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Última actualización web: 18/08/2022

Modalidades de diagnóstico para trastorno de personalidad antisocial.

Autor/autores: Hannia Roberta Rodrigues Paiva Rocha
Fecha Publicación: 01/03/2010
Área temática: Trastornos de la Personalidad .
Tipo de trabajo:  Conferencia

RESUMEN

Este artículo pretende abordar el trastorno de personalidad antisocial (TAP), generalmente citado como psicopatía o sociopatía. Su extensa bibliografía muestra los continuos intentos de explicar, lo que nos hace correr a través de la tierra psicoanalítica, fisiológicos, evolutivos y de aprendizaje. Los mismos sitios - y muchos otros - también realizar un esfuerzo para encontrar formas de lidiar con TAP. En esta luz, que explicar y tratar el trastorno antisocial se muestra como dos focos de interés académico, este estudio está dirigido al diagnóstico de la enfermedad. Por lo tanto, hemos hecho la colección de artículos sobre el tema, dando preferencia a su búsqueda usando términos como "anti-social" y "diagnóstico", y la demanda de libros y obras de autores consagrados. Los artículos incluidos los textos completos en Portugués e Inglés, y la mayoría de la bibliografía seleccionada de la fecha actual. Entre la colección de artículos relacionados se encontraron pocas alternativas para el diagnóstico de la enfermedad, y cito: socialización Factor de escala sobre la base de cinco grandes de la personalidad, la investigación mediante la escala de impulsividad de la impulsividad de Barratt (BIS-11) Instrumento de antisociales y delictivas, la investigación de las relaciones interpersonales, las prácticas de crianza y las variables familiares, rasgos de personalidad y la conducta desviada. Se argumenta sobre la prevalencia de este trastorno razonable en la sociedad, sus consecuencias sociales e interpersonales, y sobre la necesidad de un diagnóstico precoz y preciso. Además, fue la constante y la actual por varios autores a desarrollar y adaptar las diversas formas de diagnóstico.

Palabras clave: Diagnóstico, Evaluación psicológica, Trastorno de personalidad antisocial


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MODALIDADES DE DIAGNÓSTICO PARA trastorno DE personalidad ANTISOCIAL

Beatriz Mendes e Madruga1; Blenda Carine Dantas de Medeiros2; Yasmin Makhamid Makhamed3;
Hannia Roberta Rodrigues Paiva Rocha4; Heloísa Karmelina Carvalho de Sousa5; João Carlos
Alchieri6.
1 Graduanda do curso de Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte
2 Graduanda do curso de Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte
3 Graduanda do curso de Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte
4 Graduada do curso de Psicologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte
5 Bacharela do curso de Psicologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte
6 Prof. Dr. Adjunto do Departamento de Psicologia Programa de Pós-Graduação em Psicologia e em
Ciências da Saúde da Universidade Federal do Rio Grande do Norte
beatrizmadruga@gmail. com
blenda_carine@hotmail. com
yasminmakhamid@hotmail. com
hanniaroberta@yahoo. com. br
helosousa@hotmail. com
jcalchieri@gmail. com

trastorno de personalidad AntiSocial; Métodos; diagnóstico; Evaluación psicológica
Antisocial personality disorder; Methods; Diagnosis; Psychological assessment
Transtorno de Personalidade Anti-Social; Métodos; diagnóstico; Avaliação psicológica

RESUMEN:

Este artículo pretende abordar el trastorno de personalidad antisocial (TAP), generalmente citado
como psicopatía o sociopatía. Su extensa bibliografía muestra los continuos intentos de explicar, lo
que nos hace correr a través de la tierra psicoanalítica, fisiológicos, evolutivos y de aprendizaje. Los
mismos sitios - y muchos otros - también realizar un esfuerzo para encontrar formas de lidiar con
TAP. En esta luz, que explicar y tratar el trastorno antisocial se muestra como dos focos de interés
académico, este estudio está dirigido al diagnóstico de la enfermedad. Por lo tanto, hemos hecho la
colección de artículos sobre el tema, dando preferencia a su búsqueda usando términos como "antisocial" y "diagnóstico", y la demanda de libros y obras de autores consagrados. Los artículos
incluidos los textos completos en Portugués e Inglés, y la mayoría de la bibliografía seleccionada de
la fecha actual. Entre la colección de artículos relacionados se encontraron pocas alternativas para el
diagnóstico de la enfermedad, y cito: socialización Factor de escala sobre la base de cinco grandes
de la personalidad, la investigación mediante la escala de impulsividad de la impulsividad de Barratt
(BIS-11) Instrumento de antisociales y delictivas, la investigación de las relaciones interpersonales,
las prácticas de crianza y las variables familiares, rasgos de personalidad y la conducta desviada. Se
argumenta sobre la prevalencia de este trastorno razonable en la sociedad, sus consecuencias
sociales e interpersonales, y sobre la necesidad de un diagnóstico precoz y preciso. Además, fue la
constante y la actual por varios autores a desarrollar y adaptar las diversas formas de diagnóstico.

ABSTRACT:
The present paper aboards the antisocial personality disorder, usually cited as psychopathic. Its vast
literature demonstrates the incessant attempts to explain it, what made us walk through
psychoanalytical, physiological, evolucionists and cognitive lands. The same lands - and others as
much - also had put effort in delineating forms to treat the TPAS. Then, explaining and treating the
TPAS reveals two focus of academic interest. This study is directed to the diagnosis of the disturb.
So, the collection of referring articles to the subject was made, giving preference to its search using
terms as "antisocial" and "diagnosis", beyond the search for books and workmanships of
consecrated authors. The articles had included complete texts in Portuguese and English, and the
majority of the selected bibliography date of the current century. Amongst the collection of related
articles, some disgnostic alternatives for the disturb had been found, to cite: Factorial scale of
Socialization based on the Big Five Factors of Personality; inquiry of the impulsiveneness using the
scale of impulsiveneness of Barrat (BIS-11); Instrument of antisocial and criminal behaviors; inquiry
of the interpersonal relationships, practical educative parental and changeable the familiar ones, of
the traces of personality and criminal behaviors. It is argued on the reasonable prevalence of this
transtorn in the interpersonal and social, its implications, and concerning necessity of the precocious
and necessary diagnosis. Moreover, was observed searchs it current constant and on the part of
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MODALIDADES DE DIAGNÓSTICO PARA trastorno DE personalidad ANTISOCIAL

innumerable authors in developing and adapting diverse ways of diagnosis.

RESUMO:

O presente artigo se propõe a abordar o Transtorno de Personalidade Anti-Social (TPAS), citado
usualmente como psicopatia ou sociopatia. A sua vasta literatura demonstra as incessantes
tentativas de explicá-lo, o que nos faz

perpassar os terrenos psicanalíticos, fisiológicos,

evolucionistas e da aprendizagem. Os mesmos terrenos ­ e outros tantos ­ também puseram
esforço em delinear formas de tratar o TPAS. Diante do exposto, de que explicar e tratar o TPAS
mostra-se como dois focos de interesse acadêmico, esse estudo direciona-se para o diagnóstico do
distúrbio. Dessa forma, foi feita a coleta de artigos referentes ao assunto, dando preferência à sua
busca usando termos como "anti-social" e "diagnóstico", além da procura por livros e obras de
autores consagrados. Os artigos incluíram textos completos em português e em inglês, e a maioria
da bibliografia selecionada data do século atual. Dentre a coleta dos artigos relacionados, foram
encontradas algumas alternativas diagnósticas para o distúrbio, a citar: escala Fatorial de
Socialização baseada nos Cinco Grandes Fatores de Personalidade; investigação da impulsividade
usando a escala de impulsividade de Barrat (BIS-11); Instrumento de condutas anti-sociais e
delitivas; investigação dos relacionamentos interpessoais, das práticas educativas parentais e
variáveis familiares, dos traços de personalidade e comportamentos delitivos. Discute-se sobre a
razoável prevalência desse transtorno na sociedade, suas implicações interpessoais e sociais, e
acerca da necessidade de diagnóstico precoce e preciso. Além disso, observou-se a busca constante
e atual por parte de inúmeros autores em desenvolver e adaptar formas diversas de diagnóstico.

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MODALIDADES DE DIAGNÓSTICO PARA trastorno DE personalidad ANTISOCIAL

INTRODUÇÃO

O transtorno de personalidade anti-social, conhecido pela abreviatura TPAS e pelos termos
usuais psicopatia e sociopatia, destaca-se em estudos diversos devido, principalmente, às suas
implicações sociais. Segundo a Associação Americana de Psiquiatria, trata-se de "um padrão global
de desrespeito e violação dos direitos alheios" (citada por Beck, Davis e Cols, 1990). E para Holmes
(1997), as pessoas com o transtorno encontram-se entre os indivíduos mais interpessoalmente
destrutivos e emocionalmente prejudiciais em nossa sociedade.
Esses conceitos foram construídos com base nas características próprias do transtorno ­ os
indivíduos não têm ansiedade ou culpa; não têm o constrangimento normalmente suprido pela
ansiedade; são impulsivos; hedonistas; apresentam uma superficialidade de sentimentos e uma
ausência de apegos emocionais (Holmes, 1997). De acordo com Beck, Freeman et al. (1990), os
sujeitos com TPAS têm uma espécie de limitação cognitiva, não conseguindo se imaginar no lugar
do outro, o que talvez explique o seu comportamento usualmente cruel e indiferente.
Os mesmos autores, na obra terapia Cognitiva dos Transtornos Mentais, elucidam sobre as
crenças desses indivíduos. Pensamentos como "eu tenho de ser o agressor para não ser a vítima" e
"os outros são otários" parecem guiar (na verdade, para eles, justificar) seu comportamento. Tais
comportamentos são auxiliados por uma capacidade prática de racionalizar seus comportamentos
incorretos. Eles utilizam essas habilidades para justificar seu comportamento, racionalizando seus
atos inapropriados, fazendo-os, a todo custo (e quase sempre com êxito), parecer coerentes.
Ao abordar o TPAS em seu capítulo sobre Transtornos de Personalidade, Holmes (1997)
apresenta esse transtorno sob o prisma de diversas teorias, pensando-o e tentando esclarecê-lo à
luz de suas abordagens.
A teoria psicodinâmica advoga que o TPAS decorre de um desenvolvimento deficitário do
superego, o que traz como conseqüência menores restrições sobre o id, culminando no
comportamento impulsivo. Há explicações, ainda, fisiológicas, as quais se apóiam em anomalias
demonstradas no eletroencefalograma desses sujeitos, e/ou apostando em fatores genéticos. As
explicações baseadas nas teorias da aprendizagem defendem a ocorrência de um déficit no
condicionamento clássico da ansiedade (para estes, ansiedade é uma resposta classicamente
condicionada). E existem também as concepções evolucionistas, as quais, segundo Vasconcellos e
Gauer (2004) não se apóiam na lógica evolutiva que apregoa o caráter adaptativo do transtorno ­
usam um raciocínio mais elaborado para tentar explicar a lógica do TPAS.
Apesar das diferentes explicações sobre o Transtorno de Personalidade Anti-Social, existe
uma espécie de consenso acerca do seu tratamento dificultoso. Isso porque, esclarece Holmes
(1997), como os sujeitos não apresentam sintomas típicos de comportamentos anormais
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(ansiedade, depressão, etc. ), elas nem sempre são reconhecidas como alguém que apresente um
problema psicológico, e, por isso, constantemente, não são levadas a tratamento, ou, então, por
terem um rol de comportamentos ilegais, elas tendem mais a ser punidas do que tratadas. Um
terceiro fator que dificulta o acompanhamento psicoterapêutico de pessoas com TPAS diz respeito à
crença generalizada de que os "portadores" desse distúrbio são pacientes difíceis ou impossíveis de
tratar. Cada abordagem propõe uma forma de tratamento, porém concordam com a idéia de que
qualquer tratamento dificilmente tem bons resultados.
Porém, apesar da dificuldade em tratar o transtorno, há achados que indicam que o mesmo
"se desgasta" por volta dos 40 anos de idade (Robbins, 1966, citado por Holmes, 1997).
O diagnóstico desse transtorno se baseia em poucas fontes. A base para sua construção
parece mesmo ser o DSM-IV e o CID-10, que listam, um a um, sintomas e características do TPAS.
Porém, conhecidos os limites de diagnóstico desses instrumentos, principalmente no que diz respeito
ao estabelecimento de um diagnóstico diferencial e a grande variedade de formas pelas quais os
transtornos mentais se apresentam, urge pensar em novas formas de identificação do TPAS, que
transcenda a mera checagem e comparação de sintomas descritos. Quais outros métodos, técnicas,
instrumentos são destinados a esse fim?
Diante dessa lacuna, o presente estudo tem como objetivo fazer uma retomada das
pesquisas divulgadas nos últimos anos que trazem potenciais métodos para o diagnóstico do
distúrbio de personalidade anti-social, bem como reconhecer suas possíveis variações, quais sejam:
métodos objetivos, como escalas e questionários; métodos subjetivos, como exemplos, entrevistas
que compreendam aspectos da história de vida do indivíduo, e a consulta a outras pessoas além do
próprio sujeito.

MÉTODO
O presente estudo realizou uma busca na bibliografia recente acerca do diagnóstico do
Transtorno de Personalidade Anti-Social. Para isso, buscaram-se em sites de publicações acadêmicas
as pesquisas mais recentes na área de interesse. Usou-se os termos "anti-social", "diagnóstico",
"transtorno de personalidade anti-social" e "TPAS" para fazer a busca. Foi dada preferência a artigos
que datem do século atual.
O critério utilizado foi o artigo considerar, em seu resumo ou em seu corpo de texto,
estratégias

para

diagnosticar

o

TPAS,

podendo

estas

ser

objetivas

(como

instrumentos

especificamente elaborados para isso, como a versão reduzida do Big Five ou a escala de
Impulsividade de Barrat), ou subjetivas (a citar entrevistas, e a investigação acerca da presença ou
não do Transtorno de Conduta na Adolescência).
Incluiu-se também no estudo livros e textos de autores consagrados que não datassem do
período supracitado, uma vez que são considerados na literatura clássica na área. Quatro livros
foram abordados nesse trabalho, tenham sido eles utilizados apenas para fins de informação acerca
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do TPAS ou com a finalidade de retirar-lhes informações precisas quanto ao diagnóstico.

RESULTADOS

Doze artigos foram selecionados, dos quais foram extraídos estudos e citações. Além desse
número, outros trabalhos foram também lidos e investigados, e sua exclusão foi realizada após
leitura do texto completo, ou leitura do seu resumo. Quase todos os artigos escolhidos (oito deles)
consideravam, direta ou indiretamente, formas de diagnosticar o transtorno.
Quase todos os doze artigos consideravam, direta ou indiretamente, formas de diagnosticar o
transtorno.
O manual de Beck, Freeman et al. (1990) foi selecionado por considerar suas contribuições
para a Psicologia Cognitiva, área que pode relacionar-se diretamente com um transtorno de
personalidade como o anti-social. Além disso, sua obra escolhida, Cognitive Therapy of Personality
Disorders (Terapia Cognitiva dos Transtornos de Personalidade), apresenta, já em seu título, o
indicativo de conter propostas para o tratamento de distúrbios de personalidade ­ processo para o
qual são necessárias estratégias diagnósticas.
A obra de David Holmes, Psicologia dos Transtornos Mentais (1997), foi escolhida por
apresentar, ao longo do capítulo sobre Transtornos de Personalidade, uma abordagem completa e
longa, principalmente no que tange ao TPAS, especificamente. O autor aborda o histórico do
transtorno, suas nomenclaturas diversas, tipos variados de sintomas (de humor, cognitivos e
motores), as linhas teóricas que tentam explicar o transtorno, além das propostas de tratamento e o
prognóstico.
Mais recentemente, Theodore Millon e o seu Personality Disorders in Modern Life, de 2000, foi
também selecionado por saber-se do extenso arcabouço teórico do autor acerca de transtornos de
personalidade, categoria da qual faz parte o TPAS. Por fim, Perícia Psicológica (2007), de Irene
Talarico Pinto, foi também uma escolha realizada após a observação da relação constantemente
estabelecida entre a presença do Transtorno de Personalidade Anti-Social e atos criminosos ou
ilegais.
Após fichamento do material, discussões posteriores foram promovidas a fim de eleger as
principais propostas diagnósticas divulgadas nos estudos. As discussões, além de elegerem as
principais propostas a serem descritas nesse artigo, também tiveram como finalidade discutir as
propostas que não pareceram ter sido ditas com o intuito de divulgar uma estratégia diagnóstica
para o TPAS, mas que podem assim se constituir ­ é o caso, por exemplo, das variantes
relacionadas ao Transtorno de Conduta, como veremos posteriormente.
Os instrumentos objetivos encontrados contam com escalas, e com instrumentos elaborados
especificamente para esse fim, ou que já existiam e que tiveram provada sua eficácia para o
diagnóstico do TPAS. Foram eles: Questionário de Condutas Anti-Sociais e Delitivas (CAD),
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elaborado por Seisdedos (1988) e adaptado para o Brasil por Formiga e Gouveia (2003); uma Escala
Fatorial de Socialização baseada no modelo do Big Five (Nunes e Hutz, 2006); o uso conjunto da
escala Fatorial de Extroversão e da escala Fatorial de Socialização (Nunes, Nunes e Hutz, 2006); a
escala de Busca de Sensações, Construída por Zuckerman, Eysenck e Eysenck (1978) e citada no
estudo de Vasconcelos, Gouveia, Pimentel e Pessoa (2008); e a escala de Impulsividade de Barrat
(BIS-11), abordada no estudo de Rocha, Lage e Sousa (2009).
Quanto às estratégias de caráter mais subjetivo, foram encontradas inúmeras referências ao
Transtorno de Conduta na infância e/ou adolescência, como também foram citados: uso de
substâncias psicoativas; práticas educativas parentais ineficazes;

necessidade de investigar a

história completa de vida do sujeito; e importância de consultar outras pessoas além do próprio
indivíduo ao tentar fazer seu diagnóstico.

DISCUSSÃO

Ao buscar em artigos científicos já publicados ou mesmo em livros diversos acerca de
possibilidades diagnósticas para o Transtorno de Personalidade Anti-Social (TPAS), o assunto comum
a muitas fontes é a delinqüência, o Transtorno da Conduta e os comportamentos anti-sociais (Beck,
Freeman, Davis e cols. , 1990; Garcia, 2007; Bordin e Offord, 2000; Garcia e Junior, 2008;
Vasconcelos, Gouveia, Pimentel e Pessoa, 2008; Formiga, 2003; Gouveia, Santos, Pimentel, Diniz e
Fonseca, 2009; Pacheco e Hutz, 2009). Estes três conceitos são muito próximos em sua
significação, e vêm comumente associados à adolescência.
Bordin e Offord (2000) trazem, em seu artigo, a cautela de anunciar uma importante
diferenciação conceitual. "Transtorno da Conduta" ou "Transtorno Desafiador da Oposição" são os
termos usados para qualificar crianças e adolescentes que apresentem comportamentos anti-sociais,
a citar: mentir, furtar, resistir à autoridade, entre outros. E por outro lado, "Transtorno de
Personalidade Anti-Social", assunto foco desse artigo, é o termo que cabe apenas para indivíduos
com idade superior a 18 anos. O DSM-IV, inclusive, faz referência indireta a essa diferença de
nomenclatura ao eleger critérios diagnósticos para TPAS, quais sejam: o sujeito ter, no mínimo, 18
anos de idade; existir evidências de Transtorno de Conduta com início antes dos 15 anos de idade.
Ainda sobre Transtorno de Conduta, Bordin e Offord (2000) o caracterizam como um dos
transtornos psiquiátricos mais comuns na infância, e com freqüência maior no sexo masculino e em
crianças maiores. Os mesmos autores comentam também que o Transtorno de Conduta aparece
associado ao baixo rendimento escolar e a problemas de relacionamento com colegas. Comentam,
ainda, que há eventos da vida que podem favorecer ou diminuir o comportamento anti-social, sendo
um deles o ambiente escolar.
Como dito anteriormente, o Transtorno de Conduta e seus conceitos relacionados fazem
referência, em grande parte, ao público jovem e adolescente. Assim, a fim de novamente esclarecer
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nomenclaturas, Formiga (2003) diz: "uma conduta anti-social se refere a não-conscientização
quanto às normas que devem ser respeitadas". Essa definição aproxima-se do que conhecemos
como delinqüência.
Formiga (2003) explicita a preocupação em explorar a delinqüência e suas variantes ao dizer
que apesar de a delinqüência juvenil receber bastante foco da mídia, os comportamentos que a
antecedem são muito pouco discutidos e destacados, ao mesmo tempo em que são também um
instrumento de medida para avaliar tais condutas nos jovens. Essa consideração justifica o grande
número de artigos cuja meta de pesquisa parece ter sido o "diagnóstico" da delinqüência, como uma
forma de antever conseqüências piores. Assim esclarece Garcia (2007): "se os atos anti-sociais
forem compreendidos e atendidos tão logo se tornem manifestos, poderão ser tratados, de um
modo mais fácil e, provavelmente, não se cristalizarão em delinqüência. Isto significa que a
delinqüência é uma tendência anti-social que não foi tratada adequadamente, ou seja, a
delinqüência já é uma defesa anti-social organizada. Ela poderá ter diferentes graus, e no seu
extremo mais grave tornar-se uma psicopatia".
Dessa forma, vê-se que a preocupação em explorar e em diagnosticar o Transtorno de
Conduta trata-se também de uma preocupação em "prever" e/ou "prevenir" um TPAS na vida
adulta. E por isso considerou-se tão extensa discussão acerca do tema (Transtorno de Conduta e
delinqüência), apesar desse não ser o tema específico do artigo, por parecer viável a proposta de
diagnosticar o primeiro para então prever e/ou prevenir o segundo.
E em se tratando da delinqüência e seu diagnóstico, Gouveia, Santos, Pimentel, Diniz e
Fonseca (2009) comentaram que no Brasil ainda são poucas as medidas direcionadas à análise
desse construto. Uma exceção é o questionário desenvolvido por Seisdedos (1988), que procura
contemplar dois blocos separados de itens, avaliando comportamentos anti-sociais e delitivos.
Denominado escala de Condutas Anti-Sociais e Delitivas (CAD), o instrumento compreende
uma medida comportamental de dois fatores, quais sejam as condutas anti-sociais e as condutas
delitivas, sendo que as primeiras explicam direta e significativamente as últimas (Vasconcelos,
Gouveia, Pimentel, Pessoa, 2007).
Formiga (2003), ao avaliar a fidedignidade do CAD, comprova sua precisão de construto e
sua validade no contexto brasileiro, podendo-se utilizar seu índice geral para avaliar condutas
desviantes, como também cada subescala (condutas anti-sociais e delitivas), fazendo-se necessário,
porém, relacionar as outras variáveis ao fenômeno.
As condutas anti-sociais são um fenômeno bastante complexo, e que pode apresentar
algumas diferenças conceituais entre autores, mas sempre abarcando comportamentos negativos.
Como citado anteriormente, Formiga (2003) conceitua condutas anti-sociais como referentes a "não
conscientização quanto às normas que devem ser respeitadas".

Condutas desse tipo também

podem ser concebidas como condutas que afetam o bem-estar e são socialmente indesejáveis
(Vasconcelos et. al. , 2007).
Além do CAD, outros instrumentos e escalas construídos e validados para ajudar a mensurar,
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direta ou indiretamente, o TPAS, são: a escala de Busca de Sensações, a escala Hare, escala de
Impulsividade de Barrat, o modelo dos Cinco Grandes Fatores, entre outros.
O Inventário dos Cinco Grandes Fatores (CGF), cujo conjunto de dimensões passou a ser
conhecido como Cinco Grandes Fatores da Personalidade após sinopse histórica feita por Laak, em
1996

(Vasconcelos et. al. , 2007), é um

modelo que mescla

teorias fatoriais, úteis no

desenvolvimento do aspecto instrumental e metodológico da solução de cinco fatores, com teorias
de traços da personalidade, as quais levaram ao desenvolvimento da base teórica dos CGF (Nunes e
Hutz, 2006).
Os traços de personalidade são formas estáveis e duradouras de reagir ao ambiente e podem
ser empregados "para resumir como as pessoas são ou se comportam no seu dia-a-dia"
(Vasconcelos et. al. , 2006 ou 2007). Segundo estudo de Gullone e Moore (2000, citado em
Vasconcelos et. al, 2007) no modelo dos Cinco Grandes Fatores, os traços de personalidade tiveram
bastante eficácia para predizer comportamentos de rebeldia.
Como a análise de tais condutas não deve ser feita apenas levando-se em conta o
comportamento ou o auto-relato do indivíduo, principalmente em se tratando de pessoas com TPAS,
que podem ter uma tendência a negar ou minimizar características pessoais consideradas
inadequadas socialmente, especialmente quando esses comportamentos têm implicação legal
(Blackburn e cols. , 2004, citado em Nunes, Nunes e Hutz, 2006), é importante que sejam utilizadas
formas múltiplas de avaliação, levando em consideração tanto características sócio-culturais dos
indivíduos como o andamento do quadro clínico (Nunes, Nunes e Hutz, 2006) para se ter um
diagnóstico com maior validade e eficácia.
Nunes e Hutz (2006) afirmam que os CGF são úteis para identificação de demandas de
tratamentos e sintomas de transtornos de personalidade em contextos clínicos, pois avaliam estilos
emocionais, interpessoais e motivacionais, oferecem um panorama compreensível do indivíduo e
provêm informações suplementares que podem ser proveitosas na análise dos casos.
O modelo apresenta, assim, um poder de síntese das dimensões básicas da personalidade
que aborda, a citar: extroversão e neuroticismo (presentes na maioria dos instrumentos de
avaliação da personalidade [Vasconcelos et. al. , 2007]), socialização (agradabilidade), vontade de
realização (conscienciosidade) e abertura para novas experiências. Segundo estudo de Gullone e
Moore (2000, citado em Vasconcelos et. al. , 2007), no caso dos CGF, o fator neuroticismo foi o único
a conseguir explicar satisfatoriamente as condutas anti-sociais, sendo eficaz ao destacar os afetos
negativos do sujeito.
Baseada no modelo dos Cinco Grandes Fatores, a escala Fatorial de Socialização (EFS) foi
construída e validada por Nunes e Hutz (2006). Isso porque estudos indicam (Widiger, Truss,
Clarkin, Sanderson e Costa, 2002) que o Transtorno de Personalidade Anti-social relaciona-se a
baixos escores de socialização.
Nunes e Hutz (2006) escolheram uma solução de três fatores que apresentam alta
consistência interna e se associam entre si, que são: Amabilidade, cujos itens abordam aspectos
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como atenção, educação ou empatia (pessoas com TPAS não se identificam com esses itens); prósociabilidade, com itens que versam sobre comportamentos de risco ou agressivos, leis e regras
(pessoas com TPAS apresentam elevada identificação com essas características); e confiança nas
pessoas, que busca quantificar confiança ou credibilidade.
Tal como a EFS, outras escalas dos CGF também foram validadas e normatizadas para o
Brasil ­ neuroticismo e extroversão ­, sendo inclusive as que apresentam maior correlação com o
TPAS. O fator neuroticismo, como já mencionado, foi o que melhor explicou as condutas anti-sociais
no estudo de Gullone e Moore (2000, citado em Vasconcelos et. al. , 2007). Já o fator extroversão,
ainda no mesmo estudo, ilustrou satisfatoriamente a busca de emoções, que também é um traço de
personalidade e pode ser tido como um fator geral na análise e explicação das condutas desviantes
(Vasconcelos et. al. , 2007).
Tal busca de sensações geralmente está associada a comportamentos de risco, e é apontada
como uma característica típica dos adolescentes (Lin e Tsai, 2002, citado em Vasconcelos et. al. ,
2007). Em estudo de Vasconcelos et. al. (2007) sobre a testagem de um modelo causal de avaliação
das condutas anti-sociais, no qual são abordados vários instrumentos de avaliação da personalidade,
eles afirmam que o traço busca de sensações foi o que apresentou maior peso fatorial no modelo,
pois ele explica diretamente as condutas anti-sociais.
Há ainda algumas escalas que procuram mensurar a busca de sensações, sendo a escala de
Busca de Sensações proposta por Marvin Zuckerman a mais utilizada (Vasconcelos et. al. , 2007).
Sua versão consta de 23 itens subdivididos em dois fatores diretamente relacionados entre si, cujas
sentenças estão muito próximas a condutas desviantes; como em outras versões, que constam de
quatro fatores diretamente correlacionados com um conjunto de comportamentos anti-sociais
(Vasconcelos et. al. , 2007).
É considerável o número de versões validadas para um mesmo traço, do mesmo modo que
também são muitos os instrumentos validados para o estudo de uma mesma patologia na busca de
se conseguir maior fidedignidade na análise e credibilidade quanto ao resultado obtido, ainda mais
se tratando de um fenômeno heterogêneo, com variadas causas, correlações e implicações
principalmente para o sujeito (Farrington, 1987; Otero-Lopez, 1996; citados em Gouveia et. al. ,
2008).
Além dos instrumentos construídos baseados no CGF, e das formas existentes de se avaliar a
busca de sensações, há ainda outras estratégias objetivas elaboradas com o fim de diagnosticar o
TPAS. O psiquiatra Robert Hare, como resultado de estudos e dados colhidos de diversos sujeitos
que apresentavam o perfil de TPAS, montou em 1991 um questionário para o diagnóstico do
transtorno. O questionário é denominado escala Hare, também conhecido como psychopathy
checklist, ou PCL.
O PCL pode ser utilizado por qualquer profissional da área que esteja bem treinado e
familiarizado com o instrumento, sendo bastante confiável no diagnóstico de tal transtorno e muito
utilizado na população forense. Esse instrumento identifica aspectos da Personalidade Anti-Social
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ligados aos sentimentos, aos relacionamentos interpessoais, ao estilo de vida e aos comportamentos
do indivíduo, entre outros (Hare, 1999, citado por Silva, 2008).
Em um estudo feito na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), identificou-se a
necessidade de avaliar relação da impulsividade com o TPAS, já que existe pouca literatura a
respeito e foi identificada uma ocorrência significativa da impulsividade entre os indivíduos com
TPAS. A impulsividade é caracterizada por uma predisposição para reações rápidas e não planejadas
a

estímulos

internos

ou

externos,

sem

que

sejam

avaliadas

as

conseqüências

desses

comportamentos. Sendo assim, a impulsividade pode ser avaliada através de uma entrevista semiestruturada (MINI-PLUS) e por uma escala auto-aplicável, a escala de Impulsividade de Barrat (BIS11). Essa escala abarca três subcategorias da impulsividade: atencional, motora e por falta de
planejamento. Além disso, foram importantes para o estudo a avaliação da inteligência por meio da
aplicação das Escalas Progressivas de Raven, e as informações sociodemográficas recolhidas e
relacionadas a comportamentos anti-social. A relevância desse estudo para o diagnóstico do TPAS se
dá ao passo que foi possível avaliar comportamento impulsivo em diversos comportamentos antisociais. (Rocha, Lage e Souza, 2009)
Diversos motivos nos levam a investigar outros aspectos ao realizar uma avaliação de TPAS,
destacando dois motivos: a) para um diagnóstico diferencial e mais completo; b) ao lidar com
indivíduos com TPAS devemos buscar outras fontes de informação, não podendo confiar
inteiramente no relato do paciente, pois uma das características desses pacientes é a omissão ou a
distorção de fatos para vantagem própria ou então para encobrir ações ilegais (Nunes, Nunes e
Hutz, 2006).
Dessa forma, além das avaliações objetivas, é de extrema importância a realização de
entrevista, e através dessa, a investigação da história de vida completa do paciente. Essa entrevista
pode incluir histórico clínico, escolar e do trabalho, aspectos de relacionamentos afetivos,
indicadores de personalidade anti-social observados durante a entrevista (impulsividade e
desconfiança, por exemplo), e investigação acerca de facilitadores para a utilização de substâncias
psicoativas (Nunes, Nunes e Hutz, 2006).
Como forma de complementar esse histórico, o psicólogo pode ter acesso, com a autorização
do paciente, a documentos relevantes, como procedimentos legais ou de tratamentos anteriores.
Além de uma investigação junto a outras fontes significativas, fontes essas que podem ser parentes,
cônjuges, amigos, ou qualquer indivíduo próximo.
Essas informações são de extrema importância ao diagnosticar o TPAS, tendo em posse um
rico material do passado do sujeito, o avaliador pode encontrar algumas passagens que auxiliem na
investigação do transtorno.
Outras estratégias não caracterizadas como instrumentos objetivos que podem auxiliar no
diagnóstico do TPAS são: a investigação acerca do uso de substâncias psicoativas; a investigação e
descrição das práticas parentais durante a infância e adolescência do sujeito.
Por práticas educativas parentais, Pacheco e Hutz (2009) incluem os seguintes itens como
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parte desse conceito: monitoramento, disciplina, habilidade para resolução de problemas,
reforçamento e supervisão. E, para Formiga (2003), práticas parentais referem-se à influência
emocional que os pais exercem sobre os filhos.
As práticas parentais, quando citadas em estudos, normalmente vêm associadas ao
comportamento anti-social, fazendo referência a uma possível correlação. É tido que os pais podem
reforçar comportamentos anti-sociais da criança através de práticas parentais ineficazes (Capaldi,
Chamberlain e Patterson, 1997; Patterson, DeGarmo e Knuston, 2000, citados por Pacheco e Hutz,
2009). E, segundo Bordin e Offord (2000), são fatores associados ao comportamento anti-social na
infância: receber cuidados maternos e paternos inadequados, e ser criado por pais agressivos e
violentos.
Adentrando no campo do transtorno em si, não mais do comportamento anti-social, Millon,
Davis e cols (2000) comentam que na história familiar da maioria de anti-sociais, existe uma
ausência de modelos para papéis pró-sociais. Tal afirmação é corroborada por Pacheco e Hutz
(2009), quando eles comentam da importância de investigar o comportamento anti-social de
familiares. Essas idéias sugerem a possibilidade de que os pais e/ou demais parentes que exibem
comportamentos anti-sociais influenciam comportamentos do mesmo tipo em seus filhos e/ou
demais

crianças

e

adolescentes

da

família.

Enquanto

isso,

pais

e/ou

parentes

exibindo

comportamentos pró-sociais podem influenciar um efeito contrário.
E devido à tamanha importância e função das práticas parentais sobre o desenvolvimento (ou
não) do TPAS, o tratamento para esse transtorno, em uma vertente psicodinâmica, inclui o
terapeuta tentando servir como uma figura parental orientadora. Isso é feito oferecendo apoio,
afeto, compreensão, e orientação firme e constante (Holmes, 1997).
Já o abuso de substâncias psicoativas, a citar o álcool e drogas estimulantes como exemplos,
aparece também em diversos artigos que abordem o TPAS. Isso porque muitos estudos na literatura
internacional têm indicado uma grande ocorrência de TPAS em adictos a substâncias psicoativas
(Ballone, 2005; Helzer & Pryzbeck, 1988; Hesselbrock, Meyer, & Keener, 1985; Kesslere cols. ,
1997; McCormick & Smith, 1995; Merikangase cols. , 1998; Mulder, 2002; Blackburn, Donnelly,
Logan, & Renwick, 2004; Verheul, Hartgers, Brink, & Koeter, 1998; Westermeyer & Thuras, 2005,
citados por Nunes, Nunes e Hutz, 2006).
Afirmativas da literatura pesquisada corroboram a idéia supracitada, uma vez que os antisociais não são vulneráveis a distúrbios de ansiedade, mas freqüentemente sofrem de distúrbios de
abuso de substâncias (Millon, Davis e cols, 2004). E Nunes, Nunes e Hutz (2006) sugerem que, em
uma entrevista para identificar indicadores de TPAS, sejam investigados os facilitadores para a
utilização de substâncias psicoativas.
Holmes (1997) lista entre os sintomas motores do transtorno a impulsividade e o
comportamento voltado para a busca de sensações. Este último vem acompanhado do uso de
drogas, as quais, segundo o autor, quando usadas, normalmente são do tipo estimulantes. E, de
acordo com Pinto (2007), a impulsividade também é reforçada pelo freqüente uso de drogas.
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O abuso de substâncias, tal quais as práticas parentais, é comumente citado nos estudos que
trazem a temática do comportamento anti-social. Existem evidências de que o abuso ou a
dependência

de

drogas,

em

adolescentes

infratores,

está

relacionado

à

severidade

do

comportamento anti-social (Pacheco e Hutz, 2009). E, segundo García e Junior (2008), o alto escore
de comportamento anti-social está ligado diretamente ao consumo de álcool e drogas na
adolescência.
Também foi já observada uma conexão entre pobres relacionamentos familiares e o consumo
de drogas (García e Junior, 2008), o que estabelece uma provável correlação entre práticas
parentais ditas "ruins" e o abuso de substâncias psicoativas ­ dois itens que podem fazer parte da
busca diagnóstica do Transtorno de Personalidade Anti-social.

CONCLUSÃO

O presente artigo propôs-se a fazer uma revisão bibliográfica sobre o diagnóstico do
Transtorno de Personalidade Anti-Social por esse ser um transtorno de difícil diagnóstico, e por ser
pouco o direcionamento dado ao diagnóstico do mesmo em bibliografias que abarquem o transtorno
apenas de uma forma geral.
Dentre os doze artigos selecionados e dentre as quatro obras escolhidas, foi possível retirar o
que há de conhecimento publicado para esse fim. Até mesmo nas publicações cujo objetivo não foi o
de encontrar e divulgar estratégias diagnósticas para o distúrbio, foi possível, após leitura e
discussões, enxergar um direcionamento diagnóstico que havia na publicação. Foi o caso, por
exemplo, dos diversos artigos encontrados tratando de Transtorno de Conduta ­ aparentemente, um
possível precursor do TPAS.
Cinco instrumentos objetivos foram encontrados e aqui descritos, fazendo alusão a uma
busca objetiva existente entre os estudiosos desse assunto. E outras quatro formas subjetivas, as
quais podem auxiliar no diagnóstico, também foram encontradas e escritas acima.
Foi observada uma tentativa, de forma geral, que existe em identificar o TPAS. Ao mesmo
tempo, porém, dentre os artigos disponíveis e encontrados que traziam o TPAS, os que se
dedicavam ao seu dificultoso diagnóstico não era maioria. E apesar das várias estratégias
encontradas e listadas nesse artigo, enxerga-se, ainda, uma necessidade de mais estudos com esse
direcionamento, a fim de um dia ser atingido o diagnóstico preciso e objetivo para o transtorno.

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