psicossocial, se apresenta ao mesmo tempo como um objeto de estudo novo e antigo. Novo, porque pesquisas que realizamos em onze bases de dados internacionais diferentes não foram capazes de identificar trabalhos diretamente voltados para o assunto. E antigo, porque atrai a atenção dos estudiosos, ao menos de forma tangencial, desde tempos remotos. Seu exame, entretanto, pode ajudar a aprofundar a compreensão de vários processos que são do interesse da Psicologia Social, tanto por suas repercussões sobre o psiquismo individual, quanto sobre a vida em sociedade. O presente artigo tem por meta dar sequência a anteriores trabalhos nossos sobre a matéria, enfocando mais especificamente o papel do instinto de sociabilidade na formação, no desenvolvimento e nas modificações do ethos. Servimo-nos da Psicologia Tomista como instrumento de estudo, dada a utilidade que ela tem apresentado em nossas anteriores investigações.La plasticidad del ethos es un tema interdisciplinario que, bajo el prisma psicosocial, se presenta al mismo tiempo como un objeto de estudio nuevo y antiguo. Nuevo, porque encuestas que realizamos en once bases de datos internacionales diferentes no fueron capaces de identificar trabajos directamente vueltos para el asunto. Y antiguo, ya que atrae la atención de los estudiosos, al menos tangencialmente, desde tiempos remotos. Su análisis, sin embargo, puede ayudar a profundizar la comprensión de diversos procesos que son de interés para la Psicología Social, tanto por su impacto en la psique individual, como sobre la vida en sociedad. El objetivo de este artículo es dar continuidad a anteriores trabajos nuestros sobre el tema, centrándose más concretamente en el papel del instinto de la sociabilidad en la formación, en el desarrollo y en el cambio del ethos. Empleamos la Psicología Tomista como herramienta de estudio, dada la utilidad que ella ha demostrado en nuestras anteriores investigaciones.The plasticity of ethos is an interdisciplinary topic that, under the psychosocial prism, presents itself simultaneously as an object of study new and old. New, because surveys I conducted in eleven different international databases were not able to identify works directly facing the theme. And old, because it attracts the attention of scholars, at least tangentially, since ancient times. Its examination, however, can help deepen the understanding of several processes that are of interest to Social Psychology, for its impact on the individual psyche, and on the life in society as well. This article is aimed at following up my previous works on the subject, focusing more specifically the role of the instinct of sociability in the formation, development and changes of ethos. I use the Thomistic Psychology as a tool of study, given the usefulness it has shown in my aforementioned previous investigations.