PUBLICIDAD
Última actualización web: 23/05/2022

Estudio exploratorio de investigación.

Autor/autores: Rodrigues Cravo Barata Nuno Eduardo Roxo
Fecha Publicación: 01/03/2007
Área temática: Depresión .
Tipo de trabajo:  Conferencia

RESUMEN

El presente estudio intenta evaluar la importancia de la reunión semanal del «Grupo de Niños» con parálisis Cerebral ? intervención grupal ? y su impacto en termos de depresión. La reunión semanal del «Grupo de Niños» tiene como finalidad fornecer estrategias de coping en el sentido de promover la autonomía y la interacción social. El estudio se ha realizado con 24 participantes con parálisis cerebral, evaluados en dos momentos temporales distintos ? t1 y t2 ? intervalados por dos meses y medio cuanto a los síntomas depresivos.

Mitad de los participantes fueran sometidos a la intervención grupal durante 10 sesiones semanales con la duración aproximada de 1 hora y media (Grupo Experimental ? GE) y la otra no ha sigo sometida a cualquier intervención (Grupo Control ? GC). La analice de los datos ha permitido verificar la existencia de una reducción significativa de los síntomas depresivos solamente en el grupo de participantes que han sido sometidos a la intervención grupal (GE). Al revés, en los participantes que no han sido sujetos a la intervención grupal (GC) no hube cualquier modificación de los síntomas depresivos.

Palabras clave: Depresión, Grupo de niños, Intervención grupal, Parálisis cerebral

-----
Para más contenido siga a psiquiatria.com en: Twitter, Facebook y Linkedl.

VOLVER AL INDICE

Url corta de esta página: http://psiqu.com/1-3628

Contenido completo: Texto generado a partir de PDf original o archivos en html procedentes de compilaciones, puede contener errores de maquetación/interlineado, y omitir imágenes/tablas.

Estudio exploratorio de investigación.

Nuno Eduardo Roxo Rodrigues Cravo Barata.

PSICOCET – Centro Educativo e Terapêutico

PALABRAS CLAVE: grupo de Niños, parálisis Cerebral, Intervención Grupal, depresión.

(KEYWORDS: Group of Children, Cerebral Palsy, Group Treatment, Depression. )

Resumen

El presente estudio intenta evaluar la importancia de la reunión semanal del «Grupo de Niños» con parálisis Cerebral – intervención grupal – y su impacto en termos de depresión. La reunión semanal del «Grupo de Niños» tiene como finalidad fornecer estrategias de coping en el sentido de promover la autonomía y la interacción social.  

El estudio se ha realizado con 24 participantes con parálisis cerebral, evaluados en dos momentos temporales distintos – t1 y t2 – intervalados por dos meses y medio cuanto a los síntomas depresivos. Mitad de los participantes fueran sometidos a la intervención grupal durante 10 sesiones semanales con la duración aproximada de 1 hora y media (Grupo Experimental – GE) y la otra no ha sigo sometida a cualquier intervención (Grupo Control – GC). La analice de los datos ha permitido verificar la existencia de una reducción significativa de los síntomas depresivos solamente en el grupo de participantes que han sido sometidos a la intervención grupal (GE). Al revés, en los participantes que no han sido sujetos a la intervención grupal (GC) no hube cualquier modificación de los síntomas depresivos.

Abstract

The aim of this study is to assess the importance of the weekly meeting for the «Group of Children» who has cerebral palsy and the impact of this meeting in terms of depression. The aim of this meeting is to find out strategies of coping in order to promote the autonomy and the social integration. 24 children with this syndrome were studied and observed in two different periods – t1 and t2 - half of the participants were under a group treatment during 10 weekly sessions, lasting 1 hour and 30 minutes each (Trial Group – GE) and the other half of the participants were not under any treatment (Control Group – GC). After analysing the data, we could conclude that the GE (Trial group) who was under a specific treatment suffered less from a depressive syndrome. On the other hand, any change could be observed in the other group (GC).



Introdução

A primeira descrição de Paralisia Cerebral (PC) surge em 1843, efectuada pelo médico Dr. Little, considerando-se hoje não ser o termo «Paralisia Cerebral» o mais adequado, pois parece traduzir uma total ausência da função motora e psicológica o que não corresponde à verdade, além de ser um termo rejeitado pelos próprios e pelas famílias (Ferreira, Ponte & Azevedo, 2000).  

É uma deficiência crónica, surgida precocemente, não sendo o resultado de uma doença progressiva reconhecida (Ellenberg & Nelson: 1981, cit in Schleichkorn: 1983). A lesão é estática e não progressiva. Não é uma entidade clínica bem definida, mas uma síndrome complexa, com formas diferentes de apresentação clínica e, em muitos casos, de etiologia múltipla. A PC pode também ser referida como uma alteração do desenvolvimento, uma disfunção neuromotora ou uma alteração motora desenvolvimental.

Inúmeros autores afirmam um decréscimo da prevalência de PC, especialmente, no que diz respeito aos Países Desenvolvidos (Hagberg, Hagberg, Olow & Wendt: 1996).

Contudo, Gonçalves e Borges (1990) referem que a prevalência da PC não dá mostras de baixar, sendo 1. 9/1000 recém-nascidos na República da Irlanda (Dowding & Berry: 1988), de 2. 7/1000 na Suécia (Hagberg, Hagberg & Olow: 1989) e de 1. 5 – 2. 5/1000 no Reino Unido (Edmond, Golding & Peckmann: 1989). Dados mais recentes apontam para uma prevalência de 2. 36/1000 na Suécia, indicando uma interrupção no aumento contínuo que havia desde 1970 (Hagberg, Hagberg, Olow & Wendt: 1996).  

Em Portugal, pensa-se existirem aproximadamente 100. 000 casos de Paralisia Cerebral (Borges, Fineza, Gomes, Nazário & Sousa: 1987, cit in Gonçalves & Borges: 1990), mas não há um conhecimento exacto do número, devido ao desconhecimento da existência dos Centros Especializados, nalgumas zonas do país, e à dificuldade no estabelecimento de um diagnóstico precoce. Andrada, (1995) refere uma prevalência actual de casos de Paralisia Cerebral de 1. 5-2. 5/1000 nados vivos.

A incidência desta patologia parece ser ligeiramente superior nos indivíduos do sexo masculino, numa proporção de 1. 4 rapazes para 1 rapariga (Gilrou & Meyer: 1979, cit in Schleichkom: 1983).

Segundo Marques (1998, p. 38), «a etiologia da PC é múltipla e poderá ocorrer em diferentes estádios de desenvolvimento – pré-natal, perinatal e pós-natal».

Andrada (1986, cit in Monteiro: 2002) afirma existirem três tipos nosológicos mais comuns: (A) Síndromes Espásticos, que se pode classificar em três tipos: Hemiplegia, Diplegia, Tetraplegia e Monoplegia; (B) Síndromes Disquinéticos; (C) Síndromes Atáxicos.

Segundo, Menolascino (1990) existe uma maior vulnerabilidade da população com Deficiência em relação à manifestação de problemas comportamentais graves ou psicopatologia, comparativamente à população «normal», com um risco cerca de duas vezes superior.

Este risco parece resultar em parte das dificuldades de processamento da informação e problemas de auto-regulação comportamental e emocional, aliados a alterações físicas ou sensoriais, problemas orgânicos, factores culturais e familiares, bem como a não aceitação da pessoa com deficiência – muitos problemas comportamentais parecem ser causados pela forma como as pessoas com deficiência se sentem (ou não) integradas na sociedade (Marinho, 2000).  

Estudos de prevalência em diferentes países ocidentais mostram que a depressão é um transtorno frequente. A prevalência anual da população em geral varia entre 3% e 11% (Fleck et al: 2003).  

Segundo Schuyler e Katz (1973, cit in Beck, Rush, Shaw & Emery: 1997), pelo menos 12% da população adulta teve ou terá um episódio de depressão de severidade clínica suficiente para justificar tratamento.

Segundo Vallejo (2003) entre os pacientes em geral a prevalência da depressão oscila, segundo as estatísticas, entre os 10 e 20%, e entre os pacientes psíquicos aumenta até quase 50%. Só 10% destes pacientes são encaminhados para as consultas psiquiátricas especializadas, pelo que os restantes 90% são tratados por clínicos gerais ou outros especialistas não psiquiatras ou não recebem tratamento.

Em geral, tem vindo a considerar-se que as pessoas com discapacidade neuromotora são duas vezes mais propensas a desenvolver problemas graves de comportamento ou doenças mentais do que as pessoas sem qualquer deficit (Eaton & Menoslacino: 1982, cit in Alonso & Bermejo: 2001). Este risco pode dever-se ao resultado da dificuldade da pessoa com discapacidade em processar informação, a dificuldades relacionadas com aspectos médicos, físicos ou sensoriais, a problemas orgânicos, factores culturais-familiares, rejeição por parte da sociedade e preconceitos injustos em relação a ela. Outros factores relacionam-se com a incapacidade para comunicar os seus sentimentos; inclusive quando aparentam ter uma linguagem adequada têm grandes dificuldades para processar sentimentos abstractos e emoções.

Perante os aspectos acima expostos, foi de elevada pertinência implementar a terapia de grupo, em que os objectivos passam por fomentar a saúde mental dos seus participantes, porque nela concorrem uma série de factores (Vallejo: 2003). Sendo assim: (I) O grupo proporciona tranquilidade e protecção aos seus membros; (II) O grupo poderá facilitar a expressão verbal; (III) O sujeito está consciente de que tem uma oportunidade para reaprender a relacionar-se com os outros; (IV) Dão-se fenómenos de identificação rápidos e complexos que facilitam a compreensão dos outros e das suas próprias dificuldades; (V) O grupo potencia ao máximo todas as características pessoais, tanto as mais positivas como as mais negativas.

Em síntese, Caballo (2002) refere que uma terapia de grupo é um lugar ideal para se aprender a se relacionar e a interagir com as pessoas de formas diferentes, é um contexto seguro no qual se pode praticar novos comportamentos.


Em virtude da sintomatologia depressiva, recorreu-se ao uso de técnicas congnitivo-comportamentais. Usou-se no trabalho de grupo, a terapia cognitiva para a depressão de Beck.

Recorreu-se, no início do grupo, ao Treino de Habilidades Sociais, para desta forma quebrar o gelo entre os membros do grupo. Pediu-se aos elementos do grupo que se unissem em pares, ficando cerca de dez minutos a conversar, nos quais cada membro da dupla passa cinco minutos falando com o outro. Posteriormente, as pessoas voltam ao grupo e cada membro faz uma pequena síntese do(a) seu companheiro(a).

Foram utilizadas outras técnicas, tais como: (1) Monitorização da Actividade, ou seja, pede-se aos sujeitos que façam um registo das actividades realizadas; (2) Programação de Actividades, em que se planeia actividades agradáveis e gratificantes ao longo do dia; (3) Registo Diário dos Pensamentos Negativos/Disfuncionais. Manter um registo diário dos pensamentos negativos que desencadearam o humor depressivo e situações associadas; (4) Treino de Respiração. Perante situações mais stressantes, pede-se aos elementos do grupo que comecem a respirar abdominalmente.

Recorreu-se à técnica psicodramática espelho, técnica em que o protagonista sai de cena e passa a ser espectador da representação que um ego auxiliar faz de sua intervenção anterior, para que possa identificar como próprios aspectos ou condutas que não está a reconhecer como suas (Osório: 2000). Utilizou-se, igualmente, as técnicas inversão de papéis e solilóquio.

Posto isto, serão apresentadas algumas das ideias fundamentais retiradas das sessões: (1) Faço tudo o que for preciso para vir ao Centro; (2) Ficarmos enrolados em casa é que não convém; (3) Toda a gente tem direito à vida; (4) Finalmente sei que não estamos sozinhos; (5) Ainda bem que vim para este grupo; (6) Somos uma família.

Quanto às iniciativas levadas a cabo no exterior e com o exterior, salientam-se as seguintes: (1) Visita ao centro de estágio do FCP, em Gaia, com recepção pelo guarda-redes Victor Baía e observação de uma sessão de treino da equipa principal; (2) Visita à Gráfica Navprinter, maior do Norte do País, com acesso a provas dos maiores jornais nacionais, diários, semanários e desportivos; (3) Participação num programa televisivo “Praça da Alegria”, no estúdio de Gaia, com várias entrevistas ao longo da emissão com Jorge Gabriel, RTP1; (4) Realização da Exposição Colectiva, com trabalhos individuais e colectivos; (5) Participação no programa matinal da Rádio Sanjoanense, S. João da Madeira, com entrevista em estúdio, conduzida por António Santos; (6) Visita ao novo Estádio do Dragão, para assistir a um jogo; (7) Visita à Escola Secundária Teixeira Lopes, em Gaia.
Este estudo pretende avaliar a importância da intervenção grupal num grupo de jovens com paralisia cerebral em relação aos seus efeitos sobre os sintomas depressivos.  

Procura-se verificar se esta reunião terá implicações directas na diminuição ou não dos sintomas depressivos. Centrar-se-á numa pequena amostra de utentes do Centro de Reabilitação de Paralisia Cerebral do Porto (C. R. P. C. P. ) e, como tal, não deverá ser generalizado a todos os sujeitos que padecem desta patologia, pois esta amostra é pouco significativa de uma população que tende a aumentar no nosso país.


Método

Este trabalho pretende avaliar a importância da intervenção grupal num grupo de jovens com paralisia cerebral em relação aos seus efeitos sobre os sintomas depressivos. Procura-se verificar se esta reunião terá implicações directas na diminuição ou não dos sintomas depressivos.

Relativamente à questão científica, coloca-se a seguinte hipótese: A intervenção grupal promove a redução de sintomas depressivos junto de um grupo de jovens com Paralisia Cerebral.

Participantes

A amostra é constituída por 24 participantes portadores de Paralisia Cerebral (8 do sexo feminino – 33, 4% - e 16 do sexo masculino – 66, 6%- seleccionados de uma população do C. R. P. C. P. Ao analisarmos as sub-amostras (Grupo Experimental; grupo Controlo), verificamos que ambas apresentam igual distribuição de participantes quanto ao sexo (8 do sexo masculino e 4 do sexo feminino), correspondendo respectivamente a 33, 3% e 16, 7% da amostra total.

Salienta-se, desde já, que a amostra é não probabilística, sendo do tipo de amostragem por selecção racional, uma vez que, refere-se a «amostras de conveniência» (ou «incidentais», ou «voluntárias») e levanta um problema fundamental que reside na impossibilidade de estimar os erros de amostragem, pelo que as inferências para a população ficam largamente prejudicadas.

Material

Para avaliar a presença de sintomas e características depressivas, foi passado a cada um dos participantes, o Inventário Depressivo de Beck-II (Beck Depression Inventory – BDI-II) com o intuito de avaliar a intensidade de sintomas depressivos em t1 (antes da intervenção grupal) e em t2 (depois da intervenção grupal).  

O BDI-II é um questionário de auto-resposta constituído por 21 itens (categorias de sintomas e atitudes – físicas e psicológicas) pontuados de 0 (baixo) a 3 (alto), sendo que, quanto maior for o score total obtido (0=mínimo; 63=máximo) maior será o índice de depressão (0-12 pontos Ausência de Depressão; 12-18 pontos Depressão Leve; 18-24 pontos Depressão Média; mais de 24 pontos Depressão Grave). O modo de resposta a cada um dos itens tem a forma de Guttman, ou seja, são apresentadas «4 ou 6 afirmações, cada uma reflectindo um grau crescente da severidade da depressão» (Beck et al, 1961: cit in Cunha: 1993), sendo que para cada item área o sujeito deverá optar por uma única afirmação, consoante esta descrever de forma precisa e concreta os sentimentos do sujeito alvo durante as últimas duas semanas, incluindo o dia do preenchimento do inventário.  

Procedimento

A selecção dos participantes (tanto dos sujeitos que integraram o grupo experimental como dos sujeitos que integraram o grupo de controlo) foi feita procedendo primeiro à observação e entrevista com posterior análise da sintomatologia (através das consultas individuais), sendo seleccionados os que apresentassem menores dificuldades comunicacionais e sem atraso mental ou atraso mental leve1.

Antes de se proceder à aplicação do instrumento, foi dito aos participantes que todos os dados recolhidos seriam confidenciais. Deu-se a conhecer o objectivo do estudo e obteve-se o consentimento livre, escrito e esclarecido dos participantes.

Desta forma, foi passado a cada um dos participantes, o Inventário Depressivo de Beck com o intuito de avaliar a intensidade de sintomas depressivos em t1 (antes da intervenção grupal) e em t2 (depois da intervenção grupal).  

O inventário foi lido por todos os sujeitos e foi-lhes pedido que interpretassem cada afirmação salvaguardando, desta forma, uma possível má interpretação dos sujeitos. Para não haver diferenças no preenchimento do inventário, este foi preenchido pelo investigador, pois muitos dos participantes apresentavam dificuldades ao nível da motricidade fina.

Resultados

Após a cotação do Inventário Depressivo de Beck, procedeu-se à análise intra e inter-grupo dos resultados obtidos pelos particantes. Recorreu-se ao Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), versão 14. 0, para se fazer o tratamento estatístico dos dados, utilizando-se para o efeito:

· Análises descritivas (estudo das médias e desvios padrão nos dois grupos e nos dois momentos temporais);

· Análises diferenciais (teste t student para amostras independentes (GE vs GC em t1 e em t2) e para amostras emparelhadas (GE t1 vs GE t2; GC t1 vs GC t2).

 


Figura 1. Índice de Depressão no grupo Experimental (IPBDI1 – em t1; IPBDI2 – em t2) e no grupo de Controlo (SIPBDI1 – em t1; SIPBDI2 – em t2).



Quadro 1. Análise Comparada dos Sintomas Depressivos entre os Dois Grupos (GE e GC) nos Dois Momentos Temporais (t1 e t2)

Pela análise do Quadro 1 e da Figura 1, observamos que os participantes do grupo experimental apresentam em t1 um valor médio no BDI de 17 (DP = 6. 09) - «Depressão Leve», enquanto que nos participantes do grupo controlo, o valor médio no BDI é de 19. 08 - «Depressão Média» (DP = 8. 92).  

Após a intervenção, num segundo momento de avaliação (t2), constatamos que os participantes que integraram o grupo alvo de intervenção grupal, registam uma redução nos valores médios de depressão, apresentando um valor de 10 (DP = 3. 59), que equivale a «Ausência de Depressão». Os participantes que não foram alvo de qualquer tipo de intervenção, não apresentaram uma alteração muito significativa nos valores médios do BDI nos dois momentos de avaliação, registando em t2 um valor médio de 20. 58 (DP = 9. 82), que corresponde a «Depressão Média».

Constatamos, igualmente, que os participantes de ambos os grupos (GE e GC) não se distinguem à partida (t1) quanto aos sintomas depressivos [t(23) = -. 668; p = . 511]. O mesmo já não se passa depois de se implementar a intervenção. De facto, verificamos que os participantes que foram alvo da intervenção grupal (GE) apresentam, em t2, valores médios de depressão significativamente inferiores aos apresentados pelos participantes que não foram submetidos a intervenção (GC) [t(23) = -3. 506; p = . 004]



Quadro 2. Análise Comparada dos Sintomas Depressivos entre os Dois Momentos Temporais (t1 e t2) nos Dois Grupos (GE e GC)

Quando procedemos à análise comparada daquilo que se passa em cada um dos grupos (GE e GC) ao longo do tempo (de t1 para t2) (Quadro 2), observamos que existe uma redução significativa dos sintomas depressivos junto daqueles que foram submetidos à intervenção grupal [t(22) = 5. 40; p = . 000], o que não se verifica de forma tão acentuada nem no mesmo sentido, junto dos participantes que não foram alvo de intervenção (t(22) = -1. 26; p = . 234]. De facto, assiste-se no GC a um aumento, ainda que não significativo, da sintomatologia depressiva.


Discussão

Verificamos que antes do início da terapia grupal os participantes de ambos os grupos apresentam índices depressivos, sendo que o grupo experimental (com intervenção psicológica) apresenta um valor médio de índice depressivo de 17, enquanto que o grupo de controlo (sem intervenção psicológica) apresenta um valor médio de índice depressivo de 19. 08 sem, contudo, se distinguirem entre si.

Após a intervenção grupal, constatamos que as médias amostrais dos valores obtidos no BDI nos dois grupos divergem acentuadamente, apresentando valores de 10 e 20. 58 para o grupo experimental e para o grupo de controlo, respectivamente, sendo esta diferença estatisticamente significativa.

Perante estes resultados, e com base nos objectivos específicos propostos neste estudo empírico, confirma-se que existem diferenças significativas entre os participantes sujeitos a terapia de grupo e participantes não sujeitos a este tipo de terapia, o que vai de encontro com outros estudos efectuados (Shipley & Fazio: 1973; Shaw: 1977; Dobson: 1989).

Numa avaliação intra-grupal verifica-se que no grupo alvo de intervenção grupal (GE) há diferenças significativas, entre os momentos temporais (t1 e t2), assistindo-se a uma redução significativa da sintomatologia depressiva apresentada pelos participantes (17 e 10, respectivamente). Estes resultados vão de encontro a um estudo efectuado por Rush e Watkins (1978, cit in Beck, Rush, Shaw & Emery: 1997), que também verificaram valores pós-tratamento significativamente mais baixos em medições da síndrome depressiva do que haviam evidenciado no pré-tratamento.

No grupo de controlo (GC) e numa perspectiva intra-grupal, verifica-se que não há diferenças estatisticamente significativas nos dois momentos avaliativos (t1 e t2), verificando-se um aumento, não significativo, da sintomatologia depressiva apresentada pelos participantes (19. 08 e 20. 58, respectivamente).

Perante estes valores, pode-se demonstrar que o tratamento cognitivo-comportamental, de que foi alvo o grupo experimental, apresenta resultados mais satisfatórios (diminuição) relativamente à sintomatologia depressiva, o que corrobora os estudos efectuados por Shipley e Fazio (1973) e Dobson (1989).

De acordo com os resultados já citados, confirma-se a pertinência de uma intervenção grupal em sujeitos com deficiência, sendo que, neste estudo, registou-se uma melhoria na sintomatologia depressiva, o que vem no sentido do encontrado por Gallimore e Zetlin (1980) e Goldstein (1972, cit in Marinho, 2000).

Pode-se afirmar que a não melhoria da sintomatologia depressiva no GC se deve à ausência de qualquer tipo de intervenção, seja ela individual ou grupal. Por conseguinte, a melhoria da sintomatologia depressiva no GE deveu-se à identificação e consequente modificação dos processos e padrões cognitivos disfuncionais. Este tipo de terapia permitiu focar não só nos aspectos cognitivos, mas também nas relações recíprocas entre o afecto, o comportamento e a cognição, produzindo uma mudança nestas três áreas.  

Nas primeiras etapas do tratamento da depressão, procurou-se usar algumas técnicas que se centram, em grande parte, na mudança comportamental e enfatizam menos a mudança cognitiva. A programação de actividades que proporcionam satisfação ao paciente, permitiu que os participantes se tornassem mais activos e se envolvessem mais no seu ambiente. Ao mesmo tempo, deve-se observar que a mudança comportamental não começa sozinha. Inclusive na programação de acontecimentos, o terapeuta conhece as atitudes que o indivíduo mantém, de modo que pode escolher actividades que se unam a estas atitudes, a fim de criar maior efeito anti-depressivo.  

O registo diário dos pensamentos disfuncionais, permitiu aos participantes consciencializarem-se sobre o «fluxo de pensamento» e o desfile de imagens que influem nos seus sentimentos e nos seus comportamentos. Esta técnica permitiu a identificação das situações que disparam os pensamentos automáticos negativos e descobrir os laços entre a cognição e a emoção. Permitiu, igualmente, identificar certos momentos do dia que são particularmente problemáticos.

A introdução do elemento psicodramático no grupo revelou-se de extrema valia, pois permitiu trabalhar em situações nas quais a comunicação verbal se tornou difícil ou na presença de «impasses» na evolução do grupo.

O uso de técnicas psicodramáticas no grupo permitiu uma melhor compreensão aos participantes de distorções cognitivas e de acções pouco compreensíveis dos participantes em várias situações, por eles, experienciadas.

Constatamos que foi muito importante os participantes colocarem-se no lugar do outro (inversão de papéis), proporcionando uma quebra do hábito ou estereótipo de visualizar o conflito sempre do mesmo ponto de vista. O verbalizar sentimentos e pensamentos evocados durante a cena dramática (solilóquio), revelou-se fundamental para os participantes, pois proporcionou uma melhor compreensão das situações representadas. Em algumas situações os participantes não reconheciam os seus comportamentos, enquanto representavam a cena dramática, por isso, o recurso à técnica do espelho permitiu aos participantes identificar certas atitudes e comportamentos como seus mas representados por outra pessoa.  

Pensamos que a reestruturação cognitiva ajudou os participantes a identificarem os seus próprios pensamentos automáticos negativos. Com a reestruturação cognitiva conseguiu-se que os participantes identificassem e modificassem estes pensamentos conduzindo a alterações posteriores no seu estado de ânimo, na sua fisiologia e no seu comportamento, o que vai de encontro aos estudos de Beck e Emery (1985).  

Constata-se que a paralisia cerebral exige um elevado grau de serenidade e realismo na sua abordagem, mas também de optimismo, sem a qual cairíamos num niilismo nefasto que nos impediria de ajudar o paciente a superar seus problemas. Recordo sempre uma frase de Gonzalez (1977), que foi o meu lema de actuação «En el tratamiento de la parálisis cerebral hay que mantenerse siempre en un punto intermedio entre la eutanasia y la utopía» 2 (p. 22).  

A experimentação realizada com um grupo com alguns deficits motores e cognitivos mostrou que fornecendo as condições necessárias, estes sujeitos são passíveis de aprendizagens e campos de interesse superiores às expectativas.

Constata-se que treinar os pacientes nessas habilidades cognitivas ajudou a sustentar a melhora. A concentração em problemas aqui-e-agora pareceu produzir alívio acentuado nos sintomas depressivos.

Tudo isto permite inferir que a técnica da reestruturação cognitiva representa, mesmo em intervenções levadas a cabo em pequenos grupos (12 participantes), uma técnica adequada na actualidade para intervir nos sujeitos diagnosticados com depressão, o que vai de encontro a um estudo feito por Ruiz (2003, cit in Rodríguez et al: 2003) que, concluiu que um grupo com mais de 9 participantes alcança melhores resultados que os grupos de 3-4 e 6-7 participantes.

Posto isto, constata-se que a terapia de grupo poderá ser deveras importante para o tratamento da depressão. Neste tipo de terapia poderão discutir-se os problemas colectivamente, ajudando a combater o isolamento social, reforçar junto das pessoas com depressão o facto de não serem as únicas a terem sintomas que as afligem e proporcionar uma oportunidade para o encorajamento mútuo e discussão de formas práticas de ultrapassar a depressão.

Assim sendo, deve apostar-se mais alto nos jovens e adultos portadores de deficiências e a sociedade não deve infantilizar o discurso quando interage com esta população, mas «normalizar» no sentido amplamente referido de valorizar.

Deve-se conceptualizar a pessoa com Paralisia Cerebral como um organismo dinâmico, experimentando, manipulando e participando activamente nos seus ambientes, tentando perspectivar-se uma forma inovadora de pensar e realizar as intervenções psicológicas junto desta população.

Em futuras investigações é importante, depois da avaliação pelo BDI-II, a utilização de uma entrevista clínica estruturada para o DSM-IV (1996), como a de Spitzer (SCID; First, Spitzer, Gibbon & Williams: 1995), para um melhor controlo da minimização ou exagero dos resultados.

Segundo Groth-Marnat (1990), resultados abaixo de 4 podem indiciar uma possível negação dos sintomas depressivos e resultados acima dos 40 podem indicar um possível exagero da sintomatologia depressiva, mesmo em sujeitos com depressão severa.

Este estudo apresenta a limitação de não ter encontrado estudos, que tivessem como participantes sujeitos com Paralisia Cerebral e cujo objecto de análise fosse a intervenção grupal. A deficiência é uma área ainda pouco explorada, mormente a Paralisia Cerebral, o que dificulta, ainda mais, a percepção das competências destes sujeitos!


Referências

Ajuriaguerra, J. , & Marcelli. Manual de psicopatologia infantil (5ª ed. ). Porto Alegre: Artmed; 1998.

Al-Musawi, N. M. Psychometric properties of the Beck Depression Inventory – II with university students in Bahrain. Journal of Personaltiy Assessment 2001; 77 (3): 568-79.

Alonso, M. & Bermejo, B. Atraso mental. Lisboa: McGraw-Hill; 2001.

Almeida, L. & Freire, T. Metodologia da investigação em psicologia e educação. Coimbra: APPORT; 1997.

Almeida, L. S. & Freire, T. Metodologia da investigação em psicologia e educação. 3ª ed. Braga: Psiquilibrios; 2003.

American Psychiatric Association. Manual de diagnóstico e estatística das perturbações mentais. 4ª Ed. Traduzido por J. C. Fernandes (obra original publicada em 1994). Lisboa: Climepsi Editores; 1996.

Andrada, M. G. C. Cerebral palsy: Issues in incidence, early detection and habilitation in Portugal. Development Medicine &Child Neurology 1986; 29: 333-49.

Andrade, L. Validation of a Portuguese version of the Beck Depression Inventory and the State-Trait Anxiety Inventory. Brazilian Journal of Medical and Biological Research 1996; 29: 453-57.

Angel, A. , Rodríguez-Blásquez, M. C. & Salvador, L. Nuevos Aspectos en la epidemiología Psiquiátrica del retraso mental. In II Jornadas Científicas de Investigación sobre Personas con discapacidad – Libro de Actas, 150-175. Salamanca: Universidad de Salamanca ; 1997.  

Anzieu et al. Le travail psychanalytique dans les groupes. Paris : Bordas; 1975.

Anzieu et al. O trabalho psicanalítico nos grupos. Lisboa: Moraes Editores; 1978.

Athayde, J. S. Elementos de psicopatologia. 3º ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian; 1979.

Aveline. M. The group therapies in perspective. Free associations 1990; 19: 77-101.

Bateson, G. Steps to an ecology of mind. New York: Ballantine; 1972.

Beck, A. T. et al. An inventory for measuring depression. Archives of general Psychiatric 1961; 4:561-71.

Beck, A. T. Depression: Care and treatment. Philadelphia: University of Pennsylvania Press; 1967.

Beck, A. T. Depression: Clinical, experimental and theoretical aspects. New York: Harper & Row; 1967.

Beck, A. T. The diagnosis and management of depression. Philadelphia: University of Pennsylvania Press; 1973.

Beck, A. T. Cognitive therapy and the emotional disorders. New York: International Universities Press; 1976.

Beck, A. T. , Rush, A. J. , Shaw, H. F. & Emery, G. Cognitive therapy of depression. New York: Guilford Press; 1979.

Beck, A. T. & Emery, G. Anxiety disorders, depression and phobias: A cognitive perspective. New York: Basic Books; 1985.

Beck, A. T. , Steer, R. A. & Garbin, M. G. Psychometric properties of the Beck Depression Inventory: twenty-five years of evaluation. Clinical Psychology Review 1988; 8: 77-100.

Beck, A. T. & Steer, R. A. Manual for the Beck Depression Inventory. San Antonio, TX: Psychological Corporation; 1993.

Beck, A. T. , Steer, R. A. & Brown, G. Manual for the Beck Depression Inventory-II. San Antonio, TX: Psychological Corporation; 1996.

Beck, A. T. , Rush, A. J. , Shaw, B. F. & Emery, G. terapia cognitiva da depressão. Porto Alegre: Artes Médicas; 1997.

Berman, M. I. Mental retardation and depression. Mental Retardation 1977; 5: 19-21.

Biederman, J. , Faraone, S. , Mick, E. & Lelon, E. Psychiatric comorbidity among referred among referred juveniles with major depression: fact or artefact?. Journal of the American Academy Child and Adolescent Psychiatry 1995; 34 (5): 579-90.

Bleger, J. Grupos operativos en la ensenanza. Buenos Aires: Nueva Visión; 1961.

Bloch, S. Uma introdução às psicoterapias. Lisboa: Climepsi Editores; 1999.

Bobath, K. Transtornos cerebromotores en el niño. Buenos Aires: Editora Médica Panamericana; 1976.

Branco, M. E. Vida, pensamento e obra de João dos Santos. Lisboa: Livros Horizonte; 2000.

Burrow, T. In Group psychotherapy and group function (ed. M. Rosenbaum e M. Berger). New York: Basic Books; 1974.

Caballo, V. E. Manual de técnicas de terapia e modificação do comportamento. São Paulo: Livraria Santos Editora; 2002.

Cattel, R. B. The scree test for the number of factors. Multivariate Behavioral Research 1966; 3: 245-76.

Christensen, L. Experimental methodology. Boston: McGraw-Hill; 1980.

Christie, G. L. Group psychotherapy in private prctice. Australian and New Zealand Journal of Psychiatric 1970; 43: 43-48.

Combs, R. Effects of labels an attitudes of educators towards handicapped children. Exceptional Children 1967; 33 (6): 399-403.

Compas, B. E. Promoting positive health during adolescence. In S. G. Millstein, A. C. Petersen & E. O. Nightingale (Eds. ), Promoting the health of adolescents – New directions for the twenty-first century. New York: Oxford University Press. 1993. p. 159-79.

Cordo, M. Reabilitação de pessoas com deficiência mental. Lisboa: Climepsi Editores; 2003.

Cunha, J. A. et al (1993). Psicodiagnóstico – R. Porto Alegre: Artes Médicas.

Del Porto, J. A. Conceito e diagnóstico. Revista Brasileira de Psiquiatria 1999; 21: 6-11.

Diament, A. J. Encefalopatias crónicas da infância. In Diamente, A. J. & Cypel, S. : Neurologia Infantil. 3ª ed. . Rio de Janeiro: Livraria Atheneu; 1996. p. 781-98

Dias, C. A. & Vicente, T. N. A depressão na adolescência. Porto: Afrontamento Editora; 1984.

Dobson, K. S. (1989). A Meta-Analysis of the efficacy of cognitive therapy for depression. Journal of Consulting and Clinical Psychology 1989; 57: 414-19.

Dreyfus, C. Psicoterapias de grupo. Lisboa: Verbo; 1984.

Dunn, G. ; Sham, P. & Hand, D. Statistics and the nature of depression. Psychological Medicine 1993; 23: 871-89.

Eaton, L. F. & Menolascino, F. J. Psychiatric disorders in the mentally retarded: Types, problems and challenges. American Journal of Psychiatry 1982; 139: 1297-1303.

Edwards, A. Experimental design in psychological research. New York: Holt, Rinehart and Winston, Inc; 1972.

Ferreira, M. , Ponte, M. & Azevedo, L. Inovação curricular na implementação de meios alternativos de comunicação em crianças com deficiência neuromotora grave. 2º ed. Lisboa: Secretariado Nacional para a Reabilitação e Integração das Pessoas com Deficiência; 2000.

First, M. B. , Spitzer, R. L. , Gibbon, M. & Williams, J. B. W. Structured clinical interview for DSM-IV: Axis I disorders. New York: Biometrics Research Unit, New York Psychiatric Institute; 1995.

Fleck, M. , Lafer, B. , Souguey, E. , Del Porto, J. , Brasil, M. & Juruema, M. 2003. Directrizes da associação médica brasileira para o tratamento da depressão. Revista Brasileira de Psiquiatria 2003; 25 (2): 114-22.

Fletcher, M. R. & Francis, D. J. Methodological issues in the classification of attention-related disorders. In S. E. Shaywitz & Bennet A. Shaywitz (Eds. ). Attention Deficit Disorder of Age – Toward the Twenty-first Century. Austin: Pro. Ed ; 1992. p. 13-28.

Fortin, M. Le processus de la recherche: de la conception à la réalisation; Paris : Décarie Éditeur Inc ; 1966.

Foulkes, S. H. Group analysis in a military neurosis center. Lancet 1946; 1: 303-10.

Foulkes, S. H. psicoterapia grupo-analítica. Barcelona: Gedisa; 1981.

Freud, S. Group psychology and the analysis of the ego. London: Hogarth; 1955.

Fuchs, C. & Rehm, L. P. A sel-control behaviour therapy program for depression. Journal of Consulting and Clinical Psychology 1977; 45: 206-15.

Gallimore, R. & Zetlin, A. A cognitive skills training program for moderately retarded learners. In Education and Training of the Mentally Retarded, vol. II. 1980.

Gilliéron, E. A primeira entrevista em psicoterapia. Lisboa: Climepsi Editores; 2001.

Gleitman, H. Psicologia. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian; 1999.


Gonçalves, E. Efeitos de um programa de cultura geral numa população adulta com deficiência mental moderada. Lisboa: Secretariado Nacional para a Reabilitação e Integração das Pessoas com Deficiência; 1997.  

Gonçalves, O. As dimensões da consulta psicológica. Jornal de Psicologia 1984; 3 (1): 3-10.

Gonçalves, O. & Borges, L. . Paralisia cerebral: Que etiologia? Saúde Infantil, XII. 1990. p. 227-28.

Gonzalez, M. T. parálisis Cerebral. Madrid: Cuadernos de Documentación del Serem; 1977.

Grinberg, L. Culpa e depressão. Lisboa: Climepsi Editores; 2000.

Grinberg, L. , Langer, M. & Rodrigué, E. psicoterapia de grupo. Brasil: Editora Forense Universitária; 1976.

Groth-Marnat, G. The handbook of psychological assessment. 2nd ed. New York: John Willey & Sons; 1990.

Hagberg, B. , Hagberg, G. , Olow, I. , & Wendt, L. The changing panorama of cerebral palsy in Sweden. VII. Prevalence and origin in the birth year period 1987-1990. Acta Pediátrica 1996; 85: 954-60.

Hollander, M. & Kazaoka, K. Behavior therapy groups. In S. Long, Six group therapies. New York: Plenun Press; 1988.

ICD-10. International classification of diseases. 10ª ed. Genebra: Organização Mundial de Saúde; 1994.

Ingram, T. T. S. Pediatric aspects of cerebral palsy. Edinburgh and London. Livingstone Ltd; 1964.

Jung, C. In Group psychotherapy and group function (ed. M. Rosenbaum e M. Berger). New York: Basic Books; 1974.

Kazdin, A. E. ; Matson, J. L. & Senatore, V. Assessment of depression in mentally retarded adults. American Journal of Psychiatric 1993; 140: p. 1040-43.

Kendall, P. C. , Hallon, S. D. , Beck, A. T. , Hammen, C. L. & Ingram, R. E. Issues and recommendations regarding use of the Beck Depression Inventory. Cognitive Therapy and Research 1987; 11 (3): 289-99.  

Lafer, B. , Almeida, O. P. , Fráguas Jr, R. & Miguel, E. C. Depressão no ciclo da vida. Porto Alegre: Artes Médicas; 2000.

Leal, I. P. entrevista Clínica e psicoterapia de Apoio. 2ª ed. . Lisboa: ISPA; 2000.

Lewin, K. Teoria dinâmica. Jornal Brasileiro de Psiquiatria 1935; 22: 12-16.

Lewin, K. Field theory in social science. New York: Harper & Brothers; 1951.

Lewin, B. Reflections on depression. In The Psychoanalytic Study of the Child. Londres: Universal Press; 1961.

Limongi, S. Paralisia cerebral: processo terapêutico em linguagem e cognição. São Paulo: Profono; 2000.

Luckasson, R. et al. Mental retardation: definition, classification and systems of supports. Washington, DC: Academic Press; 1992.

Marinho, S. M. Psicopatologia e Deficiência Mental – Fragmentos no cristal. Braga: Edições APPACDM; 2000.

Marques, R. Comunicação e linguagem na interacção entre mãe e crianças com paralisia cerebral aos dois anos de idade – Estudo Exploratório. Porto: F. P. C. E. U. P; 1998.

Martins, A. As manifestações da depressão na adolescência. Dissertação de Mestrado apresentada à Faculdade de Medicina, Porto; 2000.

Mas, R. G. Estimulación Sensoriomotriz Precoz. Servicio Internacional de Información sobre Subnormales: San Sebastián; 1984.

Matson, J. L. The treatment of behavioral characteristics of depression in the mentally retarded. Behavior Therapy 1982; 13: 209-218.

McReynolds, P. Diagnosis and clinical assessment: current status and major issues. archives of general psychiatry 1989; 40: 83-108.

Mello Filho, J. grupo e corpo: psicoterapia de grupo. Porto Alegre: Artmed; 2000.

Mendonça, T. A adaptação psicológica em irmãos de crianças com paralisia cerebral. Braga: Universidade do Minho, Instituto de Educação e Psicologia; 2000.

Menolascino, F. J. Nature and types of mental illness in the mentally retarded. In M. Lewis & S. Miller (Eds. ). Handbook of Developmental Psychopathology. New York: Plenum Press; 1990.

Menolascino, F. J. & Egger, M. L. Medical Dimensions of Mental Retardation. Lincoln: University of Nebraska Press; 1978.

Monreal, F. J. Consideration of genetic factors in cerebral palsy. Development Medicine & Child Neurology 1985; 27: 325-30.

Monteiro, M. Adaptação psicológica de mães cujos filhos apresentam paralisia cerebral: Aspectos da deficiência, do coping e do apoio social. Coimbra: F. P. C. E. U. C. ; 2002.

Moran, P. W. & Lambert, M. J. (1983). A review of current assessment tools for monitoring changes in depression. In M. S. Lambert & E. R. Christensen (Eds. ). The assessment of psychotherapy outcome. New York: Willy; 1983. p. 263-303.

Moreno, J. L. psicodrama. Buenos Aires: Paidós; 1974.

Moreno, A. C. Guia terapéutica de las depressions. Barcelona: Masson; 1999.

Morin, E. A noção de sujeito. In D. F. Schnitman (Eds. ), Novos paradigmas, cultura e subjectividade. Porto Alegre: Artes Médicas; 1996: p. 45-55.

Mutch, L. Cerebral Palsy epidemiology: Where are we now and where are we going?. Development Medicine & Child Neurology 1992; 34: 547-55.

Naves, F. Depressão atinge 33, 4 milhões de europeus. Diário de Notícias 2004; 49503: 24.

Newcomb, T. M. Social Psychology. London: Tavistock Publications Ltd; 1955.

Oliveira, F. J. A depressão na adolescência: Estudo de prevalência de sintomatologia depressiva. Dissertação de Monografia apresentada à Universidade Fernando Pessoa, Porto; 2003.

Osório, L. Grupoterapia hoje. Porto Alegre: Artmed; 1986.

Osório, L. C. Grupos: teorias e práticas. Porto Alegre: Artmed; 2000.

Pedhazur, E. J. & Schmelkin, L. P. Measurement, Design and Analysis – An Integrated Approach. New Jersey: Lawrence Erlbaum; 1991.

Pestana, M. H. & Gageiro, J. N. Análise de dados para ciências sociais: a complementaridade do SPSS (2ª ed. ). Lisboa: Edições Sílabo; 2000.

Pichon-Rivière, E. (1946). Contribución a la teoría psicoanalítica de la esquizofrenia. Revista de psicoanálisis 1946; 4 (2): 32-39.

Piotrowski, C. ; Sherry, D. & Keller, J. W. Psychodiagnostic test usage: A survey of the society for personality assessment. Journal of Personality Assessment 1985: 115-119.

Piotrowski, C. (1996). Use of the Beck Depression Inventory in clinical practice. Psychological Reports 1996; 79: 873-874.

Prieto, A. Niños e niñas com parálisis cerebral. Oviedo: Narcea ediciones; 1998.

Puig-Antich, J. The use of RDC criteria for major depressive disorder in children and adolescents. Journal of the American Academy Child and Adolescent Psychiatry 1982; 21 (12): 291-293.

Reiss, S. Prevalence of dual diagnosis in community-based day programs in the Chicago metropolitan area. American
Journal on Mental Retardation 1990; 94: 578-585.

Reiss, S. & Vanelti-Hein, D. Test Manual for the Reiss Scales for Children’s Dual Diagnosis. Ohio: International Diagnostic Systems; 1990.

Reynolds, W. M. & Baker, J. A. Assessment of depression in persons with mental retardation. American Journal of Mental
Deficiency 1988; 103: 93-98.

Ribeiro, J. Investigação e avaliação em psicologia e saúde. Lisboa: Climepsi Editores; 1999.

Roberts. E. R. & Lewinsohn, P. Symptoms of DSM-III-R major depression in adolescence: evidence from an epidemiological survey. Journal of the American Academy Child and Adolescent Psychiatry 1995; 34 (12): 1608-17.

Rodrigues, M. O diagnóstico de depressão. Psicologia USP 2000; 11 (1): 155-87.

Rodríguez, J. O. , Alcázar, A. I. , Caballo, V. E. , García –López, L. J. , Amorós, M. O. & López-Gollonet, C. El tratamiento de la fobia social en niños y adolescentes: una revisión meta-analítica. psicología Conductual 2003; 11 (3): 599-622.

Rogers, C. Tornar-se pessoa. 7ª ed. Lisboa: Moraes Editores; 1985.

Rogers, C. psicoterapia e Consulta Psicológica. Martins Fontes; 1997.

Rush, A. J. , Beck, A. T. , Kovacs, M. & Hollon, S. Comparative efficacy of cognitive therapy and imipramine in the treatment of depressed outpatients. Cognitive Therapy and Research, 1: 17-37.

Ryan, N. D. & Williamson, D. E. A secular increase in child and adolescent onset affective disorder. Journal of the American Child and Adolescent Psychiatric 1992: 31; 600-05.

Serra, C. Aumentam os deprimidos. Correio da Manhã 2004; 9272: 13.

Shapiro, A. K. & Morris, L. A. placebo effects in medical and psychological therapies. In S. L. Garfield and A. E.
Bergin (Eds. ), Handbook of psychotherapy and behaviour change: An empirical analysis. 2nd ed. New York: Wiley; 1978.

Shaughnessy, J. & Zechmeister, E. Research methods in psychology. New York: McGraw-Hill; 1997.

Shaw, B. F. Comparison of cognitive therapy and behavior therapy in the treatment of depression. Journal of Consulting and Clinical Psychology 1977; 45: 543-51.

Shipley, C. R. & Fazio, A. F. Pilot study of a treatment for psychological depression. Journal of Abnormal Psychology 1973; 82: 372-76.

Schleichkorn, J. Coping with cerebral palsy. Texas: Pro-ed; 1993.

Schloss, P. J. Verbal interaction patterns of depressed and non-depressed institutionalized mentally retarded
adults. Applied Research in Mental Retardation 1982; 3: 1-12.

Startup, M. , Ree, A. & Barkham, M. Components of major depression examined via the Beck Depression
Inventory. Journal of Affective Disorders 1992; 26: 251-60.

Trindade, I. & Carvalho Teixiera, J. A. Psicologia nos cuidados de saúde primários. Lisboa: Climepsi Editores; 2000.

Vallejo, J. Introducción a la psicopatología y la psiquiatría. (5ª ed. ). Barcelona: Masson; 2003.  

Verdugo, M. A. El cambio de paradigma en la concepción del retraso mental: La nuevo definición de la AAMR. Siglo Cero
1994; 153: 5-24.

Vincent, K. R. Full battery codebook. Norwwod, N. J. : Ablex; 1987.

Vygotsky, L. S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes; 1989.

Weisblatt, S. A. Diagnósticos de desordenes psiquiátricos en personas con retraso mental. Siglo Cero 1996; 27 (4): 21-23.

Wilkinson, Moore & Moore. Tratar a depressão. Lisboa: Climepsi Editores; 2003.

Zanella, A. V. , Lessa, C. T. & Da Rós, S. Z. Contextos grupais e sujeitos em relação: contribuições às reflexões sobre grupos sociais. Psicologia: Reflexão e Crítica 2002; 15 (1): 211-18.

Zimerman, D. E. , & Osório, L. C. Como trabalhamos com grupos. Porto Alegre: Artes Médicas Sul; 1997.


Notas

1 Segundo Marinho (2000), o atraso mental leve é descrito como sendo um critério de funcionamento intelectual significativamente inferior à média referindo-se a uma pontuação típica de aproximadamente 70-75, que toma em linha de conta o potencial erro padrão de 5 pontos acima ou abaixo no resultado de QI.

2 Traduzindo para português seria «No tratamento da paralisia cerebral temos que nos manter sempre num ponto intermédio entre a eutanásia e a utopia».




Comentarios de los usuarios



No hay ningun comentario, se el primero en comentar