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Última actualización web: 01/12/2022

Comunicación terapéutica y apoyo emocional: Un enfoque a la relación entre el enfermero y el paciente en cuidados paliativos.

Autor/autores: Silvina Luzia Solano
Fecha Publicación: 01/03/2010
Área temática: Psiquiatría general .
Tipo de trabajo:  Conferencia

RESUMEN

El presente estudio, cualitativo, exploratorio, descriptivo, ha objetivado analizar el proceso de comunicación terapéutica y apoyo emocional en cuidados paliativos, identificar cuales las dificultades y facilidades encontradas por los enfermeros que actúan en el área en el establecimiento de la comunicación terapéutica con los pacientes y conocer la evaluación que el enfermero hace sobre el uso de la comunicación no-verbal en esta situación. Un cuestionario estructurado con los datos de identificación y 3 cuestiones abierta ha sido contestado por 9 enfermeros, del sector de Clínica Médica de un hospital Público de São Paulo, Brasil, donde ocurren internaciones de pacientes sin posibilidades de cura. A partir de las respuestas se ha identificado las categorías en que los enfermeros atribuyen como las principales dificultades en la comunicación terapéutica: cuidar de un paciente fuera de posibilidades de cura; lidiar con la familia; falta de conocimiento y miedo con relación a su diagnóstico y la dificultad de abordaje debido a las limitaciones del paciente. Las principales facilidades: utilización de la comunicación no-verbal; el envolvimiento del equipo multidisciplinar y el conocimiento del paciente con relación a su diagnóstico. Cuanto a la evaluación que hacen del uso de la comunicación no-verbal en la relación interpersonal, las categorías fueron: importante para evaluar las necesidades del paciente y garantizar su bienestar. Los resultados nos permiten inferir que este es un tema que merece atención en la formación del enfermero y en la educación continuada.

Palabras clave: comunicación terapéutica


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RESUMEN:
El presente estudio, cualitativo, exploratorio, descriptivo, ha objetivado analizar el proceso de
comunicación terapéutica y apoyo emocional en cuidados paliativos, identificar cuales las dificultades
y facilidades encontradas por los enfermeros que actúan en el área en el establecimiento de la
comunicación terapéutica con los pacientes y conocer la evaluación que el enfermero hace sobre el
uso de la comunicación no-verbal en esta situación. Un cuestionario estructurado con los datos de
identificación y 3 cuestiones abierta ha sido contestado por 9 enfermeros, del sector de Clínica
Médica de un hospital Público de São Paulo, Brasil, donde ocurren internaciones de pacientes sin
posibilidades de cura. A partir de las respuestas se ha identificado las categorías en que los
enfermeros atribuyen como las principales dificultades en la comunicación terapéutica: cuidar de un
paciente fuera de posibilidades de cura; lidiar con la familia; falta de conocimiento y miedo con
relación a su diagnóstico y la dificultad de abordaje debido a las limitaciones del paciente. Las
principales facilidades: utilización de la comunicación no-verbal; el envolvimiento del equipo
multidisciplinar y el conocimiento del paciente con relación a su diagnóstico. Cuanto a la evaluación
que hacen del uso de la comunicación no-verbal en la relación interpersonal, las categorías fueron:
importante para evaluar las necesidades del paciente y garantizar su bienestar. Los resultados nos
permiten inferir que este es un tema que merece atención en la formación del enfermero y en la
educación continuada.

Introdução
O interesse de desenvolver o tema desta pesquisa surgiu durante o estágio curricular da
graduação em que observou-se a interação entre pacientes e enfermeiros. Durante o período podese notar que alguns pacientes, principalmente os que estavam fora de possibilidades de cura, não
tinham a devida atenção da equipe de enfermagem, e que a comunicação terapêutica, que foi
destacada na formação como tão importante no tratamento de qualquer pessoa, tinha uma barreira,
formada pelo descaso e preconceito de alguns profissionais.
O que mais chamou a atenção foi um caso em especial, no qual houve a possibilidade de
prestar assistência a um senhor que estava gravemente enfermo e não conseguia se comunicar
verbalmente. A enfermeira responsável estava sempre atarefada com suas funções burocráticas e
quase não conhecia os internados, e o restante da equipe entrava no quarto e realizava os
procedimentos sem nenhum tipo de comunicação com os clientes.
Ao assumirmos os cuidados integrais a este paciente, resolvemos conversar com ele,
mesmo sabendo que ele não conseguia responder, e em alguns momentos notamos que suas
expressões faciais demonstravam conforto e serenidade. A partir daí começamos a entender a
importância da comunicação e que algumas palavras ditas da maneira certa podem trazer alívio,
bem-estar e apoio emocional.
Segundo a OMS cuidados paliativos são cuidados ativos e totais do paciente cuja doença
não responde mais ao tratamento curativo. 1 Trata-se então de um tratamento que não visa à cura e
sim a melhoria da qualidade de vida do doente, que pode ser obtida através de cuidados que
garantam seu conforto, e bem estar físico, psíquico e social. Sendo assim, a comunicação
terapêutica é um instrumento muito valioso do cuidado de enfermagem, pois é um meio de atender
as necessidades do paciente.
O conceito de comunicação terapêutica adaptada da teoria de Ruesch consiste na habilidade
do profissional em usar seu conhecimento sobre comunicação para ajudar a pessoa com tensão
temporária a conviver com outras pessoas e ajustar-se ao que não pode ser mudado e a superar os
bloqueios à auto-realização, para enfrentar seus problemas. 2
Isto significa que, não é apenas uma troca de informações entre o profissional e o indivíduo,
e sim que a comunicação neste caso esta voltada para ajudar o paciente em vários aspectos, além
de ser muito útil para a enfermagem, pois facilita a identificação de problemas e meios para
solucioná-los, permitindo melhor assistência.
Através destas definições podemos embasar a nossa pesquisa, sabendo que a comunicação
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terapêutica e os cuidados paliativos estão interligados e que para prestar cuidados ao paciente sem
possibilidade de cura, o enfermeiro necessita de desenvolver habilidades de relacionamento
interpessoal.
Consideramos preocupante a falta de comunicação entre enfermeiros e pacientes, mesmo
com tantos estudos e tanto enfoque à humanização na enfermagem. A maioria dos profissionais se
empenha em realizar apenas os cuidados técnicos, voltados para a doença, e se esquecem da
famosa "visão holística", tão importante no nosso meio de trabalho, que vê o paciente como um ser
com necessidades físicas, psíquicas e sociais.
Recentes estudos brasileiros indicam que, embora os enfermeiros que trabalham com
pacientes sem possibilidades de cura considerem a comunicação com o paciente terminal um
recurso terapêutico importante e efetivo, encontra dificuldades em estabelecer um processo
comunicativo eficaz, percebendo-se mal preparados neste aspecto. 1
Sabemos que a importância da comunicação é um dos princípios fundamentais na
assistência ao ser humano, e, portanto um dos itens ensinados durante a formação do enfermeiro,
sendo assim, nos questionamos quais serão as dificuldades ou facilidades encontradas pelos
enfermeiros que atuam em cuidados paliativos no estabelecimento da relação interpessoal com seus
pacientes?
Acreditamos que seja relevante realizar uma reflexão sobre o processo de comunicação
entre enfermeiros e pacientes em cuidados paliativos, para que possamos compreender este
relacionamento e contribuir para a melhoria da qualidade da assistência de enfermagem.
Referencial Teórico
Uma das teorias considerada como referência para a prática da enfermagem e, sobretudo,
para o processo de comunicação em enfermagem, é a Teoria das Relações Interpessoais,
desenvolvida por Hildegard E. Peplau, em 1952. A teórica visualizou o fenômeno de enfermagem
como um processo interpessoal cujo foco principal está centralizado na enfermeira e no paciente.
Neste sistema, ela pretende identificar conceitos e princípios que dêem suporte às relações
interpessoais processadas na prática da enfermagem, de modo que as situações de cuidado possam
ser transformadas em experiências de aprendizagem e crescimento. 2
Para alicerçar a importância da comunicação que ocorre entre o enfermeiro e o paciente ou
cliente, as teorias de enfermagem, que norteiam a utilização do processo de enfermagem, de
Florence Nighthingale à contemporaneidade, apresentam em seu conteúdo diferentes graus, nesse
aspecto. Algumas definem a enfermagem como processo interpessoal e apresentam estratégias de
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comunicação como o ponto crucial para o relacionamento enfermeiro-paciente. Outras fundamentam
o desenvolvimento do processo de enfermagem na interação enfermeiro-paciente, em época e local
determinados, assim como há as que definem Enfermagem como interação humana. Outras
apresentam o sistema interpessoal como um dos sistemas básicos de sua teoria, com destaque para
a comunicação, a interação, a percepção, a transação, o crescimento, e o desenvolvimento. Algumas
enfatizam a importância da comunicação para a compreensão do êmico, ou seja, o vivido pelas
pessoas. Há ainda, as que dão às suas teorias um cunho mais filosófico e humanista. O que há de
comum entre elas é a relevância atribuída à comunicação que ocorre entre o enfermeiro e o
paciente. 3
A comunicação não é simplesmente uma troca de mensagens entre a enfermeira e o
paciente, mas é uma ação que deve ser planejada e individualizada, não sendo realizada somente
por impulsos e de forma intuitiva. Há diversos guias e técnicas que podem ser utilizados para tornar
terapêutica essa comunicação. 2
Com base em todas as literaturas disponíveis sobre a enfermagem e seu relacionamento
com o pacientes, podemos garantir que a comunicação e a enfermagem são indissolúveis, ou seja,
em qualquer procedimento ou atuação da enfermagem haverá a comunicação entre ela e o paciente.
Tendo em vista essa afirmação, deduz-se que para obter um melhor desempenho em sua atividade,
o enfermeiro deve treinar suas capacidades de comunicação para desenvolver habilidades de
relacionamento interpessoal.
O enfermeiro deve ter em mente que, ao usar técnicas de comunicação terapêutica, ao
mesmo tempo em que ajuda o paciente, está também servindo de modelo para ele. Ele aprende a
usar padrões mais aceitos, de comunicação interpessoal, sentindo-se assim mais fortalecido para
falar de si e de suas experiências, também se percebendo como pessoa em suas diversas
dimensões. 3
A interação com o paciente torna o enfermeiro capaz de entender o que o paciente quer ou
não dizer. A linguagem desempenha uma função característica de grande valor, alem do que diz o
paciente, a entonação de voz, sua expressão facial, gestos, todos estes são constituintes de sua
fala. Essa composição é intencional, mas fundamental para a compreensão do enfermeiro. 4
Apesar disso, pensando em comunicação com pacientes sem possibilidade de cura,
observamos, em várias literaturas uma dificuldade ou descaso por parte dos enfermeiros.
Na equipe de Cuidados Paliativos, a enfermeira desempenha um papel ímpar, cujo cuidado
abrange uma visão humanística que considera não somente a dimensão física, mas também as
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preocupações psicológicas, sociais e espirituais do paciente. 5
Apesar da impossibilidade de cura, isso não significa a deteriorização da relação enfermeiropaciente, mas, sim, o estreitamento dessa atenção, a qual, certamente, trará benefícios para
ambos. Como ser ativo no seu tratamento, o paciente pode participar dos processos de decisão e
dos cuidados voltados para si. 5
É relevante uma discussão sobre a compreensão que as enfermeiras possuem do que vem a
ser comunicação. De acordo com um estudo, algumas enfermeiras afirmam não haver comunicação
com o paciente sedado profundamente, pois não existe resposta. Nesse sentido, a comunicação é
compreendida como uma "via de duas mãos", na qual uma informação é enviada e dela espera-se a
obtenção de um retorno. Porém, as enfermeiras que estabelecem a comunicação independente do
grau de sedação, aparentemente, também consideram a possibilidade da comunicação existir como
uma "via de mão única", na qual o que importa é a tentativa de transmitir uma mensagem, ou até
obter um retorno, porém não imediato. 6
O cuidado holístico envolve uma relação de acolhimento e confiança, vínculo entre
profissional e paciente, porém muitas vezes o profissional de saúde não tem estrutura para oferecer
tal cuidado por não ter conhecimento sobre estratégia de enfrentamento. 7
O

conceito

de

cuidados

paliativos

está

centrado

no

cuidar

que

envolve

postura

ético/filosófica por parte do enfermeiro, o que exige um modelo assistencial com dimensão técnica e
outras dimensões como a emocional, espiritual e ainda a de suporte familiar, para compreender as
várias formas de expressão de sentimentos e apoiar no enfrentamento da terminalidade. 8
É necessário ressaltar que o profissional de enfermagem, dentre a equipe multidisciplinar, é
o que mais mantém contato com o paciente, estando presente em todo o seu tratamento
ininterruptamente, portanto, o maior instrumento para proporcionar ao paciente em cuidados
paliativos melhor qualidade de vida, através de uma boa assistência, visando satisfazer
necessidades físicas e emocionais.
A busca da qualidade de vida do paciente tem sido reiterada como uma das pedras
angulares dos cuidados paliativos, havendo um número significativo e crescente de pesquisas sobre
o que seria qualidade de vida em cuidados no fim da vida, e sobre quais seriam seus possíveis
indicadores, especialmente para o paciente e seu cuidador. Esta é uma questão crucial, pois estudos
mostram o quanto a preferência dos pacientes com doenças terminais em relação ao tratamento é
pouco considerada pelos médicos, e o quanto há problemas de comunicação destes com seus
pacientes, bem como o quanto há pouca atenção e pouco cuidado e apoio oferecido pelos médicos a
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seus pacientes e familiares neste período. 9
Morrer se torna um ato solitário e impessoal porque o paciente não raro é removido de seu
ambiente familiar e levado às pressas para uma sala de emergência. 10
Quando um paciente está gravemente enfermo, em geral é tratado como alguém sem
direito a opinar. Quase sempre é outra pessoa quem decide sobre se, quando e onde um paciente
deverá ser hospitalizado. Custaria tão pouco lembrar-se de que o doente também tem sentimentos,
desejos, opiniões e, acima de tudo, o direito de ser ouvido. 10
Portanto, a capacidade de ouvir e apoiar o doente sem possibilidades de cura é de
fundamental importância para o profissional da saúde, pois só desenvolvendo essa habilidade é que
os cuidadores deixarão de ter a pretensão de saber decidir sozinhos qual é o melhor tratamento
para uma determinada doença, e passarão a entender o que é melhor, ou qual o melhor tratamento
para aquele indivíduo que, dentro de seu enredo particular, é portador de uma patologia. 11
Ao não aceitar a autonomia dos pacientes fora de possibilidades terapêuticas e agir segundo
os próprios preconceitos religiosos e pessoais, o enfermeiro reproduzirá o que foi denominado
"próprio referencial", de forma a limitar a possibilidade de individualização do cuidado, o que produz
a descaracterização do doente e, conseqüentemente, as falhas observadas no respeito à sua
autonomia, além de configurar-se como um obstáculo à operacionalização prática dos cuidados
paliativos. Portanto, se faz necessário trazer à consciência que a participação do paciente no
tratamento é de fundamental importância, pois o tratamento não pertence aos profissionais de
saúde, mas sim, ao próprio paciente. 12
A companhia, a presença, o estar junto, também são formas de comunicação interpessoal e
apoio emocional13, e, além disso, faz parte da comunicação, o uso terapêutico do silêncio como
estratégia para estimular a expressão de idéias ou sentimentos ou para interromper o silêncio do
paciente. 3
Várias técnicas para melhorar a comunicação entre enfermeiro e paciente são descritas nas
literaturas, todavia, nota-se que existe uma barreira neste processo na prática.

Objetivos
A partir do acima exposto, elegeu-se os seguintes objetivos:
Geral:
·

Analisar o processo de comunicação terapêutica em cuidados paliativos.

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Específicos:
1. Identificar quais as dificuldades e facilidades encontradas pelos enfermeiros que atuam em
cuidados paliativos no estabelecimento da comunicação terapêutica nos relacionamentos
interpessoais com os pacientes.
2. Conhecer qual a avaliação que o enfermeiro faz sobre o uso da comunicação não verbal no
estabelecimento do relacionamento interpessoal com o paciente em cuidados paliativos.

Metodologia
Trata-se de um estudo exploratório e descritivo com abordagem qualitativa.
Esse tipo de estudo tem como objetivo proporcionar maior familiaridade com o problema,
com vista a torná-lo mais explícito ou a construir hipóteses, e a descrição das características de
determinada população ou fenômeno ou, então o estabelecimento de relações entre variáveis. 14
No contexto da metodologia qualitativa aplicada à saúde, emprega-se a concepção trazida
das Ciências Humanas, segundo as quais não se busca estudar o fenômeno em si, mas entender seu
significado individual ou coletivo para a vida das pessoas. 15
O local escolhido para a realização desse estudo foi o setor de Clínica Médica de um
hospital Público, da cidade de São Paulo, onde às vezes acontecem internações de pacientes sem
possibilidades de cura.
A população de estudo foi composta por 9 enfermeiros que trabalham neste setor e
aceitaram participar da pesquisa.
A coleta de dados foi realizada no mês de Outubro de 2009, e utilizou como instrumento um
questionário (Apêndice A), estruturado com dados de identificação e 3 questões abertas, elaboradas
pelas autoras, relacionadas ao cotidiano do sujeito desta pesquisa e seu relacionamento interpessoal
com esses pacientes, e que foram respondidas de próprio punho a caneta pelos próprios
enfermeiros.
O projeto foi encaminhado ao Comitê de Ética da Universidade Cruzeiro do Sul, tendo sido
aprovado em Julho de 2009 (Anexo A). Após a aprovação do projeto encaminhamos uma solicitação
formal e duas cópias do projeto já aprovado ao Comitê de Ética do hospital.
Após aprovado o consentimento desses setores (Anexo B), agendamos as entrevistas com
os enfermeiros que aceitaram participar do estudo, após a explicação dos objetivos aos mesmos. Em
seguida os sujeitos que concordaram a participar assinaram o Termo de Consentimento Livre e
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Esclarecimento conforme Resolução das diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisas
envolvendo seres humanos. 1996/96 (Apêndice B).
Com relação à análise dos dados, foi realizada a análise de conteúdo com as seguintes
etapas: transcrição, ordenação dos dados, classificação e análise final. 16 A ordenação dos dados
obtidos através do questionário se deu após re-leituras sucessivas de todo o material, agrupamentos
e organização dos dados a partir da reflexão sobre o objetivo da pesquisa, resultando em temáticas
genéricas discriminadas nos resultados. A classificação dos dados foi feita a partir de tentativas de
determinar o conjunto das informações presentes no questionário, considerando as convergências e
divergências centrais verificadas.

Apresentação e análise dos resultados.

1 -Caracterizações da população pesquisada
Participaram desta pesquisa 9 enfermeiros de um setor de clinica médica de um hospital
público geral, dos quais 06 (67%) eram do sexo feminino e 03 (33%) do sexo masculino .
Quanto à faixa etária, os enfermeiros pesquisados tinham idade entre 30 e 55 anos
conforme demonstrado no gráfico 1:

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Gráfico 1. Distribuição da população por faixa etária. São Paulo,

11%

33%

30 - 39 anos

56%

40 - 49 anos

> 50 anos

009.

Dos enfermeiros que responderam à pesquisa, 04 (44%) tinham pós-graduação e 05 (56%)
haviam concluído apenas a graduação de enfermagem.

Gráfico 2. Distribuição da população por atribuições no setor. São Paulo, 2009.

11%
44%

44%

Assistencial
Assistencial +
Administrativo
Encarregada

No gráfico 2 podemos constatar a distribuição dos participantes da pesquisa por atribuições
no setor, onde 04 enfermeiros (44%) exercem função assistencial e administrativa, 04 exercem
somente função assistencial (44%) e 01 (11%) é encarregado pelo setor.
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Sobre o contato com pacientes em cuidados paliativos, 07 enfermeiros responderam que
tem contato com este tipo de paciente e 02 não tem contato, o que demonstra que mesmo o
hospital não tendo um setor especifico para cuidados paliativos, estes estão presentes na assistência
de enfermagem cotidiana, o que requer preparo do profissional.

2 Apresentação e categorização das respostas dos entrevistados
Após leituras sucessivas do material coletado, fizemos o agrupamento das respostas
conforme suas semelhanças, chegando então à classificação das categorias para cada pergunta
realizada através do questionário.
Para a primeira pergunta: "Quais as dificuldades no que se refere à comunicação
terapêutica com este paciente?" as respostas obtidas demonstraram que todos os entrevistados têm
mais de uma dificuldade ao lidar com um paciente em cuidados paliativos, e os principais problemas
no relacionamento interpessoal caracterizados por estes enfermeiros estão divididos em:
Cuidar de um paciente sem expectativa de cura.
Alguns dos enfermeiros entrevistados consideram que o fato de lidar com um paciente fora
de possibilidades terapêuticas influencia na assistência, tornando-se uma barreira para a
comunicação terapêutica como podemos observar nas seguintes citações:
"É lidar com a ausência de melhora ou cura [. . . ]" (E1)
"[. . . ] pacientes críticos, sem expectativas de cura [. . . ]" (E7)
O processo de doença cria uma expectativa para aqueles que cuidam: a cura. Para
estudantes e profissionais da área de saúde, curar significa vitória, pois a resposta de um caso
enigmático foi descoberta, a última peça do "quebra-cabeça" foi colocada, presenteando àqueles que
participaram da montagem uma bela paisagem. Terminar um "quebra-cabeça", assim como
conseguir alcançar a cura de um paciente realmente traz uma sensação de bem-estar. Mas o que
sentimos quando não encontramos a última peça, quando não alcançamos a cura? Sentimos
desespero, raiva e muitas vezes acabamos desistindo: Não há mais nada para fazer. 17
Para alguns enfermeiros o principal motivo da assistência ao paciente é a cura de uma
enfermidade ou pelo menos a sua tentativa e quando ele se depara com um paciente em fase
terminal a comunicação torna-se difícil porque ele supõe que não há mais nada a se fazer, quando o
foco da assistência deveria estar voltado para a melhoria da qualidade de vida do paciente.

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É errônea a suposição de que não há mais nada a se fazer pelo paciente sem possibilidades
de cura: enquanto há vida, existe a necessidade do cuidado de enfermagem. Neste sentido, a
atuação da equipe de enfermagem é primordial e indispensável para proporcionar o máximo de
conforto ao paciente sob cuidados paliativos, ajudando-o a vivenciar o processo de morrer com
dignidade, para que utilize, da melhor forma possível, o tempo que lhe resta. Isto significa ajudar o
ser humano a buscar qualidade de vida, quando não é mais possível acrescer quantidade. ¹
Lidar com a família
Outra dificuldade exposta pelos entrevistados é o fato de ter que lidar com a família que
geralmente está muito envolvida e muitas vezes não tem conhecimento do diagnóstico do paciente
e/ou tem medo de suas conseqüências.
"Envolvimento familiar [. . ]" (E6)
"[. . . ] é lidar com a sombra do que assusta a família [. . . ] (E1)
Quando a família descobre que seu ente querido está com uma doença incurável, os
familiares apresentam as fases descritas por Elizabeth Kubler Ross:10 "negação, raiva, barganha,
depressão e aceitação", portanto a família também necessita de ajuda e compreensão, tanto quanto
o paciente.
Na abordagem dos cuidados paliativos o envolvimento da família é primordial, retomando o
sentido de que esta exerce um importante papel no crescimento e desenvolvimento dos indivíduos e
na recuperação da saúde. Particularmente, quando um indivíduo recebe um diagnóstico de que a
doença está fora de possibilidades de cura, sua família sofre com ele e o impacto é sempre muito
doloroso. 18
Waidman verificou que a comunicação e o relacionamento com uma pessoa são diferentes
da comunicação e do relacionamento com a família ou com um grupo de pessoas ao mesmo tempo,
por isso o profissional precisa habilitar-se para esse processo. 3
É de extrema importância que a comunicação terapêutica em cuidados paliativos vá além do
paciente e se dirija também aos familiares. A presença da família é fundamental e pode contribuir
para o tratamento do paciente pois diminui a ansiedade e estresse do paciente.
Além de dar apoio ao paciente, a família pode oferecer as informações necessárias para um
melhor cuidado, pois decodificam os gostos, manias, expressões dos pacientes com restrição de
comunicação verbal; e esses dados podem ser essenciais aos cuidados de Enfermagem. 20
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Falta de conhecimento e medo do paciente em relação ao seu diagnóstico
Ao se deparar com um paciente que demonstra medo e busca esclarecimentos sobre sua
doença, muitos enfermeiros não sabem como lidar e isso se torna outra barreira na comunicação
terapêutica.
"[. . . ] com a sombra do que assusta o paciente, "morte". " (E1)
"[. . . ] o paciente têm pouco conhecimento sobre cuidados paliativos, eles não sabem o que
significam o paliativo. " (E5)
"[. . ] desesperança do paciente [. . . ]" (E8)
Assim, a morte, apesar de inevitável em algum momento da vida do ser humano, não é
uma questão simples de ser discutida, uma vez que, em nossa cultura, muitas vezes é representada
pelo pavor e pela não aceitação. Tanto para os pacientes oncológicos, quanto para aqueles que não
têm a doença, o estigma da morte relacionada ao câncer encontra-se arraigado na mentalidade das
pessoas, o que gera um pavor intenso, pois o homem não tende a encarar abertamente o seu fim de
vida no plano terrestre, o que só eventualmente vem ocorrer quando sua vida encontra-se
ameaçada por uma certa doença, existindo um receio intenso em lidar com a morte que está
intimamente ligado ao instinto de sobrevivência humana. 19
Infelizmente parece que muitos profissionais de enfermagem que atualmente trabalham
com pacientes que vivenciam a terminalidade não aprenderam, em seu percurso de formação
profissional, o valor do relacionamento pessoal e o adequado uso da comunicação no contexto do
cuidado. 1
Além de constituir um dos pilares básicos dos cuidados paliativos, o emprego adequado da
comunicação verbal é uma medida terapêutica comprovadamente eficaz para os pacientes fora de
possibilidades de cura. É considerado um importante componente do cuidado no fim da vida, pois
pode reduzir o estresse psicológico do paciente à medida que também lhe permite compartilhar o
sofrimento. 1

Dificuldade de abordagem devido às limitações do paciente.
A principal dificuldade observada nas respostas dos entrevistados tem a ver com o estado
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geral do paciente, como podemos notar nas citações a seguir, os enfermeiros não sabem como se
relacionar com os pacientes mais debilitados e que não conseguem se comunicar verbalmente:
"Falta da comunicação verbal, não ouvi-lo. " (E4)
"Pacientes críticos [. . . ] muito debilitados [. . . ]" (E6)
"Abordagem difícil devido a limitações" (E8)
"São clientes que geralmente estão muito debilitados, não querem ser incomodados
dificultando assim qualquer tipo de comunicação. " (E9)
Pacientes debilitados, com sondas, cateteres, traqueostomias, podem ter dificuldade de se
comunicar, é aí então que o enfermeiro tem que fazer-se valer da comunicação verbal e não verbal
e encontrar meios para que o paciente possa se comunicar com ele.
A dificuldade de comunicação faz com que a necessidade de cuidados seja aumentada. O
paciente ao enfrentar a situação de não poder se comunicar com alguém, necessita de auxílio e
atenção redobrados da equipe no seu cuidado. A ansiedade, o desconforto e a insegurança sentidas
pelos pacientes críticos, podem ser maximizados para aqueles cuja capacidade de comunicação se
encontra limitada. 20
A comunicação é um instrumento básico do cuidado em enfermagem. Ela está presente em
todas as ações realizadas com o paciente, seja para orientar, informar, apoiar, confortar ou atender
suas necessidades básicas. Como instrumento, a comunicação é uma das ferramentas que o
enfermeiro utiliza para desenvolver e aperfeiçoar o saber-fazer profissional. ²
O papel do enfermeiro não se restringe a executar técnicas ou procedimentos e sim propor
uma ação de cuidados abrangente, que implica, entre outros aspectos, desenvolver a habilidade de
comunicação. Deste modo, o uso da comunicação como instrumento básico do enfermeiro é um
meio utilizado para atender as necessidades do paciente. ²
É pela comunicação que as pessoas podem expressar o que são, relacionar-se, satisfazer
suas necessidades. Essa interação pode influenciar o comportamento das pessoas, que reagirão com
base em suas crenças, valores, história de vida e cultura. Por isso, o relacionamento entre
enfermeiro e paciente adquire tanta importância no fenômeno de cuidar. ²
Um estudo realizado em cinco hospitais gerais de Belo Horizonte, verificou as necessidades
de cuidados de Enfermagem na assistência ao paciente terminal e referiu que a necessidade de
comunicação representou o maior percentual na categoria de necessidades psicossociais; que tanto
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a comunicação verbal quanto a não-verbal são essenciais para o relacionamento humano e auxiliam
o paciente nas fases do processo morrer. 20
Na segunda pergunta realizada através do questionário: "Quais as facilidades no que se
refere à comunicação terapêutica com este paciente?", observamos que os enfermeiros atribuem
poucos fatores como facilitadores do processo de comunicação enfermeiro-paciente, como podemos
perceber nas seguintes categorias:
Utilização da comunicação não verbal
Quando perguntados sobre o que facilita a comunicação entre enfermeiro e paciente em
cuidados paliativos, a maior parte dos entrevistados considera o uso da comunicação não verbal
como essencial.
"[. . . ] entendimento da linguagem corporal [. . . ] respeitar o silêncio é essencial [. . . ]" (E8)
"Importância da comunicação não verbal, gestos, manejos, expressão facial [. . . ]. " (E4)
"[. . . ] pois a comunicação é a principal fonte de informação, seja verbal, não verbal, escrita,
gesto, enfim. " (E9)
Decodificar, decifrar e perceber o significado da mensagem que o paciente envia para
estabelecer um plano de cuidados adequado às necessidades individuais do mesmo é tarefa dos
profissionais de saúde. Para que este processo complexo seja eficaz, não basta ao profissional
utilizar somente a comunicação verbal; é preciso estar atento aos sinais não-verbais emitidos
durante a interação com o paciente. 21
Por isso, mais uma vez torna-se interessante ressaltar a importância da utilização da
comunicação não verbal ser utilizada pela equipe de enfermagem, uma vez que se objetive cuidar
do ser humano de maneira holística, considerando o cliente como um ser singular, onde os cuidados
a serem prestados a ele deverão ser feitos de forma individualizada e peculiar a cada sujeito, pois
este é um ser humano inserido dentro do contexto bio-psico-social. 22
Há estudos de comunicação em Enfermagem que enfatizam a capacidade dos profissionais
de saúde em decodificar corretamente o não-verbal, para potencializar sua relação com os
pacientes. Para que isso ocorra, destaca-se a importância do aprendizado da comunicação nãoverbal para que se possa estabelecer relacionamentos pessoais efetivos em outros níveis, além do
profissional, como o social e pessoal. Para que o processo de comunicação seja efetivo, o enfermeiro
necessita ter o domínio da comunicação verbal e não-verbal. 26
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Nós, profissionais, precisamos estar atentos à nossa linguagem corporal, pois estamos
sendo observados pelos usuários também que, intuitivamente, fazem a leitura das mensagens que
estamos enviando, ainda que sem clara intenção.
A enfermeira atenta, poderá adequar o ambiente e propor mudanças para torná-lo
terapêutico e acolhedor. 26
Antes de decidir se deve ou não intervir no silêncio do paciente, o enfermeiro tem de pensar
ativamente sobre o porquê desse silêncio: bloqueio, resistência, medo, de falar e não ser aceito ou
se é um caso de "silêncio reflexivo". Todos nós, algumas vezes, temos necessidades de momentos
de silêncio, de momentos que sejam somente nossos, que façam parte de nossa intimidade, mesmo
que eles sejam povoados de lembranças, agradáveis ou não. A urgência do atendimento do paciente
também deve ser levada em conta. Aqui entra o senso de oportunidade do enfermeiro ao abordar o
paciente. Ao permanecer em silêncio ao lado do paciente de forma terapêutica, o enfermeiro informa
que o paciente também é responsável pelo que ocorre na situação que vivencia e no processo de
comunicação que estabelece com os profissionais, estimulando-o a participar ativamente do
processo de recuperação. 3
Envolvimento da equipe multidisciplinar
"Participação da equipe multiprofissional [. . . ]" (E6)
Na prática paliativa é importante a interatividade de todos os envolvidos no processo, isto é,
do paciente, de seus familiares e da equipe da saúde. Esses cuidados incluem, necessariamente,
uma perspectiva multidisciplinar e dimensão institucional, voltada também para as equipes de
saúde. Uma abordagem ampla permite a inclusão dessa prática no sistema de saúde e na
sociedade. 23
Em suma, os cuidados paliativos são de responsabilidade de uma equipe multidisciplinar e
não de um só profissional. Essa equipe deve ter preparo para lidar com os medos, angústias e
sofrimentos do paciente e sua família, tendo sempre em mente agir com respeito frente à realidade
da finitude humana e às necessidades do paciente. 24

Conhecimento do paciente em relação ao seu diagnóstico
Outro fator que facilita a comunicação com o paciente, segundo as respostas obtidas, é

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quando o paciente tem consciência do seu diagnóstico:
"Os clientes que tem um pouco mais de cultura e conhecimento acabam de certa forma
facilitando mais [. . . ]. " (E9)
"Quando existe o conhecimento e o esclarecimento sobre o diagnóstico do paciente, a
comunicação acontece de forma mais suave, mais tranqüila. " (E5)
Quanto melhor for a comunicação entre equipe de saúde e paciente, melhor será o
entendimento e colaboração do doente. Alguns pacientes, seja por dificuldade própria, seja ela
provocada

pelo

impacto

do

diagnóstico

e

do

prognóstico,

precisam

receber

informações

gradativamente, respeitando-se o momento que está sendo vivenciado por ele. Cabe aos membros
da equipe perceber a necessidade do paciente e procurar orientá-lo de forma clara, gradual e em
linguagem acessível, incentivando sua participação. 24
A relação paciente-cuidador deve ser norteada por princípios éticos que se tornaram
relevantes no cuidado de pacientes terminais, uma vez que deve ser assegurados a verdade sobre a
condição do doente, o respeito à autonomia da pessoa, bem como ao processo de tomada de
decisão, além do não abandono que não deve ser ignorado. 12
Um dos pesquisados respondeu que não há nenhuma facilidade no que se refere à
comunicação terapêutica com o paciente:
"Nenhuma, pois são pacientes que por mais que o cuidado seja paliativo "eu" sempre
acredito que possa haver cura. " (E1)
Observa-se aí um despreparo no que se refere ao cuidar de um paciente fora de
possibilidades terapêuticas, já que o foco deste enfermeiro ainda está voltado para um tratamento
curativo, o que atrapalha na comunicação pois como citado anteriormente, para este enfermeiro não
há mais nada há se fazer por aquele paciente.
O paciente fora de possibilidades terapêuticas é rotulado como "terminal". Isso traz a falsa
idéia de que nada mais pode ser feito. Porém, o paciente em fase terminal está vivo e tem
necessidades especiais que, se os profissionais de saúde estiverem dispostos a descobrir quais são,
podem ser atendidas e proporcionarão conforto durante essa vivência. 4
É também relevante o aspecto emocional dos profissionais de saúde, pois esses também
criam mecanismos de defesa que os auxiliam no enfrentamento da morte e do processo de morrer.
Por serem preparados para a manutenção da vida, a morte e o morrer, em seu cotidiano, suscitam
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sentimentos de frustração, tristeza, perda, impotência, estresse e culpa. Em geral, o despreparo
leva o profissional a afastar-se da situação. 4
Parece que muitos profissionais mostram desconhecer técnicas de comunicação terapêutica,
evitando o contato verbal com os pacientes que vivenciam o processo de morrer, afastando-se dos
mesmos, por não saber trabalhar os sentimentos que a situação de morte iminente lhes desperta. 1
Para a terceira pergunta do questionário: "Qual a avaliação que você faz sobre o uso da
comunicação não verbal para o seu relacionamento interpessoal com este paciente?" observamos
que a maioria das respostas considera o uso da comunicação não verbal importante tanto para o
enfermeiro perceber as necessidades do paciente, quanto para garantir o bem estar do paciente.
Importante para avaliação de necessidades do paciente
"Importante, indicativa das necessidades do cliente. " (E8)
"A comunicação é importante pois é um momento de identificar as dificuldades. " (E5)
"É fundamental saber o momento em que o paciente não está bem só pelo toque, olhar,
etc" (E4)
A comunicação não-verbal qualifica a interação humana, imprimindo emoções, sentimentos,
adjetivos e um contexto que permite ao indivíduo perceber e compreender não apenas o que
significam as palavras, mas também o que o emissor da mensagem sente. A qualificação da
linguagem verbal é dada pelo tom de voz e jeito com que palavras são ditas, por olhares e
expressões faciais, por gestos que acompanham o discurso, pela postura corporal, pelo tamanho da
distância física que as pessoas mantêm umas das outras e até mesmo por suas roupas, acessórios e
características físicas. Mesmo o silêncio, em determinado contexto, é significativo e pode transmitir
inúmeras mensagens. 21
A comunicação não verbal é um meio de perceber quais as necessidades do paciente
através do toque, gestos e expressão facial o que ajuda na melhoria da qualidade da assistência de
enfermagem, além de auxiliar na criação de um vinculo entre enfermeiro e paciente.
Para a enfermagem, especificamente, a comunicação não é apenas mais um instrumento
básico para o relacionamento terapêutico, mas deve ser considerada competência ou capacidade
interpessoal. E essa competência é essencial para o enfermeiro, independente de sua área de
atuação, pois permite atender as necessidades do paciente em todas as suas dimensões. 21
Decodificar, decifrar e perceber o significado da mensagem que o paciente envia para
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estabelecer um plano de cuidados adequado às necessidades individuais do mesmo é tarefa dos
profissionais de saúde. 13
Para que este processo complexo seja eficaz, não basta ao profissional utilizar somente a
comunicação verbal; é preciso estar atento aos sinais não verbais emitidos durante a interação com
o paciente. 21
Importante para o bem estar do paciente.
"Ajuda na evolução e bem estar deste paciente" (E6)
"Apesar das suas limitações, o cliente precisa saber que estamos ali presente. " (E7)
" Temos que ter consciência que o cliente por mais critico que esteja tem sentimento e é
mais, que cuidar, que limpar, que medicar, é o mesmo que se comunicar mais de um gesto de
carinho. " (E9)
O cuidar é feito com o outro e não apenas um procedimento, uma intervenção técnica, mas
uma relação de ajuda, que envolve respeito, compreensão e o uso do toque de forma mais efetiva.
Infere-se que se o cuidado é feito com o outro, a comunicação adequada é fundamental,
principalmente no cuidado com os pacientes críticos e terminais. 20
Os gestos e expressões faciais do enfermeiro no momento do atendimento do paciente
podem transmitir confiança e despertar a sensação de segurança e satisfação.
O cuidado integral, que envolve o apoio emocional também, requer um ambiente que seja
acolhedor, atencioso, amoroso, caloroso, afetuoso, que transmita segurança, proporcione alivio,
proteção e bem estar em que o individuo sente-se fortalecido para enfrentar sua condição atual, de
modo que consegue mobilizar recursos de enfrentamento refletindo em melhora de seu ânimo27.
Além disso, a comunicação não-verbal é uma das bases nos cuidados paliativos, que são os
cuidados prestados aos pacientes cuja enfermidade não responde mais aos tratamentos curativos, e
que precisam de qualidade de vida, enquanto ela durar. A dor e outros sintomas são expressos pela
comunicação verbal e não-verbal. 20
Considerações Finais
Retomando os objetivos deste estudo, observamos que os enfermeiros que participaram da
pesquisa atribuem como principais dificuldades na comunicação terapêutica entre enfermeiropaciente: o fato de cuidar de um paciente fora de possibilidades de cura; lidar com a família; a falta
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de conhecimento do paciente e medo em relação ao seu diagnóstico e a dificuldade de abordagem
devido às limitações do paciente.
As principais facilidades no que se refere à comunicação terapêutica com os pacientes,
segundo os pesquisados são: utilização da comunicação não verbal; o envolvimento da equipe
multidisciplinar e o conhecimento do paciente em relação ao seu diagnóstico. Um dos entrevistados
respondeu que não há nenhuma facilidade na comunicação terapêutica com o paciente em cuidados
paliativos, o que, de acordo com a análise de todas as suas respostas demonstrou que o foco deste
enfermeiro ainda está voltado para um tratamento curativo, influenciando negativamente na
comunicação, quando sua assistência deveria estar direcionada para a melhoria da qualidade de vida
deste indivíduo.
Quando perguntados sobre a avaliação que eles fazem do uso da comunicação não verbal
no relacionamento interpessoal com o paciente, as principais respostas foram: importante para
avaliar as necessidades do paciente e importante para garantir o bem estar do paciente.
Através da análise das respostas obtidas e da literatura pesquisada, verificamos que há
dificuldades importantes apontadas por profissionais para a comunicação terapêutica, o que nos
permite inferir que este é um tema que merece atenção na formação do enfermeiro tanto na
graduação, como na pós graduação e educação continuada, por estar cada vez mais presente nas
instituições e pela necessidade do enfermeiro adquirir habilidades de comunicação terapêutica, que
é um instrumento essencial para o cuidado de enfermagem e contribui positivamente para a
assistência ao paciente.
Notamos também, que a maioria dos enfermeiros considera a comunicação não verbal de
grande importância para o relacionamento interpessoal com o paciente, porém é importante que o
emprego deste tipo de comunicação seja melhor trabalhado para que seu desempenho seja mais
efetivo e facilite o relacionamento entre enfermeiros e pacientes em cuidados paliativos.

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