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Última actualización web: 21/05/2022

Programa para el control de la hipertensión arterial en la población en riesgo.

Autor/autores: C. Villaverde Gutiérrez
Fecha Publicación: 01/03/2008
Área temática: Psiquiatría general .
Tipo de trabajo:  Conferencia

RESUMEN

La Hipertensión Arterial, como enfermedad cardiovascular, se presenta como una patología de gran interés para la Salud Pública, largamente conocida como factor de riesgo para el desarrollo de otras enfermedades cardiovasculares alargadas. La Hipertensión Arterial constituye una de las principales enfermedades en el mundo entero, afectando entre un 15 a un 20% de la población trabajadora en los paises industrializados, presentando una alta prevalencia en la población adulta mundial, principalmente por encima de los 40 años. La gran mayoría de los hipertensos, sean de paises industrializados, sean de paises en desarrollo, están todavía pobremente controlados, comportándose como una enfermedad silenciosa.

Enfermedad multifactorial cuya prevención depende del control de sus factores de riesgo con el fin de disminuir la morbi-mortalidad asociada a la población vulnerable y cuyoabordaje sanitario pasa por la implementación de un programa de seguimiento y acompañamiento clínico-médicode los pacientes hipertensos junto a medidas educativas. Cuando hablamos de accidentes vasculares estamos tratando de una de las principales causas de enfermedad y muerte en Portugal y por tanto de una de las principales causas de invalidez e incapacidad, hecho que asocia aún la inexistencia de perspectiva de cura, sin embargo el control efectivo y la adherencia al tratamiento pueden propiciar una vida estable pero de evolución crónica.

Palabras clave: Hipertensión arterial, Población en riesgo, Programa

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Programa para el control de la hipertensión arterial en la población en riesgo.

(Program for the control of arterial hypertension in the population of risk. )

A. Rubiño Núñez*; F. Manuel Rubiño Núñez**; R. Mª Novoa Vázquez***; C. Villaverde Gutiérrez****; F. Cruz Quintana*****; J. Mª Roa******; J. Fernández Mena*******; A. Godinho de Oliveira Matos********.

* Assistente de Saúde Pública. Serviço de Saúde Pública. C. S. Mértola-Beja-Portugal.

** Gestor de Administração. Facultad de C. C. E. E. Universidad de Granada-España.

*** Assistente de Saúde Pública. Universidad de Ourense-España.

**** Catedrática de Fisiología. escuela Universitaria de Ciencias de la Salud. Universidad de Granada-España.

***** Catedrático de psicología. Departamento de personalidad, Evaluación y tratamiento Psicológico. Universidad de Granada-España.

****** Profesor Titular. Departamento de Radiología y Medicina Física. Facultad de Medicina. Universidad de Granada. Universidad de Granada-España.

******* Profesor Titular. Departamento de psicología Evolutiva. Facultad de psicología. Universidad de Granada-España.

******** Chefe de Serviço de Clínica Geral. Centro de Saúde de Mértola-Beja-Portugal.

PALABRAS CLAVE: Programa, Hipertensión Arterial, Población en riesgo.

(KEYWORDS: Progam, Arterial Hypertension, Population of in Risk. )

Resumen

La Hipertensión Arterial, como enfermedad cardiovascular, se presenta como una patología de gran interés para la Salud Pública, largamente conocida como factor de riesgo para el desarrollo de otras enfermedades cardiovasculares alargadas. La Hipertensión Arterial constituye una de las principales enfermedades en el mundo entero, afectando entre un 15 a un 20% de la población trabajadora en los paises industrializados, presentando una alta prevalencia en la población adulta mundial, principalmente por encima de los 40 años. La gran mayoría de los hipertensos, sean de paises industrializados, sean de paises en desarrollo, están todavía pobremente controlados, comportándose como una enfermedad silenciosa. enfermedad multifactorial cuya prevención depende del control de sus factores de riesgo con el fin de disminuir la morbi-mortalidad asociada a la población vulnerable y cuyoabordaje sanitario pasa por la implementación de un programa de seguimiento y acompañamiento clínico-médicode los pacientes hipertensos junto a medidas educativas. Cuando hablamos de accidentes vasculares estamos tratando de una de las principales causas de enfermedad y muerte en Portugal y por tanto de una de las principales causas de invalidez e incapacidad, hecho que asocia aún la inexistencia de perspectiva de cura, sin embargo el control efectivo y la adherencia al tratamiento pueden propiciar una vida estable pero de evolución crónica.

Abstract

High blood pressure, as a cardiovascular disease, represents a pathology of great interest for Public Health services as it constitutes a well-known risk factor for the development of other cardiovascular diseases. High blood pressure is one of the major diseases in the world, affecting 15% to 20% of the working population in industrialized countries, presenting high prevalence in the world adult population, principally in those aged >40 years. The great majority of people with high blood pressure, whether in industrialized or developing countries, are stilly poorly controlled, making this a “silent disease”. As a multifactor condition, the prevention of high blood pressure depends on controlling risk factors to diminish associated morbidity and mortality in the at-risk population. Tackling high blood pressure, in health terms, entails implementing a follow-up program and clinical-medical management of hypertensive diseases together with educational measures. Vascular accidents are one of the main causes of disease and death in Portugal and, therefore, one of the principal causes of invalidity and incapacity. While these diseases have no prospect of cure, effective control and adherence to treatment does favour a stable life, despite chronic evolution.

Introdução

A Hipertensão Arterial, como doença cardiovascular, apresenta-se como uma patologia de grande interesse para a Saúde Pública largamente conhecida como factor de risco para o desenvolvimento de outras doenças cardiovasculares alargadas. A Hipertensão Arterial acomete cerca de 15% a 20% da população trabalhadora em países industrializados, com uma alta prevalência na população adulta mundial, principalmente acima dos 40 anos. Quando falamos de acidentes vasculares estamos a tratar duma das principais causas de doença e morte em Portugal e por tanto uma das principais causas de invalidez e incapacidade. Doença multi-factorial cuja prevenção depende do controlo dos seus factores de risco a fim de diminuir a morbi-mortalidade associada à população vulnerável. A grande maioria dos hipertensos, quer sejam de países industrializados, quer de países em desenvolvimento, ainda são pobremente controlados, comportando-se como uma doença silenciosa. Não há perspectiva de cura, embora o controlo efectivo e a aderência ao tratamento possam propiciar uma vida estável, ainda que de evolução crónica.


Justificação do programa

A Hipertensão Arterial constitui um problema sócio-sanitário e económico de primeira ordem por diversas razões:

a. - É um processo extraordinariamente frequente.
b. - Tem uma grande influência na morbi-mortalidade geral e sobretudo na mortalidade masculina precoce.
c. - Falta de controlo e conhecimento da população sobre a doença.
d. - Facilidade de detecção, baixo custo e elevado rendimento das medidas utilizadas a título preventivo e terapêutico.
e. - Elevado custo económico da doença para os afectados e a sociedade.


População alvo

Toda a população adulta: muito poucos adultos nos vão apresentar pelo menos um factor de risco.


Objectivo geral

Aumento da prevalência da Hipertensão Arterial controlada.


Actividades

I. - Actividades de Despistagem:

Meta: 

- Despistar adequadamente em quanto a padecer Hipertensão Arterial aos 70% da população alvo no primeiro ano do programa.

Método: Medir Tensão Arterial em população que recorre à consulta médica pelo motivo que seja, ao menos uma vez ao ano. Esta actuação não deve sobrecarregar as consultas (demora só 4-5 minutos).

II. - Actividades de Diagnóstico:

Meta: 

- Aumentar até 50% a prevalência esperada de hipertensos diagnosticados.

Método: Ao realizar-mos a despistagem encontramos valores de Tensão Arterial acima dos valores normais apresentando-se dois casos:

A. - Que o doente apresente valores de Pressão Arterial Sistólica ≤ 180mm. Hg. e/ou valores de Pressão Arterial Diástolica ≤ 115mm. Hg. :

- Neste caso realizaram-se duas novas tomas com intervalos de uma semana.
- Se os valores de Tensão Arterial (a media aritmética das três tomas) são superiores aos considerados normais o doente será incluído nas actividades de valoração e classificação.

B. - Que doente apresente valores de Pressão Arterial Sistólica > 180mm. Hg. e/ou Pressão Arterial Diástolica > 115mm. Hg. :

Neste caso realiza-se uma nova toma meia hora depois: se persistir os valores, o doente será incluído no protocolo de valoração e classificação (se o indivíduo apresenta Pressão Arterial Diástolica > 130mm. Hg. instaurar tratamento e referenciar urgentemente ao hospital).  

III. - Actividades de Valorização e Classificação:

Meta: 

- Valorizar e classificar até 70% de Hipertensão Arterial diagnosticada no primeiro ano do programa.

Método: Recolha de dados do processo clínico, exploração física e provas diagnósticas complementárias, com quatro finalidades:

- diagnóstico Etiológico de Hipertensão Arterial.
- Avaliar a Situação perante a Evolução.
- Estabelecer a Existência de Complicações Derivadas de Hipertensão Arterial.
- Orientar na Eleição do Tratamento.

IV. - Actividades de Tratamento:

Metas: 

- Tratar 90% de hipertensos diagnosticados no primeiro ano do programa.
- Controlar 50% de hipertensos diagnosticados no primeiro ano do programa.
- Reduzir para menos de 10% os hipertensos com efeitos secundários ao tratamento no primeiro ano do programa.

Tratamento baseado em:

- Medidas Higiénico-dietéticas.
- Tratamento Farmacológico.

V. - Actividades de Educação Sanitária: 

Metas: 

- Conseguir que 25% dos hipertensos conheçam, durante o primeiro ano de programa, que é a Hipertensão, que se trata de uma doença crónica, as suas causas e as consequências.
- Conseguir que 10% dos hipertensos pratique algum tipo de exercício físico.
- Redução significativa do peso de 15% dos hipertensos.
- Redução significativa de consumo de tabaco de 20% dos hipertensos.

População Alvo:

- Hipertensos e Familiares.
- Pessoas com especial risco de padecer Hipertensão.

VI. - Actividades de Controlo:

Meta: 

- Que 70% dos hipertensos recorram aos correspondentes controlos instaurados no primeiro ano do programa.

Método: Uma vez realizadas as actividades de diagnóstico e valorização o doente irá ao controlo de enfermagem cada 15 dias.

- Uma vez controlados os valores de Tensão Arterial o doente irá ao fim de um mês.
- Se ao fim de um mês continua controlado irá de três em três meses.
- Se, em qualquer toma, o doente se descontrola começará de novo o protocolo de controlo.



Quadro I. - Distribuição de Competências

Distribuição de responsabilidades

Avaliação

I). - Cobertura Atingida

- Nº Hipertensos Incluídos no Programa X 100
Nº Total de Hipertensos

- Nº Hipertensos Controlados X 100
Nº Total de Hipertensos

II). - Concentração de Actividades

- Nº Consultas Totais a Hipertensos X 100 
Nº Total de Hipertensos Incluídos no Programa

- Nº de Hipertensos Incluídos nas Actividades de Educação para a Saúde X 100
Nº Total de Hipertensos Incluídos no Programa

 


Bibliografía

Piédrola Gil, Gabriel. et. al. (2003). Medicina Preventiva y Salud Pública. 10ª Ed. Barcelona, Masson-Salvat.

Kasper, Dennis; Braunwald, Eugene; Fauci, Anthony. (2005). Harrison Principios de Medicina Interna. 16ª Ed. México, McGraw-Hill.

Rozman, Ciril. ; Farreras, Valentín. (2004). Farreras-Rozman: Medicina Interna. 15ªEd. Madrid, Elsiever.  


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