Última actualización web: 25/06/2021

La Psicología Tomista como instrumento de estudio de la plasticidad del Ethos.

Autor/autores: Lamartine de Hollanda Cavalcanti Neto
Fecha Publicación: 01/03/2013
Área temática: Psicología general .
Tipo de trabajo:  Conferencia

RESUMEN

A plasticidade do ethos é um tema interdisciplinar que, devido à escassez de estudos diretamente voltados para ele, parece situar-se ainda numa fase de definição metodológica. O presente artigo procura sintetizar nossas investigações sobre se a Psicologia Tomista pode ser considerada um instrumento de estudo válido para o referido tema, bem como sobre alguns dos aportes que ela pode oferecer ao mesmo. Ele resume um trabalho mais amplo que apresentamos sob a forma de tese de doutorado em bioética junto ao Centro Universitário São Camilo, em São Paulo, Brasil, em agosto de 2012. La plasticidad del ethos es un tema interdisciplinario que, debido a la escasez de estudios dirigidos directamente hacia él, parece estar todavía en fase de definición metodológica.

Este artículo trata de sintetizar nuestras investigaciones sobre si la psicología Tomista puede ser considerada como una herramienta válida para el estudio de esa materia, así como sobre algunas de las contribuciones que ella puede ofrecer a dicho estudio. Él resume una obra más amplia que presentamos bajo la forma de una tesis doctoral en bioética en el Centro Universitario Sao Camilo, en Sao Paulo, Brasil, en agosto de 2012. The plasticity of the ethos is an interdisciplinary topic that, due to the lack of studies directly facing him, seems to lie still in definition phase methodology. This article attempts to synthesize our investigations into the Thomistic Psychology can be considered a valid tool to study for that subject, as well as some contributions it can offer to this study. It summarizes a larger work that we have presented in the form of a doctoral thesis in bioethics at the Centro Universitario Sao Camilo, in Sao Paulo, Brazil, in August, 2012.

Palabras clave: Ethos, Plasticidad del ethos, Psicología Tomista

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A Psicologia Tomista como instrumento de estudo da plasticidade do ethos

 

The Thomistic Psychology as a tool to study

the plasticity of the ethos

 

La psicología Tomista como herramienta de estudio de la plasticidad del ethos

 

Lamartine de Hollanda Cavalcanti Neto1

 

Resumo

A plasticidade do ethos é um tema interdisciplinar que, devido à escassez de estudos diretamente voltados para ele, parece situar-se ainda numa fase de definição metodológica. O presente artigo procura sintetizar nossas investigações sobre se a Psicologia Tomista pode ser considerada um instrumento de estudo válido para o referido tema, bem como sobre alguns dos aportes que ela pode oferecer ao mesmo. Ele resume um trabalho mais amplo que apresentamos sob a forma de tese de doutorado em bioética junto ao Centro Universitário São Camilo, em São Paulo, Brasil, em agosto de 2012.

 

 

 

Abstract

The plasticity of the ethos is an interdisciplinary topic that, due to the lack of studies directly facing him, seems to lie still in definition phase methodology. This article attempts to synthesize our investigations into the Thomistic Psychology can be considered a valid tool to study for that subject, as well as some contributions it can offer to this study. It summarizes a larger work that we have presented in the form of a doctoral thesis in bioethics at the Centro Universitario Sao Camilo, in Sao Paulo, Brazil, in August, 2012.

 

 

 

Resumen

La plasticidad del ethos es un tema interdisciplinario que, debido a la escasez de estudios dirigidos directamente hacia él, parece estar todavía en fase de definición metodológica. Este artículo trata de sintetizar nuestras investigaciones sobre si la psicología Tomista puede ser considerada como una herramienta válida para el estudio de esa materia, así como sobre algunas de las contribuciones que ella puede ofrecer a dicho estudio. Él resume una obra más amplia que presentamos bajo la forma de una tesis doctoral en bioética en el Centro Universitario Sao Camilo, en Sao Paulo, Brasil, en agosto de 2012.

 

 

 

Palavras-chave: Psicologia Tomista. Ethos. Plasticidade do ethos.

Keywords: Thomistic Psychology. Ethos. Plasticity of the ethos.

Palabras-llave: psicología Tomista. Ethos. Plasticidad del ethos.

 

 

 

 

 

Introdução

É fato de observação corrente que as questões, dúvidas ou dilemas de cunho ético-moral2 fazem parte do quotidiano de grande número de pessoas. Uma primeira indagação a que elas podem dar ocasião é sobre o porquê de sua ocorrência e frequência. O que haveria, na natureza humana, que lhe tornaria capaz de desejar, propor, aceitar ou rejeitar mudanças dessa natureza, as quais, por sua vez, dariam origem às referidas questões?

Foi diante de tal indagação que surgiu o esboço de tema e de problema de pesquisa para os quais voltamos nossa atenção. A aquisição de informações procedentes das mais diversas fontes, desde as rigorosamente científicas, como as de diversos níveis de rigor metodológico, as literárias ou até as do noticiário informativo, bem como a reflexão baseada nas regras do raciocínio lógico, ajudaram-nos a delineá-los melhor.

A estruturação de nossas investigações e reflexões sobre o assunto deu origem a um trabalho que apresentamos, sob a forma de tese de doutorado em Bioética, junto ao Centro Universitário São Camilo, em São Paulo – SP, em agosto de 2012. O objetivo do presente artigo é resumir, em breves palavras, a metodologia que empregamos em tais estudos, seus resultados e suas conclusões.

 

 

 

Delimitação do tema e do problema

Existiria uma potencialidade humana capaz de reunir seus critérios ético-morais, seus valores pessoais e comportamentais, os quais nortearão seus atos, hábitos e costumes? Muito antes de nós, diversas ciências já se ocuparam de seu estudo, tais como a Antropologia, a Ética, a Filosofia, a Psicologia, a Sociologia, dentre outras, e deram-lhe o nome de ethos.

O que vem a ser este ethos? Como é sua natureza? Quais as suas propriedades? Dentre estas últimas, tem ele, de fato, a capacidade de modificar-se? Por que a tem? Como a exerce? Por que tais mudanças dão origem a questões de natureza ética? Como denominar tal capacidade? Haveria estudos prévios sobre este tema?

O investigador habituado ao método científico começaria sua atividade, naturalmente, tendo em vista a última pergunta. Foi o que procuramos fazer. Entretanto, quanto mais pesquisávamos, mais nos dávamos conta de uma surpreendente escassez de estudos direta ou expressamente voltados para o tema.

Não encontramos, sequer, um nome ou qualificativo cientificamente estabelecido para a referida mutabilidade. À falta de melhor, servindo-nos do raciocínio e da linguagem analógica, começamos a estudá-la sob o nome de plasticidade do ethos. E, com isso, conseguimos definir o nosso tema.

Todo pesquisador, ao debruçar-se sobre um assunto, procura verificar qual a metodologia mais adequada para investigá-lo. Deparamo-nos, também aqui, com outra dificuldade singular. Assim como não encontramos trabalhos diretamente voltados para o tema, muito menos descobrimos métodos previamente validados para estudá-lo.

Concluímos que ele parecia se encontrar ainda numa fase de definição metodológica, e nos propusemos a validar um instrumento de pesquisa. Dada a nossa formação pessoal na área, e os estudos que temos desenvolvido sobre a Psicologia Tomista, pareceu-nos que ela poderia se prestar adequadamente para este fim. Donde surgiu nosso problema ou questão de pesquisa, isto é, se a Psicologia Tomista pode ser considerada um instrumento válido para o estudo da plasticidade do ethos.

 

 

 

Bioeticidade do tema e do problema

Outra questão, contudo, poderia se apresentar no pórtico desse estudo. Em que âmbito situar a discussão? Qual enfoque disciplinar seria o mais adequado? O antropológico, o filosófico, o político, o psicológico, o sociológico?

A análise das informações obtidas nos levantamentos bibliográficos, bem como das reflexões a que elas deram ocasião, nos levaram à convicção de que se tratava de um tema caracteristicamente inter-multi-transdisciplinar, dado que compreendia tanto as disciplinas mencionadas, como outras ainda, tais como a literatura, as ciências da saúde, as artes plásticas, a música, a economia, a administração ou a ética. Donde nos parecer apropriado enfocá-lo no âmbito bioético, por se constituir numa espécie de interseção de todos os anteriores.

Por outro lado, é preciso lembrar que a Ética é “a ciência do ethos” (LIMA VAZ, 1999, p. 17 e p. 35), e que a Bioética pode ser considerada, segundo Potter (1970), como uma ética da vida e do ser vivo.

Em consequência, o estudo do ethos está na raiz de todos os temas que dizem respeito à Bioética, dado que ele é o objeto específico de sua ciência-mãe, a Ética, e, por isso, extensivo às questões específicas do campo bioético. Por outro lado, se dentre as propriedades deste objeto está a de ser mutável, plástico, influenciável, o estudo desta plasticidade também diz respeito à Bioética, vez que esta há de se interessar pela natureza e por todas as propriedades do ethos.

Na realidade, desde os seus primórdios, a Bioética leva em conta a plasticidade do ethos, pois todas as questões e dilemas éticos só existem porque o ethos humano é modificável. Donde decorre o especial interesse que seu estudo e aprofundamento devem suscitar, ainda que o tema possa ser considerado como em fase de definição metodológica.

E exatamente porque ele parece estar nessa fase, a investigação sobre a utilidade da Psicologia Tomista para o seu estudo é também do interesse da Bioética, dado que a devida avaliação dos instrumentos de investigação é de fundamental importância para o aprofundamento de qualquer pesquisa.

 

 

 

Objetivos de investigação

Em vista disso, pareceu-nos conveniente adotar, como objetivo geral dos nossos esforços, avaliar, no plano teórico, se a Psicologia Tomista é, de fato, um instrumento válido para a investigação sobre a plasticidade do ethos.

Em função da metodologia de estudo que se nos afigurou como adequada, e sobre a qual nos estenderemos no próximo tópico, adotamos como objetivos específicos formar uma visão de conjunto da Psicologia Tomista, incluindo uma análise crítica de sua validade científica; examinar a natureza da plasticidade do ethos, incluindo uma análise sobre se é ou não um tema bioético; e deduzir contribuições da Psicologia Tomista para o estudo da plasticidade do ethos, tendo em vista responder à questão formulada no objetivo geral.

 

 

 

Metodologia de estudo

Além da dificuldade metodológica acima mencionada, deparamo-nos com outras ainda. Embora os conceitos de método ou de metodologia propostos, por exemplo, por Abbagnano (2007), Ferrater Mora (2004), Lalande (1999) ou Mondin (2000) sejam muito claros, em que pese algumas divergências formais, sua aplicação para o tema em questão não nos pareceu tão simples.

A característica de inter-multi-transdisciplinaridade da Bioética, apesar de aportar vantagens ao seu estudo, pode comportar também uma séria dificuldade em termos metodológicos. Com efeito, quanto maior a abrangência de um objeto de pesquisa, em termos de disciplinas concernidas, tanto maior será tal dificuldade, pois um método adequado para uma delas pode não ser o mais indicado para as outras. Por outro lado, o cunho filosófico do nosso enfoque nos colocou diante de diversas alternativas metodológico-filosóficas, como as apresentadas por Chaui (2006), Ferrater Mora (2004) ou Folscheid e Wunenburger (2006).

Em vista dessas e de outras dificuldades metodológicas, vimo-nos obrigados a recorrer ao auxílio de especialistas experimentados, além de procurar respostas em considerável número de autores, tais como Abbagnano (2007), Alvesson e Sköldberg (2009), Anderson (1966), Bardin (2002), Barros e Lehfeld (1990), Becker (1993), Campos (2008), Campos e Costa (2007), Chaui (2006), Chizzotti (2008), Demo (1995), Descartes (2000), Eco (2007), Ferrater Mora (2004), Flick (2004), Folscheid e Wunenburger (2006), Feyerabend (1977), Gil (1999), Goldenberg (1999), Günther (2006, 2011), Hernández Sampieri, Fernández-Collado e Baptista Lucio (2008), Kant (2009), Kaplan (1969), Kuhn (1957, 1996), Lakatos e Marconi (2010), Lalande (1999), Marconi e Lakatos (2007), May (2004), Meltzoff (1998), Mondin (1980, 2000), Moral (1960), Popper (1975), Rea e Parker (2000), Ribeiro Neto (2009), Ruiz (2006), Salomon (2004), Severino (2007), Tomazette (2008), Vieira (2008, 2009), Vieira e Hossne (2001), Weber (1992) ou Woods e Rosales (2010).

A solução epistemo-metodológica que encontramos, depois de analisar a questão sob o prisma do conflito de paradigmas, foi a de adotar um paradigma epistemológico e uma metodologia consonantes com nosso referencial teórico básico, que é o aristotélico-tomista, além de adequar a metodologia empregada à questão e aos objetivos de pesquisa.

No que fomos confirmados por Campos (2008, p. 59), que sustenta ser de “fundamental importância que se observe a coerência entre o problema e o método escolhido”, bem como por Ferrater Mora (2004), quando afirma que e as questões relativas ao método referem-se não somente aos problemas lógicos, mas também aos epistemológicos e até aos metafísicos.

Servindo-nos da distinção entre método de abordagem e métodos de procedimento, apresentada por Marconi e Lakatos (2007, p. 110), pareceu-nos mais conveniente adotar, como método de abordagem, o hipotético-dedutivo, por tentarmos “preencher uma lacuna nos conhecimentos” referentes ao nosso tema, e por testarmos nossa hipótese “pelo processo da inferência dedutiva”.

Quanto ao de procedimento, optamos por uma investigação descritiva, que nos permitiu explanar as informações que levantamos sobre o tema, e por uma apresentação de resultados dedutivo-propositiva. Por fim, como técnica ou estratégia, lançamos mão da pesquisa bibliográfica, quando buscamos informações naqueles que já se interessaram pelo tema, e da documental, quando recorremos a fontes originais.

Procuramos, ademais, adequar nosso método de estudo aos critérios de validade investigativa, tais como os propõem Alvesson e Sköldberg (2009), Campos (2008), Campos e Costa (2007), Goldenberg (1999), Kaplan (1969), Meltzoff (1998) ou Selltiz, Wrightsman e Cook (1987).

Sinteticamente, e em coerência com este delineamento de pesquisa, propusemo-nos a apresentar o que outros autores já trataram sobre a Psicologia Tomista, bem como sobre o ethos e sua plasticidade, de modo a permitir a análise e a dedução de contribuições da primeira ao estudo da segunda. E, com base nessas deduções, responder afirmativamente à nossa questão de pesquisa, caso tais contribuições possam ser identificadas, ou negativamente, caso contrário.

Por fim, para garantir essa nossa opção metodológica, buscamos respaldos em especialistas, e os encontramos em trechos de autores como, por exemplo, Abbagnano (2007), Campos (2008), Campos e Costa (2007), Chaui (2006), Folscheid e Wunenburger (2006), Günther (2006) ou Severino (2007).

 

 

 

A Psicologia Tomista

A vastidão da Obra de São Tomás de Aquino constituiu, em certo sentido, outra dificuldade, tanto mais que ele não escreveu tratados ou capítulos especificamente dedicados ao tema em epígrafe. Aliás, o Padre Robert Brennan (1969), uma das maiores autoridades na matéria, assegura que nem o Doutor Angélico, nem Aristóteles, empregavam o termo Psicologia, no sentido em que se usa hoje em dia. No que é indiretamente corroborado por Braghirolli et al. (2005), que atribuem a origem do termo a Philip Melanchthon, e sua difusão inicial a Christian Von Wolff.

Os estudos de São Tomás de Aquino (1935, 1946, 1959, 1992, 2001a, 2001b, 2002, 2003, 2005, 2007, 2011) sobre a alma estão disseminados em vários trechos de suas obras, embora possam ser encontrados com mais facilidade em alguns da Suma Teológica. Brennan (1960, 1969) realizou uma síntese feliz sobre o tema, cujo mérito pode ser estendido a outros autores, tais como Alibert (1903), Barbado (1943), Butera (2010a, 2010b), Cantin (1948), Derisi (1956, 1978), Farges e Barbedette (1923), Gardeil (1967), Lindworsky (1931), Mercier (1942), Royo Marín (1968, 1977) ou Zaragüeta Bengoechea (1925), entre muitos outros.

Parece-nos, contudo, tarefa literalmente impossível resumir, em um só artigo, toda a Psicologia Tomista, e mesmo apresentar uma síntese dos resumos já realizados. A perda de conteúdo seria tal, que desqualificaria o trabalho. Tanto mais que ela requer o conhecimento de alguns pressupostos da metafísica aristotélica. Os leitores interessados poderão encontrá-la amplamente descrita nas fontes que acabamos de referir, ou sistematizada e comentada em nossa tese. 3

Apenas para tornar compreensíveis os resultados a que chegamos, recordamos aqui que a Psicologia Tomista estuda o homem em sua essência, propriedades, atos e hábitos. Para isso, São Tomás se baseia no conceito de pessoa de Boécio, que a entende como “a substância individual de natureza racional” (BOETHIUS, MPL, v. 64, c. 3, 1847, col. 1343). 4

Ele retoma e desenvolve o conceito aristotélico de potências do ser humano, que, junto com sua materialidade corporal, formam o que chama de um composto hilemórfico. 5 Tais potências viabilizam os atos cognoscitivos, apetitivos, locomotores e vegetativos de que dispomos.

Ele divide as potências cognoscitivas em intelectiva e sensitivas. A primeira se identifica com a inteligência, e a segunda é subdividida em sentidos internos e externos. As apetitivas se subdividem em natural, sensitivas e racional, sendo esta última o mesmo que a vontade. Os outros dois gêneros não têm subdivisões.

São Tomás mostra como processo do conhecimento humano tem origem nos sentidos externos, que passam suas informações aos internos. O papel destes é transformar a realidade captada, que é um misto de matéria e de forma, numa realidade apenas formal, ou, na linguagem moderna, numa informação. Por ser a inteligência uma realidade puramente formal, ela precisa ter diante de si objetos formais para poder entendê-los, ou seja, para captar sua essência ontológica.

Dessa simples apreensão da realidade, ou formação das ideias, o entendimento passa à dos juízos, quando compara ideias entre si, e depois à das inferências, quando compara juízos, no processo que conhecemos como raciocínio. Conhecido um objeto, nossos apetites desejá-lo-ão ou o rejeitarão, seja no simples nível vegetativo, através do apetite natural, no sensitivo, através dos apetites sensitivos, ou no racional, que é a vontade livre. Ou, melhor dizendo, através da interação de todos eles. O ciclo da vida consciente (BRENNAN, 1969) completa-se quando o indivíduo põe-se em movimento para executar o que esse processo prévio lhe indicou como mais adequado ao seu ser.

São Tomás dá especial atenção ao mais alto dos sentidos internos, que é a cogitativa, a qual propicia os instintos e as matrizes para o conhecimento intelectivo, bem como os atos produzidos pelos apetites sensitivos, que ele denomina de paixões, hodiernamente conhecidas como emoções e sentimentos.

Com base nessas noções, aqui tão sumariamente expostas, a Psicologia Tomista permite desenvolver toda uma série de aportes relativos à interação das potências entre si, gerando processos como a atenção, o desenvolvimento, a motivação, a aprendizagem e a personalidade.

Embora São Tomás não tenha tratado expressamente do que hoje se chama Psicologia Social, os pressupostos que oferece também propiciam o desenvolvimento de várias aplicações a este ramo do conhecimento, em especial no tocante ao estudo da opinião pública. Nossos estudos permitiram reunir vários desses contributos, que parecem ser de muita utilidade para a compreensão do ethos e de suas propriedades.

Interessante notar que, concomitantemente com nossas pesquisas sobre a Psicologia Tomista, e na intenção de examinar sua validade intrínseca, fomos encontrando vários estudos empíricos recentes que corroboram, no mais alto nível científico, ora mais diretamente, ora menos, o acerto de seus ensinamentos. Como ultrapassaria os limites do presente texto apresentá-los aqui, remetemos o leitor interessado à nossa tese, onde poderá encontrá-los com facilidade, ao longo da exposição da Psicologia Tomista.

 

 

 

A plasticidade do ethos

Se na temática anterior o problema talvez estivesse na riqueza e na abundância de conteúdo e de referências, nesta, a dificuldade se apresentou de inverso modo. Não que não haja estudos sobre o ethos. Pelo contrário, são abundantes, sob diversos aspectos. Menos, porém, sob o de sua plasticidade. Tanto a pesquisa em bibliotecas, quanto a consulta a especialistas, quanto o recurso a bases de dados informatizadas internacionais, resultaram quase infrutíferos.

Tal resultado, entretanto, era apenas aparente. Servindo-nos de uma linguagem analógica, podemos dizer que a abordagem de um tema pode ser perpendicular, quando direta e expressamente voltada para ele, ou tangencial, com graus diversos de incidência, quando apenas indiretamente.

Procurando-o sob esse ângulo de visão, encontramos uma tão grande quantidade de estudos, produções ou outras manifestações da presença do tema ao longo da História, que o problema da escassez bibliográfica se inverteu.

Em nossa tese, pudemos compilar, ainda que em traços gerais, um longo percurso do tema, sob diversas formas de presença ou de expressão, desde os tempos mais remotos até os presentes dias, comprovando-os com citações, referências e alusões a fatos concretos indiscutíveis.

Pudemos identificá-lo, inclusive, em incontáveis estudos na área da Bioética, desde seus primórdios até os dias atuais. Dispensamo-nos de referenciá-los aqui, bem como de detalhar a referida presença do tema ao longo da História, para evitar uma extensão incompatível com as dimensões deste artigo.

Esse conjunto de fatos nos conduziu à convicção de que a plasticidade do ethos é um tema pouco estudado, e, ao mesmo tempo, paradoxalmente muito disseminado. Pouco estudado porque nem a pesquisa, em vários idiomas, realizada em onze bases de dados informatizadas internacionais diferentes, permitiu identificar títulos ou conteúdos expressamente voltados para ele.

E disseminado, porque foi possível identificar sua presença ou manifestações, ainda que de forma indireta ou tangencial, nos mais diversos ramos do conhecimento e do acontecer humano ao longo da História. E não poderia ser de outro modo, pois sua evidência não poderia passar despercebida.

Para estudá-lo convenientemente, porém, convinha fazer um levantamento prévio sobre o ethos, procurando desambiguar os muitos sentidos que o vocábulo, marcadamente polissêmico, possui. O recurso a obras de referência em matéria de etimologia foi de especial auxílio nessa matéria.

Apesar disso, foi preciso estudá-lo ainda sob vários outros enfoques, tais como o antropológico, o bioético, o epistemológico, o filosófico, o histórico, o metodológico, o psicológico e o sociológico, para ensaiar, com algum grau de segurança, uma terminologia apropriada, tanto para ethos, quanto para plasticidade do ethos, que nos servisse de baliza em nossas pesquisas e raciocínios.

Ademais, convinha investigá-lo do ponto de vista da sua natureza, propriedades e relações, para o que foram de muita utilidade trabalhos como os de Lima Vaz (1999, 2000a, 2000b) e Vergnières (2003), ou outros de menor expressão, como os de Brochado (2009), Rego (1995) ou Santana (2010). Dentre os autores nacionais, talvez o Padre Lima Vaz tenha sido o que mais detidamente se voltou para o tema.

Ele o aborda, contudo, com um enfoque assumidamente fenomenológico e dialético-hegeliano que, a nosso ver, dificulta o aprofundamento do assunto por estar em contraposição com o enfoque realista-moderado de Aristóteles, no qual ele também se baseia, como quase todos os autores que se propuseram a estudar o ethos. O próprio Lima Vaz parece reconhecer a lacuna quando comenta que:

A fenomenologia apresenta-se, pois, aqui como um método (caminho) propedêutico à Ética. Não é o método do discurso ético especificamente tal, pois esse se constrói através de uma conceptualidade filosófica cujo alcance gnosiológico transcende os limites da descrição fenomenológica. De fato, a idéia de uma Ética rigorosamente fenomenológica viu-se em face de dificuldades que, nos casos mais significativos, tornaram inevitável o recurso a uma ontologia do sujeito ético. (LIMA VAZ, 1999, p. 38-39, itálicos do original).

Ora, o recurso a essa “ontologia do sujeito ético” (idem, ibidem) é justamente o que procuramos na Psicologia Tomista, com base na sua fundamentação gnosiológica realista-moderada, e esta foi uma das razões que nos motivaram a procurar validá-la enquanto instrumento de estudo para o nosso tema.

Dada a complexidade e a extensão da obra de Lima Vaz, não podemos afirmar que ele não aborde questões como o que daria suporte ontológico ao ethos na pessoa humana, ou quais as suas potências, no sentido tomista da palavra, que propiciam o aparecimento do mesmo, ou quais suas relações com o intelecto dos princípios e a sindérese, e as repercussões desta sobre ele. Dizemos apenas que não as encontramos naquelas de suas obras a que tivemos acesso.

Apesar da dificuldade epistemo-gnosiológica6 há pouco mencionada, Lima Vaz (1999, 2000a, 2000b) nos permitiu coligir informações significativas sobre a natureza do ethos, seu sujeito, objeto e propriedades. Ele enumera sete, quanto a estas últimas: a dualidade estrutural (individualidade e socialidade), a de morada e abrigo simbólico, a tendência para a estabilidade, a assimilatividade, a transmissibilidade, a historicidade e, por fim, a plasticidade.

Permitiu-nos ainda coligir ou deduzir aportes quanto ao dinamismo do ethos e da sua plasticidade, tanto a nível individual, notadamente das propriedades entre si, quanto no plano social. Neste particular, com consequências sobre a formação e o dinamismo dos costumes, da cultura, das civilizações e dos conflitos éticos.

 

 

 

Identificação de aportes da Psicologia Tomista ao estudo da plasticidade do ethos

Na etapa do nosso estudo que hodiernamente se chama de discussão, isto é, a confrontação dos dados obtidos nos levantamentos bibliográficos tendo em vista a obtenção dos resultados e das conclusões, deparamo-nos, novamente, com uma riqueza de dados significativa, oriunda da identificação dos referidos aportes.

Tanto que, por razões metodológicas, tivemos de limitá-los ao plano teórico, deixando suas aplicações práticas ou operacionais para um estudo ou ocasião mais oportunos. E mesmo no nível teórico, reduzindo o número de explicitações de contributos, tendo em vista a extensão assumida pelo texto de nossa tese.

A explanação de tais aportes, neste artigo, esbarraria na ausência ou carência da devida exposição dos pressupostos, que não pudemos apresentar aqui porque necessitamos de 458 páginas para expô-los em nossa tese. Limitamo-nos a enunciá-los, remetendo ao texto integral o leitor que sinta atração pela matéria.

A Psicologia Tomista nos permite deduzir tais aportes teóricos em pelo menos quatro grandes grupos: teórico-conceituais; metodológicos; relativos à natureza do ethos e da sua plasticidade; e atinentes a categorias de relação dos mesmos.

Quanto ao primeiro grupo, ela nos permite precisar o conceito de ethos e de plasticidade do ethos, aprofundando-os até suas raízes ontológicas, bem como o de critério moral, noção que serve de eixo para ambos. Quanto aos metodológicos, ela nos oferece contributos concretos decorrentes do seu enfoque gnosiológico, bem como do ontológico, além de viabilizar a adaptação do estudo a que nos referimos na explanação da nossa metodologia. Pois tal adaptação foi totalmente realizada com base nos pressupostos tomistas que adotamos, bem como na própria metodologia empregada pelo Aquinate.

Os contributos quanto à natureza do ethos e da sua plasticidade são numerosos. A Psicologia Tomista nos permitiu identificar seu suporte ontológico, as raízes de sua psicogênese, o papel da cogitativa e dos instintos, da imaginação e das emoções nesta última, a explicação para a aparente contradição entre a tendência para a estabilidade e para a plasticidade no ethos, bem como a compreensão da natureza da sua sociogênese.

No tocante ao estudo das suas relações, pudemos deduzir aportes referentes ao seu sujeito e objeto, às relações e interações das suas propriedades, em particular, quanto ao papel da plasticidade nessa interação. Também contributos relativos ao seu papel no dinamismo social, notadamente no da opinião pública, e, por fim, quanto à sua regulação.

A importância da regulação da plasticidade do ethos pode ser avaliada pelos resultados históricos da sua carência, que muitas vezes terminaram motivando guerras, revoluções sangrentas, crises financeiras ou eventos do gênero. Como pressuposto para esta regulação, o Doutor Angélico (AQUINO, Suma Teol. , P. I-II, q. 18. , a. 1. 2003) demonstra que o bem se associa com a perfeição do ato de ser, e o mal, com a sua deficiência. Deste princípio ontológico, decorrem todas as suas consequências ético-morais.

Em outros termos, ele mostra que a regulação da plasticidade do ethos dispõe de um critério objetivo para efetivar-se. E não somente ela, mas todo o dinamismo do ethos e de suas demais propriedades, a nível individual e social. Tal critério é esta correlação entre o ser e o bem, nos termos em que São Tomás a formula. 7 Assim considerados, tudo o que favorece o ser, está associado ao bem. Tudo o que o prejudica, está associado ao mal.

Nisso consiste o que talvez seja o principal aporte da Psicologia Tomista ao estudo da plasticidade do ethos, pois permite identificar o que dá direcionalidade ético-moral a esta modificabilidade. Este contributo consiste, em primeiro lugar, na identificação da conveniência ontológica do ser com o bem. E, em consequência, na dedução de que tal plasticidade será boa quando levar o ethos a modificar-se para favorecer o ser, e má quando o prejudicar ou debilitar.

 

 

 

Conclusão

Uma vez que nossos estudos tomaram como questão de pesquisa se a Psicologia Tomista poderia ser considerada um instrumento de investigação válido para a plasticidade do ethos, e que nossa metodologia adota como evidente pressuposto que a identificação de aportes da primeira ao estudo da segunda nos permite concluir afirmativamente, só nos resta assumir esta conclusão.

Ainda que o número e as aplicações desses contributos pudessem ser significativamente maiores, a quantidade que nos foi possível deduzir pareceu já suficiente para responder afirmativamente à referida questão.

Naturalmente, concedemos que esta resposta possa ser considerada aberta, dada a complexidade do tema e as novas questões que seu aprofundamento possa aportar. Ao que se pode acrescentar que a diversidade de critérios epistemo-gnosiológicos contemporânea possa levar alguns de nossos leitores a questionarem pressupostos integrantes dos nossos silogismos.

Porém, a nosso ver, o verdadeiro espírito científico consiste na busca desinteressada da verdade objetiva, para o que a colaboração entre os que se dedicam a estudá-la é de fundamental importância.

Por isso, convidamos aos que se sentirem atraídos pelo tema que procurem desenvolver seus próprios estudos sobre o mesmo, e nos ajudem a aperfeiçoar os nossos enviando-nos suas valiosas contribuições, sejam elas sob a forma de críticas, objeções, complementações ou sugestões.

 

 

Referências bibliográficas

 

 

ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de filosofia. Tradução Alfredo Bosi e Ivone Castilho Benedetti. 5. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007. 1210 p.

 

 

 

ALIBERT, Charles. La psychologie thomiste et les théories modernes. Paris: Beauchesne, 1903. 417 p.

 

 

 

ALVESSON, Mats; SKÖLDBERG, Kaj. Reflexive methodology: new vistas for qualitative research. 2. ed. London: Sage, 2009. 360 p.

 

 

 

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1 Médico psiquiatra, professor de Psicologia no Instituto Filosófico Aristotélico-Tomista, especialista em Teologia Tomista pelo Centro Universitário Ítalo Brasileiro e doutor em Bioética pelo Centro Universitário São Camilo (todos situados em São Paulo, Brasil).
2 Associamos intencionalmente, neste artigo, os vocábulos “ético” e “moral”, para não termos de entrar na discussão sobre a univocidade ou heterogeneidade de seus respectivos conceitos. Fazemo-lo, por um lado, por amor à brevidade, e por outro, porque já estudamos a questão em outro trabalho (CAVALCANTI NETO, 2011), para o qual remetemos o leitor interessado.
3 O texto da tese, intitulada “Contribuições da Psicologia Tomista ao estudo da plasticidade do ethos”, deve estar disponibilizado na internet até o final do ano de 2012.
4 Esta edição da Patrologia de Migne, disponível na internet, atém-se à publicação impressa, que não utiliza numeração de páginas, mas de colunas. Donde referirmos a col. 1343 como equivalente ao número da página.
5 Do grego hylé, matéria, e morphe, forma.
6 Adotamos aqui a distinção apresentada por autores como Gomes (2009) ou Faitanin ([20--]), por exemplo, que entendem a gnosiologia como o estudo da capacidade humana de conhecer, e a epistemologia como o estudo da validação daquilo que se conhece. Tais autores esclarecem que alguns textos filosóficos, por confusões oriundas de diferenças linguísticas e das respectivas traduções, têm utilizado o termo epistemologia em ambos os sentidos, embora com ênfase no segundo, dando margem para novas confusões conceituais.
7 Isto é, levando em conta a totalidade e as finalidades próximas e remotas do ser. É nesse sentido que, por exemplo, a amputação de um membro gangrenado não é um prejuízo ao ser de um indivíduo, mas um benefício, se consideradas sua totalidade e suas finalidades.

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